Reproduzo texto assinado por Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região (Folha Bancária, nº 5.408, de 1º, 2 e 3 de março de 2011):
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Presidenta, sim!
Desde que assumi a presidência do Sindicato, fiz questão de utilizar o termo presidenta em referência ao cargo que passei a ocupar. Não poucas vezes fui questionada sobre a correção da palavra ao que sempre respondi: está certo e apropriado. Certa no sentido léxico, do significado, já que de acordo com dicionários da língua portuguesa, presidenta é um substantivo feminino que designa mulher que preside.
Mas, principalmente, o título de presidenta está de acordo com o significado contido no fato de uma mulher assumir um cargo de direção, seja à frente de uma entidade com o peso de nosso Sindicato, de uma empresa, ou de um país.
Trata-se de quebra de paradigma de uma sociedade predominantemente machista, do conceito de que a mulher é voltada apenas à vida privada e não à pública. Rompe com a designação de papéis predefinidos a homens e mulheres. Precisamos usar a palavra presidenta até que ela, de tão comum, não incomode mais. E todos possam, independentemente de gênero, exercer as funções que escolheram.
Optei pelo presidenta, Dilma Rousseff é presidenta, assim como Cristina Kirchner e Michelle Bachelet também fizeram questão de serem chamadas "la presidenta". Dessa forma, reforçamos a mudança de gênero que está muito além de uma letra em uma palavra. Resgata a história de todas as mulheres que ao longo do século lutaram por respeito e igualdade, a base de uma sociedade forte e evoluída.
Juvandia Moreira
Presidenta do Sindicato
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