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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Raul de Leôni: Superstição

 
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As almas, como as flores, no lugar
Em que viveram deixam, longamente,
Sua íntima essência errando no ar,
Numa vaga fluidez reminiscente...

Vede essas velhas casas que, a passar
Pelos olhos do tempo indiferente,
Foram o sereníssimo ambiente
De uma longa história familiar!...
Há no seu gênio obscuro, misteriosas

Influências humanas, insensíveis
Contágios de alma que não percebemos,
Frias fatalidades traiçoeiras
Adormecidas no silêncio antigo...

Exalam do segredo das entranhas
Forças sutis e sugestões estranhas
Que nos descem ao fundo dos sentidos
E se vão infiltrando, lentamente,
Na alma dos visitantes distraídos...
Ao lhes transpormos as sombrias portas,
Nunca sabemos o que nos espera
Nesses tristes jardins de sombras mortas
 Fantasmas de uma antiga primavera...

Dentro tudo morreu... mas, presa a um fio
Intangível,
Uma vida fantástica, invisível
Vive em essência no ar sonâmbulo e vazio...

As almas, como flores, no lugar
Em que viveram deixam, longamente,
A sua exalação errando no ar,
Numa vaga fluidez reminiscente...

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Antologia de Poemas para a Juventude (vários autores) — Organização e Apresentação de Henriqueta Lisboa, 2003, 2ª edição, Ediouro Publicações S/A, Rio de Janeiro — RJ; Raul de Leôni (1895 1926), nascido em Petrópolis RJ, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro, foi diplomata e poeta; em 1914 iniciou sua colaboração literária em revistas (Fon-Fon e Para Todos) e jornais cariocas (Jornal do Brasil, Jornal do Comércio, O Jornal e O Dia); suas obras: Ode a Um Poeta Morto (1919) e Luz Mediterrânea (1922); parte de sua obra em prosa, artigos de interesse literário, ficou dispersa em periódicos da época.

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Raul de Leoni: Legenda dos Dias

 
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O Homem desperta e sai cada alvorada
Para o acaso das cousas... e, à saída,
Leva uma crença vaga, indefinida,
De achar o Ideal nalguma encruzilhada...

As horas morrem sobre as horas... Nada!
E ao poente, o Homem, com a sombra recolhida
Volta, pensando: "Se o Ideal da Vida
Não vejo hoje, virá na outra jornada...

Ontem, hoje, amanhã, depois, e, assim,
Mais ele avança, mais distante é o fim,
Mais se afasta o horizonte pela esfera;

E a Vida passa... efêmera e vazia:
Um adiantamento eterno que se espera,
Numa eterna esperança que se adia...

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História da Literatura Brasileira — Simbolismo: Massaud Moisés, 1988, 2ª edição, Editora Cultrix, São Paulo — SP; Raul de Leôni (1895 1926), nascido em Petrópolis RJ, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro, foi diplomata e poeta; em 1914 iniciou sua colaboração literária em revistas (Fon-Fon e Para Todos) e jornais cariocas (Jornal do Brasil, Jornal do Comércio, O Jornal e O Dia); bibliografia: Ode a Um Poeta Morto (1919) e Luz Mediterrânea (1922); parte de sua obra em prosa, artigos de interesse literário, ficou dispersa em periódicos da época.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Raul de Leoni: Força maldita

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Eras fraco e feliz, sem meditar,
E na tua consciência vaga e obscura,
A vida, sob um luar de iluminura,
Era um conto de fadas para o olhar.

Um dia, um rude e pérfido avatar
Vestiu-se de uma força ingrata e impura,
E sonhaste a ciclópica aventura
Do espírito das cousas penetrar.

Mas, ah! homem ingênuo, desde quando
Deste o primeiro passo da escalada,
Foste, como um tristíssimo Sansão,

Na fúria da tua obra desgraçada,
Estremecendo, aluindo, derrubando
As colunas do Templo da Ilusão!...

(Luz Mediterrânea, págs. 123-125)

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Panorama do Movimento Simbolista Brasileiro — Volume 2 (Coleção de Literatura Brasileira 12), Pesquisa, Prefácio, Introdução, Organização e Notas, por Andrade Muricy, 1973, Ministério de Educação e Cultura — Instituto Nacional do Livro, Brasília — DF; Raul de Leôni (1895 1926), nascido em Petrópolis RJ, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro, foi diplomata e poeta; em 1914 iniciou sua colaboração literária em revistas (Fon-Fon e Para Todos) e jornais cariocas (Jornal do Brasil, Jornal do Comércio, O Jornal e O Dia); bibliografia: Ode a Um Poeta Morto (1919) e Luz Mediterrânea (1922); parte de sua obra em prosa, artigos de interesse literário, ficou dispersa em periódicos da época.

sábado, 5 de março de 2016

Raul de Leôni: Maquiavélico

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Há horas em que minha alma sente e pensa,
Num tempo nobre que não mais se avista,
Encarnada num príncipe humanista,
Sob o Lírio Vermelho de Florença. *

Vejo-a, então, nessa histórica presença,
Harmoniosa e sutil, sensual e egoísta,
Filha do idealismo epicurista,
Formada na moral da Renascença.

Sinto-a, assim, flor amável do Helenismo,
Virtuose restaurando os velhos mapas
Do gênio antigo, entre exegeta e artista.

E ao mesmo tempo, por diletantismo,
Intrigando a política dos papas,
Com a perfídia elegante de um sofista...



Nota do Organizador:
* O Lírio Vermelho, a flor nobre do brasão de armas de Florença, como o Lírio Branco é o da Normandia francesa.
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Raul de Leôni — Poesia — textos escolhidos, Coleção Nossos Clássicos, Volume 58, seleção e organização de Luiz Santa Cruz, 1961, Livraria Agir Editora, Rio de Janeiro — RJ; Raul de Leôni (1895  1926), nascido em Petrópolis  RJ, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro; diplomata e poeta, em 1914 inicia sua colaboração literária com revistas (Fon-Fon e Para Todos) e jornais cariocas (Jornal do Brasil, Jornal do Comércio, O Jornal e O Dia); publicou Ode a Um Poeta Morto (1919) e Luz Mediterrânea (1922).

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Raul de Leoni: A última canção do homem

Resultado de imagem para Obras Primas da Lírica Brasileira — Volume XII, Seleção de Manuel Bandeira e Notas de Edgard Cavalheiro, 1943, Livraria Martins Editora,
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Rei da Criação, por mim mesmo aclamado,
Quis, vencendo o Destino, ser o Rei
De todo esse Universo ilimitado
Das idéias que nunca alcançarei...

Inteligência... esse anjo rebelado
Tombou sem ter sabido a eterna lei:
Pensei demais e, agora, apenas sei
Que tudo que eu pensei estava errado...

De tudo, então, ficou somente em mim
O pavor tenebroso de pensar,
Porque as idéias nunca tinham fim...

Que mais resta da fúria malograda?
Um bailado de frases a cantar...
A vaidade das formas... e mais nada...

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Obras Primas da Lírica Brasileira  Volume XII, Seleção de Manuel Bandeira e Notas de Edgard Cavalheiro, 1943, Livraria Martins Editora, São Paulo  SP; Raul de Leôni (1895 1926), nascido em Petrópolis RJ, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro; diplomata e poeta, em 1914 iniciou sua colaboração literária em revistas (Fon-Fon e Para Todos) e jornais cariocas (Jornal do BrasilJornal do ComércioO Jornal e O Dia); publicou Ode a Um Poeta Morto (1919) Luz Mediterrânea (1922).

segunda-feira, 9 de março de 2015

Raul de Leoni: Et Omnia Vanitas

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...E vive assim... Como filosofia
O Prazer, como glórias e esperanças
Uma vida espontânea e correntia
E um gesto irônico ao que não alcanças!

Seja a vida um punhado de horas mansas,
Numa felicidade fugidia:
A piedosa ilusão de cada dia
E o bailado de sombras das lembranças.

Ama as cousas inúteis! Sonha! A Vida...
Viste que a Vida é uma aparência vaga,
E todo o imenso sonho que semeias,

Uma legenda de ouro, distraída,
Que a ironia das águas lê e apaga,
Na memória volúvel das areias!...



Nota do Organizador:
Persistem as aliterações neste soneto de cunho hedonístico: vejam-se, por exemplo, o verso 6 (em f) ou o verso 11 (em s).
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Poesia Simbolista, Antologia — Introdução, Seleção e Notas de Péricles Eugênio da Silva Ramos, 1965, Edições Melhoramentos, São Paulo — SP; Raul de Leoni (1895 1926) nascido em Petrópolis RJ, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro; diplomata e poeta, em 1914 inicia sua colaboração literária com revistas (Fon-Fon e Para Todos) e jornais cariocas (Jornal do Brasil, Jornal do Comércio, O Jornal e O Dia); publicou Ode a Um Poeta Morto (1919) e Luz Mediterrânea (1922).

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Raul de Leoni: Nascemos um para o outro dessa argila...

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Nascemos um para o outro, dessa argila
De que são feitas as criaturas raras;
Tens legendas pagãs nas carnes claras,
E eu tenho a alma dos faunos na pupila...

Às belezas heróicas te comparas
E em mim a luz olímpica cintila,
Gritam em nós todas as nobres taras
Daquela Grécia esplêndida e tranqüila...

É tanta a glória que nos encaminha
Em nosso amor de seleção, profundo,
Que (ouço ao longe o oráculo de Eleusis),

Se um dia eu fosse teu e fosses minha,
O nosso amor conceberia um mundo
E do teu ventre nasceriam deuses...

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Grandes Sonetos da Nossa Língua — Seleção, Organização e breve Prefácio, de José Lino Grünewald, 1987, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro — RJ; Raul de Leôni (1895 1926), nascido em Petrópolis RJ, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro; diplomata e poeta, em 1914 inicia sua colaboração literária com revistas (Fon-Fon e Para Todos) e jornais cariocas (Jornal do Brasil, Jornal do Comércio, O Jornal e O Dia); publicou Ode a Um Poeta Morto (1919) e Luz Mediterrânea (1922).

domingo, 13 de julho de 2014

Raul de Leôni: Diálogo Final

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 Como são lindos os teus grandes versos!
Que colorido humano! que profundo
Sentido e harmonia generosa
Encerram, nos seus símbolos diversos!...

 Sim, mas para fazê-los fui ao fundo
Das cousas, nessa Via-Dolorosa
Do pensamento, que no fim é sempre triste.
Sofri muito entre os seres infelizes...
Tu não sabes de nada... tu não viste...

 Não, nunca imaginei o que me dizes...
Mas teus versos me fazem tanto bem,
São tão belos! de formas tão luxuosas!...

 É isso mesmo!... É a beleza irônica que vem
Da amargura invisível das raízes,
Para dar a vaidade efêmera das rosas...

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Raul de Leôni — Poesia — textos escolhidos, Coleção Nossos Clássicos, Volume 58, seleção e organização de Luiz Santa Cruz, 1961, Livraria Agir Editora, Rio de Janeiro — RJ; Raul de Leôni (1895  1926), nascido em Petrópolis  RJ, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro; diplomata e poeta, em 1914 inicia sua colaboração literária com revistas (Fon-Fon e Para Todos) e jornais cariocas (Jornal do Brasil, Jornal do Comércio, O Jornal e O Dia); publicou Ode a Um Poeta Morto (1919) Luz Mediterrânea (1922).

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Raul de Leôni: Egocentrismo

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Tudo que te disserem sobre a Vida,
Sobre o destino humano, que flutua,
Ouve e medita bem, mas continua
Com a mesma alma liberta e distraída!

Interpreta a existência com a medida
Do teu Ser! (a verdade é uma obra tua!)
Porque em cada alma o Mundo se insinua,
Numa nova Ilusão desconhecida.

Vai pelos próprios passos, num assomo
De quem procura por si próprio o fundo
Da eterna sensação que as cousas têm!

Existe, em suma, por ti mesmo, como
Se antes da tua sombra sobre o Mundo
Não houvera existido mais ninguém!...

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Raul de Leôni — Poesia — textos escolhidos, Coleção Nossos Clássicos, Volume 58, seleção e organização de Luiz Santa Cruz, 1961, Livraria Agir Editora, Rio de Janeiro — RJ; Raul de Leôni (1895 1926), nascido em Petrópolis RJ, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro; diplomata e poeta, em 1914 inicia sua colaboração literária com revistas (Fon-Fon e Para Todos) e jornais cariocas (Jornal do Brasil, Jornal do Comércio, O Jornal e O Dia); publicou Ode a Um Poeta Morto (1919) e Luz Mediterrânea (1922).

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Raul de Leôni: Decadência

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Afinal, é o costume de viver
Que nos faz ir vivendo para a frente.
Nenhuma outra intenção, mas, simplesmente
O hábito melancólico de ser...
 
Vai-se vivendo... é o vício de viver...
E se esse vício dá qualquer prazer à gente,
Como todo prazer vicioso é triste doente,
Porque o Vício é a doença do Prazer...
 
Vai-se vivendo... vive-se demais,
E um dia chega em que tudo que somos
É apenas a saudade do que fomos...

Vai-se vivendo... e muitas vezes nem sentimos
Que somos sombras, que já não somos mais nada
Do que os sobreviventes de nós mesmos!...

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Raul de Leôni — Poesia — textos escolhidos, Coleção Nossos Clássicos, Volume 58, seleção e organização de Luiz Santa Cruz, 1961, Livraria Agir Editora, Rio de Janeiro — RJ; Raul de Leôni (1895  1926), nascido em Petrópolis  RJ, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro; diplomata e poeta, em 1914 inicia sua colaboração literária com revistas (Fon-Fon e Para Todos) e jornais cariocas (Jornal do Brasil, Jornal do Comércio, O Jornal e O Dia); publicou Ode a Um Poeta Morto (1919) e Luz Mediterrânea (1922).

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Raul de Leôni: Sei de tudo o que existe pelo mundo . . . * [soneto]

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Sei de tudo o que existe pelo mundo.
A forma, o modo, o espírito e os destinos.
Sei da vida das almas e aprofundo
O mistério dos seres pequeninos.

Sei da ciência do Espaço, sei o fundo
Da terra e os grandes mundos submarinos,
Sei o Sol, sei o Som e o elo profundo
Que há entre os passos humanos e os divinos.

Sei de todas as coisas, a teoria
Do Universo e as longínquas perspectivas
Que emergem da expressão das coisas vivas.

Sei de tudo e 
 oh! tristíssima ironia! 
Pelo caminho eterno por que vou,
Eu, que sei tudo, só não sei quem sou…


* Conforme Nota de Luiz Santa Cruz, trata-se de um dos poemas recolhidos por Agrippino Grieco, entre os salvados de um incêndio ordenado pelo próprio poeta e divulgado no número a ele dedicado por Múcio Leão, em "Autores e Livros", 23.11.1941. É um soneto de adolescência, escrito aos 15 anos; complementa a Nota, "Nisso Raul de Leôni, mais uma vez, assemelha-se a Rimbaud: foi um poeta da adolescência e, quando muito, mal saído dela, como registrou Agrippino Grieco."
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Raul de Leôni — Poesia — textos escolhidos, Coleção Nossos Clássicos, Volume 58, seleção e organização de Luiz Santa Cruz, 1961, Livraria Agir Editora, Rio de Janeiro  RJ; Raul de Leôni (1895  1926), nascido em Petrópolis  RJ, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro; diplomata e poeta, em 1914 inicia sua colaboração literária com revistas (Fon-Fon e Para Todos) e jornais cariocas (Jornal do Brasil, Jornal do Comércio, O Jornal e O Dia); publicou Ode a Um Poeta Morto (1919) e Luz Mediterrânea (1922).