Mostrando postagens com marcador Francisco Alvim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Francisco Alvim. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de setembro de 2016

Francisco Alvim: A poesia

____________________
Houve um tempo
em que Schmidt e Vinicius
dividiam as preferências
como maior poeta do Brasil.
Quando, por unanimidade ou quase,
nesse jogo tolo
de se querer medir tudo,
Drummond foi o escolhido,
ele comentou:
alguém já me mediu
com fita métrica
para saber se de fato sou
o maior poeta?

Estava certo.
Pois a poesia
quando ocorre
tem mesmo a perfeição
do metro 
nem o mais
nem o menos
— só que de um metro nenhum
um metro de nadas

Resultado de imagem para francisco alvim
____________________
Boa companhia — poesias (vários autores), apresentação de Ferreira Gullar, 2003, Companhia das Letras, São Paulo — SP; Francisco Soares Alvim Neto, nascido em 1938, mineiro de Araxá, diplomata e poeta, prestou serviços em escritórios do governo em Paris, Barcelona e Roterdã Holanda, além de em Brasília DF; escreveu e publicou Sol dos cegos (1968), Passatempo (1974), Dia sim dia não, com Eudoro Augusto (1978), Passatempo e outros poemas (coletânea, 1981), Poesias reunidas (1988), Elefante (2000) e outros, além de participação em coletâneas; recebeu Prêmios Jabuti (1982 e 1989) e Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (2011).