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Na caixa dos meus trebelhos
Dormitam sonhos de glória
Alguns amargos conselhos
Uma partida, uma história
Ali trinta e dois espelhos
Refletem, viva memória
Anseios gastos, já velhos
De alguma quase vitória
E o meu tabuleiro a um canto
Cheio de poeira e de traços
Conserva-se em mudo espanto
Talvez por ver que ilusões
Depois dos nossos fracassos
Se perdem como peões
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Tabuleiro da vida: O xadrez na história. Histórias do xadrez — Herbert Carvalho, 2004, Editora Senac, São Paulo — SP; Hélder Câmara (1937 — 2016), cearense de Fortaleza, foi enxadrista, escritor e também poeta; transferindo-se para o Rio de Janeiro, na década de 1950, foi campeão carioca de xadrez e campeão brasileiro; depois, mudando-se para São Paulo, tornou-se campeão brasileiro e paulista; por diversas vezes integrou equipe olímpica brasileira em competições de xadrez no exterior; trabalhou no Jornal dos Sports, Rio, e n’O Estado de São Paulo, escrevendo colunas e crônicas sobre xadrez; bibliografia: Diagonais: crônicas de xadrez (1996), Caíssa (crônicas, 2006), 100 crônicas de xadrez (2014); Hélder Câmara, o enxadrista e poeta, mestre internacional de xadrez, foi perseguido e preso em 1971, em plena ditadura militar, pelo simples fato de ser sobrinho e homônimo do arcebispo Dom Hélder Câmara (1909 — 1999), defensor dos direitos humanos e um dos fundadores da CNBB — Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Na caixa dos meus trebelhos
Dormitam sonhos de glória
Alguns amargos conselhos
Uma partida, uma história
Ali trinta e dois espelhos
Refletem, viva memória
Anseios gastos, já velhos
De alguma quase vitória
E o meu tabuleiro a um canto
Cheio de poeira e de traços
Conserva-se em mudo espanto
Talvez por ver que ilusões
Depois dos nossos fracassos
Se perdem como peões

Tabuleiro da vida: O xadrez na história. Histórias do xadrez — Herbert Carvalho, 2004, Editora Senac, São Paulo — SP; Hélder Câmara (1937 — 2016), cearense de Fortaleza, foi enxadrista, escritor e também poeta; transferindo-se para o Rio de Janeiro, na década de 1950, foi campeão carioca de xadrez e campeão brasileiro; depois, mudando-se para São Paulo, tornou-se campeão brasileiro e paulista; por diversas vezes integrou equipe olímpica brasileira em competições de xadrez no exterior; trabalhou no Jornal dos Sports, Rio, e n’O Estado de São Paulo, escrevendo colunas e crônicas sobre xadrez; bibliografia: Diagonais: crônicas de xadrez (1996), Caíssa (crônicas, 2006), 100 crônicas de xadrez (2014); Hélder Câmara, o enxadrista e poeta, mestre internacional de xadrez, foi perseguido e preso em 1971, em plena ditadura militar, pelo simples fato de ser sobrinho e homônimo do arcebispo Dom Hélder Câmara (1909 — 1999), defensor dos direitos humanos e um dos fundadores da CNBB — Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

