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sábado, 1 de julho de 2023

genésio dos santos: a vida pede urgência


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a vida pede urgência
o resto pode esperar:
com a morte não requerida
a vida pode vingar

a vida pede urgência
um mote a repetir:
se a morte é toda presença
a vida pode se ir

a vida pede urgência
faça frio ou calor:
tem seu tempo, negaceia,
resiste, forma bolor

a vida pede urgência
seja o que deus quiser:
se a morte é só insistência
a vida faz o que der


a vida pede urgência
não há ninguém hors-concours:
faz flerte com a demência
sem ar, nem ir, ...or ...er ...ur

a vida pede urgência
tatuando o teatá:
não há caminho suave
outra cartilha não há

a vida pede urgência
no quilombo do jaó:
cochilei no trem de ferro
acordei, era iperó

são paulo, 05.06.2023

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genésio dos santos ferreira, nascido em 1952, paulista de itapetininga, caipira e filho de ferroviário, quase ex-telegrafista da estrada de ferro sorocabana, foi alfabetizado pela cartilha do tatu: de saturnina de almeida fagundes e escreve desde os treze anos de idade; num dia foi bóia-fria, noutro foi ajudante de açougueiro, faturista de comércio de atacado e, ainda noutro, labutou em escritórios de contabilidade; até quase agorinha mesmo foi bancário, hoje está aposentado; poeta e cronista não tão ativo, escreveu e publicou número um (poesias, 1978) e cinco poeminhas (cartaz poético, 1981); como militante sindical, escreveu crônicas para o jornal o espelho — sp, folha bancária, participou do jornal brinque (do coletivo cultural do seeb-sp, 1983 1985) e pilotou o devezenquandário na moita (1991 1997), editados sob a responsabilidade do sindicato dos bancários de são paulo; é aprendiz de blogueiro e assim se mantém, a despeito dos algoritmos zuquerbergueanos e que tais ...

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Genésio dos Santos: brinquedo

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abandonou tudo o que até então fizera parte do seu mundo: deixou de lado o limão verde que às vezes se fazia de bola, jogos de botões se aquietaram na gaveta.

até mesmo a bola feita de meias que fora moldada com carinho pelas mãos da mãe costureira ficou esquecida no seu cantinho.

o guri já não se imaginava jogador de futebol. trazia consigo o pressentimento de que um dia fosse crescer e que se faria adulto tal como o pai ferroviário quase pela vida toda.


desatou então a montar palavras, encadeou frases e fez com que delas brotassem incríveis histórias reais ou imaginárias. uma pequena estante de livros da escola, segregada à chave pela secretaria, era o seu santuário.


tudo o mais teria que ficar empedrado e acorrentado no tempo.
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Genésio dos Santos, nascido em 1952, paulista de Itapetininga, caipira e filho de ferroviário, quase ex-telegrafista da Estrada de Ferro Sorocabana, escreve desde os treze anos de idade; num dia foi bóia-fria, noutro foi ajudante de açougueiro, faturista de comércio de atacado e, ainda noutro, labutou em escritórios de contabilidade; veio pra São Paulo no início da década de setenta do século e milênio passados e hoje é um bicho urbano adaptado; até um dia destes foi bancário, hoje aposentado; poeta e cronista não tão ativo, escreveu e publicou Número Um (poesias, 1978) e Cinco Poeminhas (cartaz poético, 1981); como militante sindical, escreveu crônicas para os jornais O Espelho — SP, Folha Bancária, participou no jornal Brinque (do coletivo cultural do SeebSP, 1983 1985) e pilotou o devezenquandário Na Moita (1991 1997), editados sob a responsabilidade do Sindicato dos Bancários de São Paulo; é aprendiz de blogueiro.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Saturnina de Almeida Fagundes: Cartilha do Tatu

(Clique no título acima e leia um pouco sobre a Profª Saturnina de Almeida Fagundes, ou Dona Bidunga, e sua Cartilha do Tatu.)
         
          Meu primeiro contato com as letras foi através desta cartilha, a "Cartilha do Tatu". Isso foi nos anos 60 do século e milênio passados, como aluno da Escola Rural da Estação, Vila Isabel, em Itapeva  SP.
          Meu pai foi um "tatu". Assim eram conhecidos os turmeiros ferroviários (trabalhadores braçais) que, debaixo de sol e chuva, cuidavam da manutenção da linha do trem na antiga Estrada de Ferro Sorocabana (ex-Fepasa), hoje extinta.
          A caneta "Bic" é alienígena na primeira imagem abaixo. Àquela época só se usava caneta com pena, tinteiro e mata-borrão. No ensino primário usávamos lápis.
          Sou filho de um "tatu", e tenho dito!

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Genésio dos Santos, aprendiz de blogueiro, é filho de "tatu" e alfabetizado.