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Um livro, avisa
Murphy, sempre pede
extrema paciência
a seu autor.
Forçoso lhe será
que não arrede
em nada e nunca
ceda ao revisor.
Coitado do poeta
se ele cede!
Achando que lhe
faz algum favor,
o cara altera as
tônicas e impede
que o “se” se
torne enclítico... É um censor!
Maior erro é
mandar originais
sem erros, impecáveis,
para os tais
boçais da revisão,
que vivem disso...
Melhor é cometer
um erro crasso,
grosseiro, de
propósito: é o que faço,
deixando o babacão
mostrar serviço...
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A Letra da Ley — Série
Mattosiana, Volume 4, 2008, Dix Editorial — Annablume, São Paulo — SP; Glauco Mattoso, ou Pedro José Ferreira da Silva, nascido em
1951, paulista e paulistano, é poeta, ficcionista, ensaísta e
articulista em diversas mídias; seu pseudônimo e nome artístico, trocadilha com
"glaucomatoso" (portador de glaucoma, doença congênita que lhe
acarretou perda progressiva da visão, até a cegueira total em 1995); cursou Biblioteconomia (Escola de Sociologia e Política, São Paulo) e Letras Vernáculas, na USP — São Paulo; tem
publicado uma extensa obra poética e outros textos: Jornal Dobrábil (de
1977 a
1981, compilado em um único volume pela Iluminuras, São Paulo — SP,
em 2001), Revista Dedo Mingo (duas parcelas, 1982, completa o Jornal
Dobrábil), Memórias de um Pueteiro: As Melhores Gozações de Glauco Mattoso (poemas,
1982, Edições Trote, Rio de Janeiro — RJ), Línguas na Papa (poemas,
1982, Edições Pindaíba, São Paulo — SP), Paulisséia
Ilhada: Sonetos Tópicos (1999, Ciência do Acidente, São Paulo — SP), Geléia
de Rococó: Sonetos Barrocos (1999, Ciência do Acidente, São Paulo — SP), Panacéia — Sonetos Colaterais (2000, Nankin Editorial, São Paulo — SP), Melopéia:
Sonetos Musicados (2001, compact-disc, com diversos compositores e
intérpretes, Rotten Records, São Paulo — SP), O que é: Poesia
Marginal (ensaio, 1981, Editora Brasiliense, São Paulo — SP), O
que é: Tortura (ensaio, 1984, Editora Brasiliense, São Paulo — SP), O
Calvário dos Carecas: História do Trote Estudantil (ensaio, 1985, EMW
Editores, São Paulo — SP) etc etc etc, e bota etecétera
nisso; colaborou em vários jornais e revistas da imprensa alternativa e em diversos periódicos literários; Pedro José Ferreira da Silva, hoje bancário aposentado, foi
funcionário do Banco do Brasil; é sonetista inveterado.


