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Um pouco
por fastio, um pouco por
vanglória
de excelências masculinas,
abres teu
galhardete nas esquinas
da
Avenida ou da rua do Ouvidor...
E há
sempre uma mulher em desamor
a quem as
tristes frases que ruminas
parecem
deleitar quanto as mais finas
trovagens
do mais fino trovador.
Também de
parte dela um estandarte
içado a
meio, a fim de provocar-te,
chama ao
torneio que ambos fingem bem
— pois do engodo, em que primas e
ela prima,
o amor
sai feito uma lição de esgrima
onde
ninguém toca a alma de ninguém.
(Canto Provisório [Meta Lírica],
1960)
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Antologia Poética — Geir Campos, Organização
e Projeto gráfico de Israel Pedrosa, + Textos ‘Cantigas de acordar mulher’, por
Moacyr Félix, e ‘Geir Campos — autêntica voz poética’, por Antônio Houaiss,
2003, Léo Christiano Editorial Ltda., Rio de Janeiro — RJ; Geir Nuffer Campos (1924
— 1999), nascido em São José do Calçado — ES, formado em Direção Teatral (FEFIERJ—MEC,
Rio de Janeiro), mestre e doutor em Comunicação Social (UFRJ), foi piloto da marinha
mercante, professor universitário, poeta, jornalista, radialista, tradutor e ativista
cultural; colaborou nos periódicos cariocas O Semanário,
Paratodos, Jornal de Letras, Diário Carioca, Diário de Notícias e A Noite; foi
co-fundador, junto com o poeta Thiago de Mello, das Edições Hipocampo, em 1951,
que revolucionaram as artes gráficas no Brasil; deixou-nos extensa obra e de grande
valor; escreveu e publicou Rosa dos Rumos (poesia, 1950), Arquipélago (poesia, 1952),
Coroa de Sonetos (1953), Da Profissão do Poeta (1956), Canto Claro e Poemas anteriores
(1957), Operário do Canto (1959), O Gato Ladrão (teatro infantil, 1959), O Sonho
de Calabar (teatro, 1959), A Verdadeira História da Cigarra e da Formiga (teatro
infantil, 1960), Canto Provisório (1960), Carta aos Livreiros do Brasil (ensaio,
1960), Cantigas de acordar mulher (1964), Rúben Dário, Poeta Participante (ensaio,
1967), Édipo-Rei, de Sófocles (teatro, 1967), Metanáutica (poesia, 1970), Castro
Alves ou o Canto da Esperança (teatro, 1972), Diz que sim & Diz que não, de
Brecht (teatro, 1977), Canto de Peixe e Outros Cantos (1977), O Vestíbulo (conto,
1979), Tradução e Ruído na Comunicação Teatral (ensaio, 1981), Conto & Vírgula
(1982), Pequeno Dicionário de Arte Poética (dicionário, 1960 e diversas outras edições),
O que é Tradução (1986) e outros títulos, além de participação em antologias poético-literárias;
traduziu textos de Rilke, Kafka, Daniel Defoe, Brecht, Walt Whitman etc.;
recebeu premiações por sua obra.

