Mostrando postagens com marcador Rousseau. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rousseau. Mostrar todas as postagens

sábado, 28 de junho de 2014

Carlos Drummond de Andrade: José, do Mucuri

Boca De Luar - Carlos Drummond De Andrade - Frete Grátis
____________________
                    Como se não bastasse o excesso de população do mundo, há muito andam os homens detectando a existência de outros mundos habitados no espaço sideral, e há quem exclame, emocionado: "Não estamos sós." Mas quem disse que estamos sós, se vivemos tão acotovelados pelas avenidas da Terra, e há tamanha falta de lugar para todos que querem viver? Pois como se tudo isto não fosse suficiente, correm às matas da região banhada pelo Rio Mucuri, lá onde Minas, Bahia e Espírito Santo se confundem, e de suas brenhas retiram José Pedro, o último promeneur solitaire de que havia notícia, o homem que vivia ao lado de uma fogueira acesa, espantando onças e, sobretudo, gente.
                     Vem, rapaz! Queremos que você participe das maravilhas da civilização!
                    Ao que José teria respondido:
                     Vocês me arranjam casa pra morar?
                     Bem, isso está meio difícil, José, ainda mais com o fim da denúncia vazia.
                     E emprego?
                     Só se você for concursado e houver vaga, dentro do período de validade do concurso.
                     Comida?
                     Comida, José, você terá que esperar que as roças plantadas pelo Ministro Delfim cresçam e apareçam. Não importa, venha assim mesmo, estão nos chamando de outras galáxias, está assim de disco voador, e você não pode perder o espetáculo de confraternização cósmica.
                    José recalcitra. Estava tão bem ali! Não paga aluguel, não preenche formulário verde ou azul do imposto de renda, não obedece a horário nem patrão, come carne variada, segunda-feira, paca, terça, peixe, quarta, aves lacustres, quinta, raízes e tubérculos, sexta, frutas, sábado...
                     Mais uma razão para vir. Está desfrutando privilégios, e todos são iguais perante a lei, ainda mais agora, com o Presidente Figueiredo interessado em implantar democracia.
                    Outra razão, que se ministrou a José, é que os fazendeiros do Mucuri reclamam contra o homem estranho, enfurnado no mato, sabe Deus o quê. Coisa boa não é. Será o último subversivo, maquinando sortidas contra o gado, para aliciar gente e destruir as conquistas da Revolução?
                    Inutilmente José alega que ajuda os rurícolas espantando onça com o seu facho noturno. As onças não devem ser espantadas, sustentam o que resta de beleza selvagem na região.
                    Esse homem não trabalha na lavoura de mandioca, tal como os outros homens; não produz, não rende, e, embora não pese a ninguém, pesa globalmente no espírito de todos, com o seu mistério. O fato de não produzir não é o mais grave, e tolera-se no asfalto e na praia, à luz do dia, civilizadamente: mas no interior do mato? Que idéia faz esse sujeito do contrato social? Está-se ninando para o contrato social. Não é possível, dizem os civilizados. Tragam esse homem para perto de nós, ele tem de aprender ou reaprender a vida apertada que levamos.
                    José tem medo. Os homens, as cidades, os códigos, até os prazeres intervalares da vida social lhe causam pavor. O motor de sua volta ao estado natural foi menos o amor à natureza do que o pânico diante do desenvolvimento urbano. Em cada homem vê o perigo, em cada situação a ameaça, em cada palavra a condenação. Com árvores e bichos, ele se entende. Nu e experimentado, conhece e domina o ambiente, e nele vive sem maiores riscos. Na cidade, não praticara ação criminosa, e foi precisamente isso que o fez embrenhar-se no mato. Inocente, faltavam-lhe as provas negativas de sua inocência. Se cometesse qualquer malfeito, poderia mentir e salvar-se, mas estando puro e desarmado diante da ordem social, como mentir senão confessando a falta imaginária e, portanto, condenando-se? A solução era virar bicho. Fez.
                    Agora trazem José para uma capital, ele é fichado, fotografado, carimbado, numerado, entrevistado, televisionado, condenado a viver, como tantos outros, em subcondição humana, mas sob o amparo nominal da lei. De todas as leis da República e da civilização.
                    José está salvo ou perdido? É pergunta dessas de se fazer ao povo nas ruas, cada qual com sua opinião, e as opiniões se multiplicam. Há a intenção de proteger José, ou a intenção de fazer de José um escravo ou um pária como tantos outros, porque não é justo escapar à sorte da maioria? Onde já se viu bancar o índio sem ser índio? E, além do mais, índio solitário, sem ligação com os maxacalis ou os saudosos aimorés? Nada disso. Todos são iguais perante a lei. E, daí, não estamos sós.
                    O certo é que nunca mais brilhará, na noite das matas do Mucuri, aquele foguinho solitário de espantar onça. E gente. José será contribuinte, eleitor e infeliz.
         
____________________
Boca de Luar, crônicas, 1984, Editora Record, Rio de Janeiro — RJ; Carlos Drummond de Andrade (1902 1987), mineiro de Itabira, poeta, contista e cronista, viveu intensamente o seu tempo e nos ofereceu como legado incontáveis obras em verso e prosa, publicadas em livros, jornais e revistas: Alguma Poesia (1930); Brejo das Almas (1934); Sentimento do Mundo (1940); José (1942); Confissões de Minas, crônicas e artigos (1944); A Rosa do Povo (1945); Novos Poemas; Claro Enigma (1951); Contos de Aprendiz (1951); Viola de Bolso (1952); Passeios na Ilha, crônicas e artigos (1952); Fazendeiro do Ar (1954); Fala, Amendoeira, crônicas (1957); A Bolsa & A Vida, crônicas (1962); A Vida Passada a Limpo; Lição de Coisas (1962); Cadeira de Balanço, crônicas (1966); Versiprosa (1967); Boitempo (1968); A Falta que Ama (1968); Caminhos de João Brandão, crônicas (1970); O Poder Ultrajovem, crônicas (1972); As Impurezas do Branco (1973); Menino Antigo — Boitempo II (1973); De Noticias & Não Notícias faz-se a Crônica (1974); Discurso de Primavera, e algumas sombras (1977); Contos Plausíveis (1981); Boca de Luar, crônicas (1984); Corpo, novos poemas (1984); Amar Se Aprende Amando (1985); O Avesso das Coisas, aforismos (1988); Farewell (1996) e tantos outros...

domingo, 13 de março de 2011

Ter. . . ter. . . o domínio do Mundo! Ter. . . remoto!!!

Reproduzo texto de Marco Aurélio Weissheimer, extraído de Carta Maior, no qual o colunista faz reflexão acerca do terremoto seguido de tsunami que atingiu o Japão no dia 11 de março último. O jornalista, na composição de seus argumentos, revisita escritos de Kant, Rousseau, Goethe e Voltaire acerca de um terremoto também seguido de tsunami  que devastou Lisboa em 01 de novembro de 1755, quando, calcula-se, de uma população de 275 mil habitantes, morreram cerca de 20 mil.
____________________

Tragédias naturais expõem perda da noção de limite

Nas catástrofes atuais, parece que vivemos um paradoxo: se, por um lado, temos um desenvolvimento vertiginoso dos meios de comunicação, por outro, a qualidade da reflexão sobre tais acontecimentos parece ter empobrecido, se comparamos com o tipo de debate gerado pelo terremoto de Lisboa, no século XVIII, que envolveu alguns dos principais pensadores da época. A humanidade está bordejando os limites perigosos do planeta Terra e se aproxima cada vez mais de áreas de riscos, como bordas de vulcões e regiões altamente sísmicas, construindo inclusive usinas nucleares nestas áreas. A idéia de limite se perdeu e a maioria das pessoas não parece muito preocupada com isso. O artigo é de Marco Aurélio Weissheimer. 


No dia 1° de novembro de 1755, Lisboa foi devastada por um terremoto seguido de um tsunami. A partir de estudos geológicos e arqueológicos, estima-se hoje que o sismo atingiu 9 graus na escala Richter e as ondas do tsunami chegaram a 20 metros de altura. De uma população de 275 mil habitantes, calcula-se que cerca de 20 mil morreram. Além de atingir grande parte do litoral do Algarve, o terremoto e o tsunami também atingiram o norte da África. Apesar da precariedade dos meios de comunicação de então, a tragédia teve um grande impacto na Europa e foi objeto de reflexão por pensadores como Kant, Rousseau, Goethe e Voltaire. A sociedade europeia vivia então o florescimento do Iluminismo, da Revolução Industrial e do Capitalismo. Havia uma atmosfera de grande confiança nas possibilidades da razão e do progresso científico.

No Poème sur le desastre de Lisbonne, (“Poema sobre o desastre de Lisboa”), Voltaire satiriza a ideia de Leibniz, segundo a qual este seria “o melhor dos mundos possíveis”. “O terremoto de Lisboa foi suficiente para Voltaire refutar a teodiceia de Leibniz”, ironizou Theodor Adorno. “Filósofos iludidos que gritam, ‘Tudo está bem’, apressados, contemplam estas ruínas tremendas” – escreveu Voltaire, acrescentando: “Que crimes cometeram estas crianças, esmagadas e ensanguentadas no colo de suas mães?”

Rousseau não gostou da leitura de Voltaire e responsabilizou a ação do homem que estaria “corrompendo a harmonia da criação”. "Há que convir... que a natureza não reuniu em Lisboa 20.000 casas de seis ou sete andares, e que se os habitantes dessa grande cidade se tivessem dispersado mais uniformemente e construído de modo mais ligeiro, os estragos teriam sido muito menores, talvez nulos", escreveu.

Já Kant procurou entender o fenômeno e suas causas no domínio da ordem natural. O terremoto de Lisboa, entre outras coisas, acabará inspirando seus estudos sobre a ideia do sublime. Para Kant, “o Homem ao tentar compreender a enormidade das grandes catástrofes, confronta-se com a Natureza numa escala de dimensão e força transumanas que embora tome mais evidente a sua fragilidade física, fortifica a consciência da superioridade do seu espírito face à Natureza, mesmo quando esta o ameaça”. 

A tragédia que se abateu sobre Lisboa, portanto, para além das perdas humanas, materiais e econômicas, impactou a imaginação do seu tempo e inspirou reflexões sobre a relação do homem com a natureza e sobre o estado do mundo na época. Uma época, cabe lembrar, onde os meios de comunicação resumiam-se basicamente a algumas poucas, e caras, publicações impressas, e à transmissão oral de informações, versões e opiniões sobre os acontecimentos. Nas catástrofes atuais, parece que vivemos um paradoxo: se, por um lado, temos um desenvolvimento vertiginoso dos meios de comunicação, por outro, a qualidade da reflexão sobre tais acontecimentos parece ter empobrecido, se comparamos com o tipo de debate gerado pelo terremoto de Lisboa.

A espetacularização das tragédias e a perda da noção de limite

Em maio de 2010, em uma entrevista à revista Adverso (da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o geólogo Rualdo Menegat, professor do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituo de Geociências da UFRGS, criticou o modo como a mídia cobre, de modo geral, esse tipo de fenômeno.

“Ela espetaculariza essas tragédias de uma maneira que não ajuda as pessoas entenderem que há uma manifestação das forças naturais aí e que nós precisamos saber nos precaver. A maneira como a grande imprensa trata estes acontecimentos (como vulcões, terremotos e enchentes), ao invés de provocar uma reflexão sobre o nosso lugar na natureza, traz apenas as imagens de algo que veio interromper o que não poderia ser interrompido, a saber, a nossa rotina urbana. Essa percepção de que nosso dia a dia não pode ser interrompido pelas manifestação das forças naturais está ligada à ideia de que somos sobrenaturais, de que estamos para além da natureza”.

Para Menegat, uma das principais lacunas nestas coberturas é a ausência de uma reflexão sobre a ideia de limite. É bem conhecida a imagem medieval de uma Terra plana, cujos mares acabariam em um abismo. Como ficou provado mais tarde, a imagem estava errada, mas ela trazia uma noção de limite que acabou se perdendo. “Embora a imagem estivesse errada na sua forma, ela estava correta no seu conteúdo. Nós temos limites evidentes de ocupação no planeta Terra. Não podemos ocupar o fundo dos mares, não podemos ocupar arcos vulcânicos, não podemos ocupar de forma intensiva bordas de placas tectônicas ativas, como o Japão, o Chile, a borda andina, a borda do oeste americano, como Anatólia, na Turquia”, observa o geólogo.

Não podemos, mas ocupamos, de maneira cada vez mais destemida. O que está acontecendo agora com as usinas nucleares japonesas atingidas pelo grande terremoto do dia 11 de março é mais um alarmante indicativo do tipo de tragédia que pode atingir o mundo globalmente. O que esses eventos nos mostram, enfatiza Menegat, é a progressiva cegueira da civilização humana contemporânea em relação à natureza. A humanidade está bordejando todos os limites perigosos do planeta Terra e se aproxima cada vez mais de áreas de riscos, como bordas de vulcões e regiões altamente sísmicas. “Estamos ocupando locais que, há 50 anos atrás, não ocupávamos. Como as nossas cidades estão ficando gigantes e cegas, elas não enxergam o tamanho do precipício, a proporção do perigo desses locais que elas ocupam”, diz ainda o geólogo, que resume assim a natureza do problema:

"Estamos falando de 6 bilhões e 700 milhões de habitantes, dos quais mais da metade, cerca de 3,7 bilhões, vive em cidades. Isso aumenta a percepção da tragédia como algo assustador. Como as nossas cidades estão ficando muito gigantes e as pessoas estão cegas, elas não se dão conta do tamanho do precipício e do tamanho do perigo desses locais onde estão instaladas. Isso faz também com que tenhamos uma visão dessas catástrofes como algo surpreendente".

A fúria da lógica contra a irracionalidade

Como disse Rousseau, no século XVIII, não foi a natureza que reuniu, em Lisboa, 20.000 casas de seis ou sete andares. Diante de tragédias como a que vemos agora no Japão, não faltam aqueles que falam em “fúria da natureza” ou, pior, “vingança da natureza”. Se há alguma vingança se manifestando neste tipo de evento catastrófico, é a da lógica contra a irracionalidade. Como diz Menegat, a Terra e a natureza não são prioridades para a sociedade contemporânea. Propagandas de bancos, operadoras de cartões de crédito e empresas telefônicas fazem a apologia do mundo sem limites e sem fronteiras, do consumidor que pode tudo.

As reflexões de Kant sobre o terremoto de Lisboa não são, é claro, o carro-chefe de sua obra. A maior contribuição do filósofo alemão ao pensamento humano foi impor uma espécie de regra de finitude ao conhecimento humano: somos seres corporais, cuja possibilidade de conhecimento se dá em limites espaço-temporais. Esses limites estabelecidos por Kant na Crítica da Razão Pura não diminuem em nada a razão humana. Pelo contrário, a engrandecem ao livrá-la de tentações megalomaníacas que sonham em levar o pensamento humano a alturas irrespiráveis. Assim como a razão, o mundo tem limites. Pensar o contrário e conceber um mundo ilimitado, onde podemos tudo, é alimentar uma espécie de metafísica da destruição que parece estar bem assentada no planeta. Feliz ou infelizmente, a natureza está aí sempre pronta a nos despertar deste sono dogmático.


Fotos: Huffington Post 

sábado, 5 de junho de 2010

Rousseau: Os devaneios do caminhante solitário

TERCEIRA CAMINHADA

Envelheço aprendendo sempre.

Sólon com freqüência repetia esse verso em sua velhice(*). Ele tem um sentido que eu também poderia aplicar à minha; porém, há vinte anos a experiência me fez adquirir um conhecimento bastante triste: a ignorância ainda é preferível. A adversidade sem dúvida é uma grande mestra, mas cobra caro por suas lições, e em geral o proveito que temos não vale o preço que custaram. Além disso, antes que tenhamos obtido todos esses haveres com lições tão tardias, a oportunidade de usá-los passa. A juventude é o momento de estudar a sabedoria; a velhice é o momento de praticá-la. A experiência sempre instrui, reconheço-o; contudo, é proveitosa apenas para o que temos à nossa frente. No momento de morrer, haverá tempo de aprender como deveríamos ter vivido?

Oh, de que me servem luzes, tão tardia e tão dolorosamente adquiridas, sobre o meu destino e sobre as paixões dos outros, das quais este é obra? Aprendi a melhor conhecer os homens apenas para melhor sentir a miséria em que me mergulharam, sem que esse conhecimento, ao me revelar todas as sua armadilhas, tenha me feito evitar alguma. Por que não permaneci para sempre nesta débil mas doce confiança que me tornou durante tantos anos a presa e o joguete de meus ruidosos amigos, sem que tivesse, envolvido em todas as suas tramas, nem a mínima suspeita! Era enganado e vítima, é verdade, mas me acreditava amado por eles, e meu coração gozava da amizade que me inspiravam, atribuindo-lhes o mesmo por mim. Essas doces ilusões foram destruídas. A triste verdade, que o tempo e a razão desvelaram ao me fazerem sentir minha desgraça, me fez ver que não havia remédio e que me restava apenas a resignação. Assim, todas as experiências da minha idade, em meu estado, não tem para mim utilidade no presente e proveito no futuro.

Entramos em cena no nascimento, dela saímos na morte. De que serve aprender a melhor conduzir seu carro quando se está no fim da corrida? Só resta pensar como sair dela. O estudo de um velho, se ainda tem algum a fazer, é apenas aprender a morrer, e é justamente o que menos se faz na minha idade; se pensa em tudo, menos nisso. Todos os velhos têm mais apego à vida que as crianças e saem dela com maior má vontade  que os jovens. Como todas as suas obras foram para essa mesma vida, vêem a seu fim que trabalharam em vão. Todos os seus esforços, todos os seus bens, todos os frutos de suas laboriosas vigílias, tudo é deixado quando partem. Não pensaram em adquirir algo em suas vidas que pudessem levar na morte.

Pensei tudo isso quando era tempo de pensá-lo, e se não soube tirar melhor partido de minhas reflexões não foi por deixar de fazê-las a tempo e não tê-las digerido bem. Atirado, desde a infância, no turbilhão da sociedade, aprendi em boa hora através da experiência que não fora feito para nela viver e que nela nunca chegaria ao estado  de que meu coração sentia necessidade. Cessando, portanto, de buscar entre os homens a felicidade que sentia ali não poder encontrar, minha ardente imaginação saltava por sobre a extensão de minha vida, recém-começada, como por um terreno que me fosse estranho, para repousar em um estado tranqüilo em que pudesse me fixar.
...

(*) Citado por Plutarco em Vida de Sólon (Nota da Tradutora)
____________________
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), Les Réveriers du Promeneur Solitaire, tradução de Júlia de Rosa Simões, L&PM Editores, 2008, Porto Alegre - RS; nascido em 28 de junho de 1712, começou a redigir Os devaneios do caminhante solitário, sua última obra, no outono ou inverno de 1776; dividiu-a em Caminhadas, sendo que a última, a Décima, restou inconclusa, pois o pensador a iniciara apenas dois meses antes de sua morte ocorrida em 02 de julho de 1778. Nesta postagem transcreveu-se tão somente um trecho (os quatro primeiros parágrafos!) da Terceira Caminhada.