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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Tom Zé: Todos os olhos

É só clicar no linque abaixo e ouvir:

http://www.vagalume.com.br/tom-ze/todos-os-olhos.html


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De vez em quando
todos os olhos se voltam pra mim,
de lá de dentro da escuridão,
esperando e querendo
que eu seja um herói.
Mas eu sou inocente,
eu sou inocente,
eu sou inocente.
De vez em quando
todos os olhos se voltam pra mim,
de lá do fundo da escuridão
esperando e querendo
que eu saiba.
Mas eu não sei de nada,
eu não sei de ná,
eu não sei de ná.
De vez em quando
todos os olhos se voltam pra mim,
de lá do fundo da escuridão
esperando que eu seja um deus
querendo apanhar, querendo que eu bata,
querendo que eu seja um Deus.
Mas eu não tenho chicote,
eu não tenho chicote,
eu não tenho chicó

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Genésio dos Santos é aprendiz de blogueiro e tem um lado: o lado esquerdo, o lado do seu coração.

domingo, 11 de julho de 2010

Carlos Drummond de Andrade: Cidadezinha qualquer

(Clique no título acima, para assistir, em voz e vídeo, a performance do Tom Zé na declamação deste poema)


Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.
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Drummond, em Alguma Poesia: Carlos Drummond de Andrade - Poesia e Prosa, Volume Único, Editora Nova Aguilar, 1979, Rio de Janeiro - RJ.