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Era-lhe
toda a ansiedade
Formar-se de qualquer jeito:
Cursar uma Faculdade
De Medicina ou Direito.
Mas em contraste e em verdade,
Havia, nesse sujeito,
Uma virtude: a vontade,
E a negligência: um defeito.
Fracassou em Medicina
E em Direito — triste sina!
Foram fracassos fatais!
E as “faculdades” perdendo,
Coitado! Acabou sofrendo
Das faculdades mentais.
Pastaciúta
jornal O Almofadinha, de Luiz
Leitão,
Ano XIV — Reinado de Momo, nº 14, p. 1,
25, 27 e 28 de fevereiro de 1933, Niterói — RJ,
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Nestor Tangerini e o Café Paris
— Crônicas de Nelson Tangerini, Apresentação de Jorge Eduardo Magalhães, 2010, Editora
Nitpress, Niterói — RJ; Nestor Tambourindeguy Tangerini (1895 — 1966), paulista
e piracicabano, cursou Farmácia e Direito, foi poeta satírico, jornalista, escritor,
compositor, caricaturista, teatrólogo, professor de português e ex-funcionário do
antigo DCT (Departamento de Correios e Telégrafos); viveu em Niterói, à época capital
do Estado do Rio de Janeiro, e foi um dos frequentadores da Roda do Café Paris,
reduto de intelectuais e boêmios de Niterói; como teatrólogo atuante no teatro
de revistas, escreveu Tudo pelo Brasil (com Lili Leitão), Cadeia de Sorte, Na Boca
da Hora e Lição Doméstica (estas, em parceria com Aldo Cabral) etc.; compôs canções
e publicou crônicas e poesias em revistas literárias e jornais; colaborou com a
revista de humor e sátira O Espeto, onde publicava sonetos, trovas, poemas, crônicas,
esquetes, caricatura e monólogos, sempre fazendo uso de vários pseudônimos: Dom
T, Conselheiro Armando Graça, João da Ponte, João do Paris, Conselheiro XX Mirim,
José Oitiçoca, Malba Taclan, Álvaro Amoreyra, Benedito Merga Lião, Pastaciúta...