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[traduzido por Paulo César de Souza]
Apêndice
Canções do príncipe Vogelfrei
Que maravilha! Ele ainda está voando?
Ele sobe e as suas asas repousam?
Que é que o levanta e carrega?
Qual é, para ele, a meta, o curso e o freio?
Como as estrelas e a eternidade
Vive ele agora em alturas de que a vida foge,
Tendo compaixão até mesmo da inveja —:
E voou alto quem apenas o viu planar!
Ó pássaro albatroz!
Para o alto me empurra um eterno impulso.
Pensei em ti: então me correram
Lágrimas e lágrimas — sim, eu te amo!
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| Friedrich Nietzsche |
Anhang
Lieder des Prinzen Vogelfrei
Liebeserklärung
(bei
der aber der Dichter in eine Grube fiel —).
Oh Wunder! Fliegt er noch?
Er steigt empor, und seine Flügel ruhn?
Was hebt und trägt ihn doch?
Was ist ihm Ziel und Zug und Zügel nun?
Gleich Stern und Ewigkeit
Lebt er in Höhn jetzt, die das Leben flieht,
Mitleidig selbst dem Neid —:
Und hoch flog, wer ihn auch nur schweben sieht!
Oh Vogel Albatross!
Zur Höhe treibt’s mit ew’gem Triebe mich.
Ich dachte dein: da floss
Mir Thrän’ um Thräne, — ja, ich liebe dich!
* Nota deste aprendiz de blogueiro: No Posfácio de A Gaia
Ciência, o tradutor Paulo César de Souza expõe que Nietzsche, ao mesmo tempo em
que trabalhava no quarto capítulo (ou “livro”, como o filósofo chamava), desta
obra, informava ao seu editor o encaminhamento em breve de um manuscrito intitulado
“Die fröhliche Wissenschaft”, que continha “muitos epigramas em versos”; do
conjunto da obra nietzschiana, relata ainda o tradutor, ser A Gaia Ciência a
que contém maior variedade formal, pois aí se encontram versos humorísticos,
aforismos, textos argumentativos, diálogos, parábolas, alegorias e poemas em
prosa.
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A Gaia
Ciência — Friedrich Nietzsche, Tradução, Notas e Posfácio de Paulo César de
Souza, 1ª edição, 3ª reimpressão, 2016, Companhia de Bolso, São Paulo —
SP; Friedrich Wilhelm Nietzsche
(1844 — 1900), nascido em Röcken, Província da Saxônia, Prússia,
atual Alemanha, foi filósofo, filólogo, crítico cultural, professor,
poeta e compositor; estudou na Universidade de Bonn, transferiu-se para a
Universidade de Leipzig e foi professor de Filologia Clássica na Universidade
de Basiléia, Suiça; escreveu e publicou O Nascimento da Tragédia no
Espírito da Música (Die Geburt der Tragödie aus dem Geiste der Musik,
1872), A Filosofia na Idade Trágica dos Gregos (textos que remontam a
1873, publicados postumamente), David Strauss, o Confessor e o Escritor
(David Strauß. Der Bekenner und der Schriftsteller, 1873), Humano,
Demasiado Humano, um Livro para Espíritos Livres (Menschliches,
Allzumenschliches, primeira parte originalmente publicada em 1878 e versão
final publicada em 1886), Schopenhauer como Educador (Shopenhauer als
Erzieher, 1874), Richard Wagner em Bayreuth (1876), Aurora, Reflexões sobre Preconceitos Morais (Morgenröte. Gedanken über die moralischen
Vorurteile, 1881), A Gaia Ciência (Die fröliche Wissenschaft,
1882), Assim Falou Zaratustra, um Livro para Todos e para
Ninguém (Also sprach Zarathustra, 1883 — 1885), Além do Bem
e do Mal, Prelúdio para uma Filosofia do Futuro (Jenseits von Gut und Böse, 1886), Genealogia da Moral, uma Polêmica (Zur Genealogie der Moral,
1887), O Crepúsculo dos Ídolos, ou Como Filosofar com o Martelo (Götzen
Dämmerung, 1888), O Caso Wagner, um Problema para
Músicos (1888), O Anticristo — Praga contra o
Cristianismo (Der Antichrist, 1888), Ecce Homo, de como a gente se
torna o que a gente é (Ecce Homo, 1888) e outros títulos; Nietzsche
tem suas obras editadas, reeditadas e traduzidas pelo mundo afora; o pensador
tem sido rotineiramente estudado nos cursos de Filosofia.