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No meio do
caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Alguma Poesia (1930)
EN MEDIO DEL CAMINO
En
medio del camino había una piedra,
había una piedra en medio del camino,
había una piedra,
en medio del camino habia una piedra.
Nunca
me olvidaré de ese acontecimiento
en la vida de mis retinas tan fatigadas.
Nunca me olvidaré que en medio del camino
había una piedra,
había una piedra en medio del camino
en medio del camino había una piedra.
(Gastón
Figuera, In Poesía brasileña contemporânea:
Montevidéu, Instituto de Cultura
Uruguayo-Brasileño, 1947, p. 43.)
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NEL MEZZO DEL CAMMINO
Nel
mezzo del cammino c'era un sasso
c'era un sasso nel mezzo del cammino
c'era un sasso
nel mezzo del cammino c'era un sasso.
Non
dimenticherò questa cosa accaduta
nella vita dei miei occhi così stanchi.
Non dimenticherò mai che nel mezzo del cammino
c'era un sasso
c'era un sasso nel mezzo del cammino
nel mezzo del cammino c'era un sasso.
(Ruggero
Jacobbi, Lirici brasiliani dal modernismo
ad oggi, Milão, Silva Editore, 1960,
p. 89.)
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AU MILIEU DE LA ROUTE
Au milieu de la route il y avait
une pierre
il y avait une pierre au milieu
de la route
il y avait une pierre
au milieu de la route il y avait
une pierre
Jamais
je n'oublierai cet événement
dans
la vie de m on regard si las
Jamais
je n'oublierai qu’au milieu de la route
il y avait une pierre
il y avait une pierre au milieu
de la route
au milieu de la route il y avait
une pierre.
Michel
Simon, O Cruzeiro, Rio de Janeiro,
01.02.1958. Texto refundido pelo tradutor.
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Uma
Pedra No Meio Do Caminho — Biografia De Um Poema, Seleção e Montagem de Carlos
Drummond de Andrade, edição ampliada, Organização, Pesquisa, Apresentação e
Notas de Eucanaã Ferraz, 2010, Instituto Moreira Salles, São Paulo — SP; Carlos Drummond de Andrade (1902 — 1987), mineiro de Itabira, poeta,
contista e cronista, viveu intensamente o seu tempo e nos ofereceu como legado incontáveis
obras em verso e prosa, publicadas em livros, jornais e revistas, pelo país afora
e no resto do mundo; bibliografia: Alguma Poesia (1930); Brejo das Almas (1934);
Sentimento do Mundo (1940); José (1942); Confissões de Minas, crônicas e artigos
(1944); A Rosa do Povo (1945); Novos Poemas; Claro Enigma (1951); Contos de Aprendiz
(1951); Viola de Bolso (1952); Passeios na Ilha, crônicas e artigos (1952); Fazendeiro
do Ar (1954); Fala, Amendoeira, crônicas (1957); A Bolsa & A Vida, crônicas
(1962); A Vida Passada a Limpo; Lição de Coisas (1962); Cadeira de Balanço, crônicas
(1966); Versiprosa (1967); Boitempo (1968); A Falta que Ama (1968); Caminhos de
João Brandão, crônicas (1970); O Poder Ultrajovem, crônicas (1972); As Impurezas
do Branco (1973); Menino Antigo — Boitempo II (1973); De Notícias & Não Notícias
faz-se a Crônica (1974); Discurso de Primavera, e algumas sombras (1977); Contos
Plausíveis (1981); Boca de Luar, crônicas (1984); Amar Se Aprende Amando (1985);
O Avesso das Coisas, aforismos (1988); Farewell (1996) e outros textos...

