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No tempo em que eu era
menino,
as pessoas gostavam de
cantar.
Não eram todas as pessoas,
porém muitas pessoas
cantavam.
Principalmente as
mulheres.
Acalentando a criança,
varrendo a casa,
lavando a roupa,
cozinhando,
socando o pilão.
Os homens também cantavam:
o sapateiro tenor,
o barítono ferrador.
E no começo da noite,
o pregão melancólico,
choroso
do pipoqueiro,
que com seu carrinho de
fogo
incendiava a escuridão da
rua.
Na minha triste cidade,
o povo não canta mais.
Porque a desesperança é
muda,
e não há mais mistério de
ilusão
na angústia antevista do
futuro.
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Os poetas estão chegando — Poesia Brasileira Hoje — Antologia (vários autores), Supervisão editorial e Apresentação de Torrieri Guimarães, 1979, Editora Soma Ltda., São Paulo — SP; Décio Gonçalves Ribeiro Guimarães, nascido em 1931, paulista e paulistano, escritor, poeta e tradutor, trabalhou em editoras e colaborou em rádios, jornais e revistas; bibliografia: Poesias, Estórias e Lendas do Brasil, Xanxã, o Tocador de Pratos, além de ter participado de coletâneas; é o que consta nos minitraços biobibliográficos do autor, neste Os poetas estão chegando; como folclorista, escreveu também Cultura Cívica Brasileira — 3 volumes.
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Os poetas estão chegando — Poesia Brasileira Hoje — Antologia (vários autores), Supervisão editorial e Apresentação de Torrieri Guimarães, 1979, Editora Soma Ltda., São Paulo — SP; Décio Gonçalves Ribeiro Guimarães, nascido em 1931, paulista e paulistano, escritor, poeta e tradutor, trabalhou em editoras e colaborou em rádios, jornais e revistas; bibliografia: Poesias, Estórias e Lendas do Brasil, Xanxã, o Tocador de Pratos, além de ter participado de coletâneas; é o que consta nos minitraços biobibliográficos do autor, neste Os poetas estão chegando; como folclorista, escreveu também Cultura Cívica Brasileira — 3 volumes.