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De tudo me afastei, por não
querença
ou medo de demais querer a
tudo
e de fixar em ócio e
inexistência
o móbil ser ideal com que me
iludo.
E de tudo herdei minha
inocência,
este sentido de não ser,
agudo,
vivo mistério e tão mortal
ciência
que me aprendeu a ouvir o
verso mudo.
A vida não vivi, — hora
distante
que nunca se deteve em meu
caminho.
A imagem vista em ver era
bastante.
Mas, se não sei nem mesmo o
que devoro,
e me consome a mim, e é
sozinho
suor de aurora, poesia, eu fui
teu poro.
Poemas — 1962/1993

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Roteiro da Poesia Brasileira — Anos 50, Seleção e Prefácio de André Seffrin, Direção de Edla van Steen, primeira edição, 2007, Editora Global, São Paulo — SP; Maria Ângela Alvim (1926 — 1959), mineira de Volta Grande, Zona da Mata, formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, na primeira turma do curso de Assistência Social, foi poeta e tradutora; bibliografia: Superfície (1950), única obra publicada em vida, e, postumamente, editaram-se Poemas: Superfície e outros poemas (1962), Poemas — seguidos de Carta a um cortador de linho (1993) e Superfície — Volume Toda Poesia (edição portuguesa, 2002).
Roteiro da Poesia Brasileira — Anos 50, Seleção e Prefácio de André Seffrin, Direção de Edla van Steen, primeira edição, 2007, Editora Global, São Paulo — SP; Maria Ângela Alvim (1926 — 1959), mineira de Volta Grande, Zona da Mata, formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, na primeira turma do curso de Assistência Social, foi poeta e tradutora; bibliografia: Superfície (1950), única obra publicada em vida, e, postumamente, editaram-se Poemas: Superfície e outros poemas (1962), Poemas — seguidos de Carta a um cortador de linho (1993) e Superfície — Volume Toda Poesia (edição portuguesa, 2002).