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domingo, 20 de dezembro de 2020

Friedrich Rückert: Alma minha, coração meu

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[traduzido por Geir Campos]

Tu, alma minha, meu coração,
Tu, meu encanto e minha paixão,
Mundo meu, a que me circunscrevo,
Tu, alto céu a que me elevo,
Ó túmulo meu, onde eu poria
para sempre a minha agonia!

Tu és a paz, tu és a calma,
O céu prometido a minha alma.
Quanto me estimas, é o que valho;
Teu olhar é o que me faz claro.
Tu me ergues muito além de mim,
Meu lado bom, meu querubim!

Friedrich Rückert
Friedrich Rückert

Du meine Seele, du mein Herz

Du meine Seele, du mein Herz,
Du meine Wonn’, o du mein Schmerz,
Du meine Welt, in der ich lebe,
Mein Himmel du, darein ich schwebe,
O du mein Grab, in das hinab
Ich ewig meinen Kummer gab!

Du bist die Ruh, du bist der Frieden,
Du bist der Himmel mir beschieden.
Dass du mich liebst, macht mich mir wert,
Dein Blick hat mich vor mir verklärt,
Du hebst mich liebend über mich,
Mein guter Geist, mein bessres Ich!
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O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologia de Poetas da Língua Alemã, (diversos autores e tradutores), Apresentação e Seleção de Geir Campos, edição bilíngue, Clássicos de Bolso, 1985, Ediouro, Rio de Janeiro — RJ; Friedrich Rückert (1788 1866), nascido em Schweinfurt Alemanha, de pseudônimo Freimund Raimar, estudou Direito, Filologia e Estética, foi poeta, escritor e, autodidata em línguas orientais, apresentou a seus leitores alemães as literaturas árabe, persa, indiana e chinesa, através de traduções e imitações literárias; foi professor de Filologia Oriental em escolas alemãs; escreveu Geharnischte Sonette (Sonetos Exigentes, 1914), Die Weisheit des Brahmanen (A Sabedoria do Brâmane, seis volumes, 1836 1839), Liebesfrühling (Primavera de Amor, 1844) entre outros títulos; suas poesias foram musicadas por Schubert, Mahler, Robert e Clara Schumann, Strauss, Bartók e outros; recebeu premiações por sua obra.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Friedrich Rückert: Primavera do amor, IV/39

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[traduzido por Amélia de Rezende Martins]

Eu te amo, é o amor que me prende;
Eu te amo, amor dominador;
Eu te amo, é do céu meu destino;
Eu te amo, é o feitiço do amor.

Amo a ti, como a rosa ao arbusto;
Amo a ti, como o sol à sua luz;
Amo a ti, porque é o ar que respiro;
Amo a ti, a ti meu ser me conduz.

File:Friedrich Rückert..jpg - Wikimedia Commons
Friedrich Rückert

Liebesfrühling, IV/39

Ich liebe dich, weil ich dich lieben muss
Ich liebe dich, weil ich nicht anders kann
Ich liebe dich nach einem Himmelsschluss
Ich liebe dich durch einen Zauberbann.

Dich liebe ich, wie die Rose ihren Strauch
Dich liebe ich, wie die Sonne ihren Schein
Dich liebe ich, weil du bist mein Lebenshauch
Dich liebe ich, weil dich lieben ist mein Sein.
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O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologia de Poetas da Língua Alemã, (diversos autores e tradutores), Apresentação e Seleção de Geir Campos, edição bilíngue, Clássicos de Bolso, 1985, Ediouro, Rio de Janeiro — RJ; Friedrich Rückert (1788 1866), nascido em Schweinfurt Alemanha, de pseudônimo Freimund Reimar, estudou Direito, Filologia e Estética, foi poeta, escritor e, autodidata em línguas orientais, apresentou a seus leitores alemães as literaturas árabe, persa, indiana e chinesa, através de traduções e imitações literárias; foi professor de Filologia Oriental em escolas alemãs; escreveu Geharnischte Sonette (Sonetos Exigentes, 1914), Die Weisheit des Brahmanen (A Sabedoria do Brâmane, seis volumes, 1836 1839), Liebesfrühling (Primavera de Amor, 1844) entre outros títulos; suas poesias foram musicadas por Schubert, Mahler, Robert e Clara Schumann, Strauss, Bartók e outros; recebeu premiações por sua obra.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Friedrich Rückert: Ao cantor de amor

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[traduzido por Bernardo Taveira Júnior]

Se queres em peito humano
Todas as cordas mover,
Desfere os sons da tristeza;
Não descantes o prazer.
Para muitos cá na terra
Nunca a ventura existiu;
Mas quem ainda no peito
A voz da dor não ouviu?

Friedrich Rückert – Wikipédia, a enciclopédia livre
Friedrich Rückert

Dem Liebesänger

Wenn du willst im Menschenherzen
Alle Saiten rühren an,
Stimme du den Ton der Schmerzen,
Nicht den Klang der Freuden an.
Mancher ist wohl, der erfahren
Hat auf Erden keine Lust;
Keiner, der nicht still bewahren
Wird ein Weh in seiner Brust.
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O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologia de Poetas da Língua Alemã, (diversos autores e tradutores), Apresentação e Seleção de Geir Campos, edição bilíngue, Clássicos de Bolso, 1985, Ediouro, Rio de Janeiro RJ; Friedrich Rückert (1788 1866), nascido em Schweinfurt Alemanha, de pseudônimo Freimund Raimar, estudou Direito, Filologia e Estética, foi poeta, escritor e, autodidata em línguas orientais, apresentou a seus leitores alemães as literaturas árabe, persa, indiana e chinesa, através de traduções e imitações literárias; foi professor de Filologia Oriental em escolas alemãs; escreveu Geharnischte Sonette (Sonetos Exigentes, 1914), Die Weisheit des Brahmanen (A Sabedoria do Brâmane, seis volumes, 1836 1839), Liebesfrühling (Primavera de Amor, 1844) entre outros títulos; suas poesias foram musicadas por Schubert, Mahler, Robert e Clara Schumann, Strauss, Bartók e outros; recebeu premiações por sua obra.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Rückert: A casa do coração

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(Tradução de Antero de Quental)

O coração tem dois quartos:
Moram ali, sem se ver,
Num a Dor, noutro o Prazer.

Quando o Prazer no seu quarto
Acorda cheio de ardor,
No seu, adormece a Dor...

Cuidado, Prazer! Cautela,
Canta e ri mais devagar...
Não vá a Dor acordar...

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Clássicos Jackson, Volume XXXIX Poesia, segundo volume Selecção e Notas de Ary de Mesquita, 1958, W. M. Jackson Editores, Rio de Janeiro RJ; Friedrich Rückert (1788 1866), nascido em Schweinfurt Alemanha, de pseudônimo Freimund Raimar, estudou Direito e Filologia; poeta e escritor, autodidata em línguas orientais, apresentou a seus leitores alemães a literatura árabe, persa, indiana e chinesa, através de traduções e imitações literárias; foi professor de Filologia Oriental em escolas alemãs; escreveu Geharnischte Sonette ('Sonetos Exigentes', 1914), Die Weisheit des Brahmanen ('A Sabedoria do Brâmane', seis volumes, 1836 1839), Liebesfrühling ('Primavera de Amor', 1844) entre outros títulos.