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[traduzido por Geir Campos]
Tu, alma minha, meu coração,
Tu, meu encanto e minha paixão,
Mundo meu, a que me circunscrevo,
Tu, alto céu a que me elevo,
Ó túmulo meu, onde eu poria
para sempre a minha agonia!
Tu és a paz, tu és a calma,
O céu prometido a minha alma.
Quanto me estimas, é o que valho;
Teu olhar é o que me faz claro.
Tu me ergues muito além de mim,
Meu lado bom, meu querubim!
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| Friedrich Rückert |
Du meine Seele, du mein Herz
Du meine Seele, du mein Herz,
Du meine Wonn’, o du mein Schmerz,
Du meine Welt, in der ich lebe,
Mein Himmel du, darein ich schwebe,
O du mein Grab, in das hinab
Ich ewig meinen Kummer gab!
Du bist die Ruh, du bist der Frieden,
Du bist der Himmel mir beschieden.
Dass du mich liebst, macht mich mir wert,
Dein Blick hat mich vor mir verklärt,
Du hebst mich liebend über mich,
Mein guter Geist, mein bessres Ich!
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O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologia
de Poetas da Língua Alemã, (diversos autores e tradutores), Apresentação e Seleção
de Geir Campos, edição bilíngue, Clássicos de Bolso, 1985, Ediouro, Rio de Janeiro
— RJ; Friedrich Rückert (1788 — 1866), nascido em Schweinfurt — Alemanha, de pseudônimo
Freimund Raimar, estudou Direito, Filologia e Estética, foi poeta, escritor e, autodidata
em línguas orientais, apresentou a seus leitores alemães as literaturas árabe, persa,
indiana e chinesa, através de traduções e imitações literárias; foi professor de
Filologia Oriental em escolas alemãs; escreveu Geharnischte Sonette (Sonetos
Exigentes, 1914), Die Weisheit des Brahmanen (A Sabedoria do Brâmane, seis volumes,
1836 — 1839), Liebesfrühling (Primavera de Amor, 1844) entre outros títulos;
suas poesias foram musicadas por Schubert, Mahler, Robert e Clara Schumann,
Strauss, Bartók e outros; recebeu premiações por sua obra.




