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Se ela bater de novo à minha porta,
arrependida, para o meu amor,
hei de dizer-lhe tudo quanto corta
minha alma, como um gládio vingador!...
O que vier desse gesto, pouco importa!
— Não se fez cega e surda à minha Dor?! —
Pois bem, nem mesmo se hoje a visse morta,
dar-lhe-ia a reverência de uma flor...
Mas, ai! batem de leve na janela.
Entram na sala... Sua voz... É tarde
para fugir de vê-la! Enfrento-a... É ela!
Hesito... Tremo... E sôfrego... aturdido,
caio nos braços seus como um covarde,
e me ponho a chorar como um perdido!...
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O Mundo Maravilhoso do Soneto, de Vasco de Castro Lima [inúmeros sonetistas e tradutores], Prefácio de Rangel Coelho, 1987, Livraria Freitas Bastos S/A, Rio de Janeiro — RJ; Adelmar Tavares da Silva Cavalcanti (1888 — 1963), pernambucano de Recife, formado pela Faculdade de Direito de Recife, foi advogado, professor, jurista, magistrado e poeta; ainda estudante em Recife, colaborou na imprensa como redator do Jornal Pequeno; mudando-se para o Rio de Janeiro, continuou sempre a colaborar com a imprensa e, além ter exercido a função de professor de Direito Penal na Faculdade de Direito da então capital federal, também ocupou vários cargos públicos na área da justiça e do direito; obras: Descantes — trovas (1907), Trovas e Trovadores (conferência, 1910), Miriam, luz dos meus olhos (poesia, 1912), A poesia das violas (poesia, 1921), Noite cheia de estrelas (poesia, 1923), A linda mentira (prosa, 1926), Poesias (1929), Trovas (1931), O caminho enluarado (poesia, 1932), A luz do altar (poesia, 1934), Poesias completas (1958) etc.



