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E em meio da algazarra atordoante
das partidas,
e a zueira das alegrias
dos risos
dos foguetes,
dos trens transbordantes de quépis,
dos navios com canhões e mastros
embandeirados,
ele conteve nos olhos uma lágrima
grande
e brilhante.
. . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . .
Se perguntassem ao homem sozinho
porque estava chorando
ele havia de dizer:
— estes que riem e cantam ainda
estão partindo
— eu já estou voltando...
(1939)
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O Canto da Terra —
poemas — J. G. de Araújo Jorge, 1945, Casa Editora Vecchi Ltda., Rio de Janeiro
— RJ; J. G. de Araújo Jorge (1914 — 1987), acreano de Tarauacá, foi poeta,
locutor, redator de programas radiofônicos, professor de História e Literatura
e político; estudou nos colégios Anglo-Americano e Pedro II, no Rio de Janeiro,
e formou-se pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, atual
Faculdade de Direito — UFRJ; escrevendo poemas desde os tempos ginasianos, teve
seus textos divulgados pelos periódicos cariocas Correio da Manhã e Almanaque
Bertrand; colaborou também nos jornais A Manhã, Tribuna da Imprensa, A Nação e
nas revistas Carioca, Vamos Ler, etc.; escreveu e publicou Meu Céu Interior
(1934), Bazar de ritmos (1935), Cântico dos Cânticos (1937), Amo! (1938),
Poesias (1938), Cântico do Homem Prisioneiro (1941), Um Besouro contra a
Vidraça (1942), Eterno Motivo (1943), O Canto da Terra (1945), Festa de
Imagens, Harpa Submersa e outros títulos, além de ter gravado 3 LPs poéticos:
Poemas de Amor, Amor e A Sós.



