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[traduzido por Aleksandar
Jovanović]
desta feita
morreu alguém por perto
Réquiem
no cinzento parque
sob o céu carrancudo
As mulheres seguem o corpo morto
e no quarto vazio restou a morte
fechando as cortinas
Senti
as flores ficaram mais leves
por um cérebro humano
E o agradável silêncio da tarde
e menino descalço sentado à porta
mastiga uvas
Quem permanece fiel
àquele que perde
Sem pressa com a morte
ninguém se parece com ninguém
os filhos pensam nos brinquedos
Sem despedidas nas partidas
isso é risível e censurável
Rekvijem
ovoga puta
umro je neko blizu
Rekvijem
u sivom parku
pod zatvorenim nebom
Žene su pošle za mrtvim telom
smrt je ostala u praznoj sobi
i spustila zavesu
Osetite
svet je postao lakši
za jedan ljudski mozak
Prijatna tišina posle ručka
bosonog dečak sjedi na kapiji
i jede groždje
Zar iko ostane veran
onome što izgubi
Ne žurite sa smrću
niko ni na koga ne liči
sinovi misle na igračke
i ne opraštajte se pri odlasku
to je smešno I pogrdno
* Nota do atrevidíssimo aprendiz
de blogueiro deste Verso e Conversa: O organizador e tradutor Aleksandar Jovanović,
no Prefácio deste Poesia Iugoslava Contemporânea (Sérvia), nos relata o abaixo
transcrito:
“O presente volume apresenta alguns dos poetas mais expressivos da Literatura Iugoslava contemporânea, escrita em servo-croata. Mas, para que a compreensão do leitor seja mais clara, é preciso ressaltar que se trata de poetas da Literatura da Sérvia. Portanto, este livro não é uma visão integral da Modernidade na Literatura Iugoslava. Tampouco é uma visão integral da Modernidade na Literatura Iugoslava escrita em servo-croata. É uma parte dela.Para que uma antologia de Literatura Iugoslava fosse integral, seria preciso nela incluir não somente obras de escritores da Croácia, mas também da Bósnia-Herzegovina e do Montenegro (redigidos todos em servo-croata), e, ainda, obras de escritores da Eslovênia (escritos em esloveno) e da Literatura da Macedônia (escritos em macedônio). Não é, como sublinhamos, uma visão integral, mas é o primeiro esforço para que os leitores da língua portuguesa possam ter acesso a ela.”
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Poesia Iugoslava Contemporânea (Sérvia)
— [36 poetas], texto A Poesia Contemporânea da Sérvia — suas raízes e seus significados,
por Jovan Pejčić, edição bilíngue, Prefácio, Tradução e Notas de Aleksandar Jovanović,
1987, Editora Meca São Paulo — SP; Miodrag Pávlovitch (1923[?] 1928 — 2014), nascido em Novi Sad, região norte da Sérvia, formou-se
pela Faculdade de Medicina de Belgrado, atuou como médico num breve período, passou
a dedicar-se “exclusivamente” à literatura, foi poeta, contista, ensaísta, dramaturgo,
editor, tradutor, professor universitário e antologista; estreou em 1953 com seu
livro 87 Pesama e a partir daí tornou-se conhecido; por longo período foi editor
da editora Prosveta, em Belgrado; também em Belgrado, foi diretor do Teatro Nacional
e atuou como dramaturgo; suas obras: 87 Pesama ([87 песама] 87 canções, coleção
de poemas, 1952), Stub sećanja ([Стуб сећања], Pilar da Memória, 1953), Hododarje
([Хододарје], 1971), Svetli i tamni praznici ([Светли и тамни празници] Feriados
brilhantes e escuros, 1971), Pevanja na Viru ([Певања на Виру] Canções sobre a fonte,
1977), Bekstvo po Srbiji ([Бекства по Србији] Fuga para a Sérvia, 1979), Ulazak
u Kremonu ([Улазак у Кремону] Entrando em Cremona, 1989), Cosmologia profanata ([Цосмологиа
профаната] Cosmologia do Profano, 1990), e outros títulos; teve poemas e ensaios
traduzidos para todas as línguas europeias e diversas línguas orientais; Miodrag
Pávlovitch organizou várias antologias poéticas, com destaque para a “Antologija
srpskog pesništva od XIII do XX veka” ([Антологија српског песништва од XIII до
XX века] Antologia de Poesia Sérvia
do Século XIII ao Século XX, 1ª edição em 1964, e várias vezes reeditada);
o poeta foi membro da Academia Europeia de Poesia e da Academia Sérvia de Ciências
e Artes; recebeu premiações por várias de suas obras.