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Houve um tempo
em que Schmidt e Vinicius
dividiam as preferências
como maior poeta do Brasil.
Quando, por unanimidade ou quase,
nesse jogo tolo
de se querer medir tudo,
Drummond foi o escolhido,
ele comentou:
alguém já me mediu
com fita métrica
para saber se de fato sou
o maior poeta?
dividiam as preferências
como maior poeta do Brasil.
Quando, por unanimidade ou quase,
nesse jogo tolo
de se querer medir tudo,
Drummond foi o escolhido,
ele comentou:
alguém já me mediu
com fita métrica
para saber se de fato sou
o maior poeta?
Estava certo.
Pois a poesia
quando ocorre
tem mesmo a perfeição
do metro —
quando ocorre
tem mesmo a perfeição
do metro —
nem o mais
nem o menos
nem o menos
— só que de um metro nenhum
um metro de nadas

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Boa companhia — poesias (vários autores),
apresentação de Ferreira Gullar, 2003, Companhia das Letras, São Paulo — SP; Francisco Soares
Alvim Neto, nascido em 1938, mineiro de Araxá, diplomata e poeta, prestou
serviços em escritórios do governo em Paris, Barcelona e Roterdã —
Holanda, além de em Brasília — DF; escreveu e publicou Sol dos
cegos (1968), Passatempo (1974), Dia sim dia não, com Eudoro Augusto (1978), Passatempo
e outros poemas (coletânea, 1981), Poesias reunidas (1988), Elefante (2000) e
outros, além de participação em coletâneas; recebeu Prêmios Jabuti (1982 e 1989) e Prêmio da Associação Paulista
dos Críticos de Arte (2011).