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[traduzido por Oswaldino Marques]
Somos a treva no calor do dia,
Flores sem raízes no ar, o frescor: somos a água
Jacente nas folhas perante a Morte, nosso sol,
E seu tremendo calor nos embriagou... a filha da beleza
O coração da rosa e nós somos um só.
Somos a prole do verão, o hálito da noite, os dias
Em que se pode ter esperança de tudo — somos o irretornável
Sorriso daquele que está perdido, visto através das
folhas do verão —
Esse sol e sua falsa luz sempre a escarnecer.
The rootless flowers in the air,
the coolness: we are the water
Lying upon the leaves before Death,
our sun,
And its vast heat has drunken us…
Beauty's daughter
The heart of the rose and we are
one.
We are the summer's children, the
breath of evening, the days
When all may de hoped for, — we are the unreturning
Smile of the lost one, seen through
the summer leaves —
That sun and its false light
scorning.
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Poemas Famosos de Língua Inglesa [diversas autorias],
edição bilíngue, Compilação, Tradução, Prefácios das 1ª e 2ª edições e Notas de
Oswaldino Marques, Coleção Antologia de Poetas Universais — volume 599,
1968, Edições de Ouro, Rio de Janeiro — RJ; Edith Louisa Sitwell (1887 —
1964), ou Dame Edith Sitwell, britânica de Scarborough, North Riding of Yorkshire, Inglaterra, “a mais velha dos
três Sitwells literários [ela, Osbert e Sacheverell, seus irmãos]”, pertencente
à família da aristocracia rural e patrona de artes [davam suporte financeiro a
alguns artistas privados de recursos], foi poetisa, crítica e biógrafa; suas
obras: Façade (18 poemas compostos para um espetáculo musical, 1922), Wheels
[The Sitwells] (antologias, várias edições publicadas entre 1916 e 1921),
Poetry and Criticism (Poesia e Crítica, 1925), Gold Coast Customs (poemas, 1929),
Collected Poems (1930), Alexander Pope (biografia, 1930), The English
Eccentrics (Excêntricos Ingleses, crítica, 1933), Aspects of Modern Poetry
(Aspectos da Poesia Moderna, 1934), Victoria of England (biografia, 1936), I
Live Under a Black Sun (Vivo sob um Sol Negro, romance, 1937), Poems (1940), Street
Songs (Canções de Rua, poemas, 1942), The Poet’s Notebook (coletânea, 1943),
Green Song (1944), Song of Cold (Canção do Frio, 1945), Fanfare for Elizabeth
(Fanfarra para Elizabeth, biografia, 1946), Still Fals the Rai (Street Songs),
Three Poems of the Atomic Age, The Canticle of the Rose: Poems 1920-1947 (O Cântico
da Rosa: Poemas 1920-1947, 1949), The Queens and the Hive (As Rainhas e a
Colméia, crítica, 1962), Taken Care of The Autobiography of Edit Sitwell (publicação
póstuma, autobiografia, 1965); Edith Sitwell, por sua vez, foi biografada por
Rodolphe L. Megroz (The Three Sitwells: A Biographycal and Critical Study,
1927), Cecil M. Bowra (Edith Sitwell, 1947) e John Lehman (A Nest of Tigers:
The Sitwells in Their Times, 1968); ainda consta de sua biografia: ter frequentado
os salões de arte [e festas] de Gertrude Stein (romancista, poetisa, dramaturga
e colecionadora de arte), em Paris, ter sido laureada com doutorados honorários
das universidades de Leeds, Durham, Oxford e Sheffield, ter recebido a comenda
de Dama do Império Britânico [daí, passou a constar da lista de honra do
aniversário da rainha], ter se convertido ao catolicismo, ter sido patronesse
do poeta Dylan Thomas e “muito próxima de H. D. (Hilda Doolittle, [poeta,
romancista e memorialista]) e de Denton Welch [escritor e pintor]”.