
[traduzido por Claudia Cavalcanti]
Claro acorda escuro
Escuro aborda brilho
O espaço explode os espaços
Farrapos afundam em solidão
A alma dança
E
Balança e balança
E
Treme no espaço
Tu!
Meus membros se procuram
Meus membros se namoram
Meus membros
Balançam afundam afundam afogam
Em
Imensidão
Tu!
Claro aborda escuro
Escuro devora brilho!
O espaço afunda em solidão
A alma
Remoinha
Eriça
Pare!
Meus membros
Em
Imensidão
Tu!
Claro é brilho!
Solidão sorve!
Imensidão flui!
Me
Dilacera
Em
Tu!
Tu!
(ca. 1917)
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| August Stramm |
Dämmerung
Hell weckt Dunkel
Dunkel wehrt Schein
Der Raum zersprengt die Räume
Fetzen ertrinken in Einsamkeit!
Die Seele tanzt
Und
Schwingt und schwingt
Und
Bebt im Raum
Du!
Meine Glieder suchen sich
Meine Glieder kosen sich
Meine Glieder
Schwingen sinken sinken ertrinken
In
Unermeßlichkeit
Du!
Hell
wehrt Dunkel
Dunkel frißt Schein!
Der Raum ertrinkt in Einsamkeit
Die Seele
Strudelt
Sträubet
Halt!
Meine Glieder
Wirbeln
In
Unermeßlichkeit
Du!
Hell
ist Schein!
Einsamkeit schlürft!
Unermeßlichkeit strömt
Zerreißt
Mich
In
Du!
Du!
(ca. 1917)
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Poesia Expressionista Alemã:
uma antologia, Organização e Tradução de Claudia Cavalcanti, edição bilíngue
ilustrada, 2000, Estação Liberdade, São Paulo — SP; Augusto
Stramm (1874 — 1915), alemão de Münster, estudou Economia Política em Berlim,
foi funcionários dos serviços do correio, escritor, poeta e dramaturgo; editou
a revista expressionista Der Sturm, tendo sido considerado um dos autores mais
representativos entre os que ali publicavam; bibliografia: Die Bauem (drama,
1902—1905), Auswanderer! (ensaio, 1903), Das Opfer (drama, 1909), Rudimentär
(drama, 1910), Sancta Susanna (drama, 1912), Warten (prosa, 1914), Der Letzte
(prosa, 1914), Die Haidebraut (drama, 1914), Du. Liebesgedichte (poesias, 1915)
entre outros textos em poesia, em prosa e para teatro; servindo ao exército na
Primeira Guerra, morreu em combate na Rússia.

