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É um retângulo de luar esquecido no quarto
— que a lua não recolheu na sua pressa noturna.
Imitador como um plagiário
decalca servilmente a imagem que reflete.
Não tem memórias. Não guarda
na sua glacial retina indiferente
o brilho de um olhar e a flor de um gesto.
Entretanto
o corpo núbil dela deu-lhe estátuas
miraculosamente lindas!
É um retângulo de luar esquecido no quarto
— que a lua não recolheu na sua pressa noturna.
Imitador como um plagiário
decalca servilmente a imagem que reflete.
Não tem memórias. Não guarda
na sua glacial retina indiferente
o brilho de um olhar e a flor de um gesto.
Entretanto
o corpo núbil dela deu-lhe estátuas
miraculosamente lindas!
Chuva de Pedra — 1925 — Novíssima
Editora — São Paulo — págs. 21—22

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Poetas Paulistas da Semana de Arte Moderna — Apresentação, Seleção e Notas Biobibliográficas de Mário da Silva Brito, 1972, Livraria Martins Editora, São Paulo — SP; Paulo Menotti Del Picchia (1892 — 1988), paulista de Itapira, poeta, jornalista, romancista, contista, ensaísta, teatrólogo e historiador, empenhou-se em polêmicas na defesa da Semana De Arte Moderna, embora com uma poesia com poucos sinais de vanguardismo; em período tardio lança O Deus sem rosto (1968) onde estão contidos os mais modernistas de seus poemas; estreou na literatura com Poemas do Vício e da Virtude (1913), depois escreveu Juca Mulato (1917), Chuva de Pedra (1924), República dos Estados Unidos do Brasil (1928), Jesus (1933), Noturno (1970), entre tantos outros títulos; trabalhou nos jornais A Tribuna (de Santos), A Gazeta, Correio Paulistano, Diário de São Paulo e Diário da Noite; fundou a revista Papel e Tinta (com Oswald de Andrade) e o jornal Anhanguera (órgão informativo do movimento Bandeira, criado junto com Cassiano Ricardo e Cândido Mota Filho).
Poetas Paulistas da Semana de Arte Moderna — Apresentação, Seleção e Notas Biobibliográficas de Mário da Silva Brito, 1972, Livraria Martins Editora, São Paulo — SP; Paulo Menotti Del Picchia (1892 — 1988), paulista de Itapira, poeta, jornalista, romancista, contista, ensaísta, teatrólogo e historiador, empenhou-se em polêmicas na defesa da Semana De Arte Moderna, embora com uma poesia com poucos sinais de vanguardismo; em período tardio lança O Deus sem rosto (1968) onde estão contidos os mais modernistas de seus poemas; estreou na literatura com Poemas do Vício e da Virtude (1913), depois escreveu Juca Mulato (1917), Chuva de Pedra (1924), República dos Estados Unidos do Brasil (1928), Jesus (1933), Noturno (1970), entre tantos outros títulos; trabalhou nos jornais A Tribuna (de Santos), A Gazeta, Correio Paulistano, Diário de São Paulo e Diário da Noite; fundou a revista Papel e Tinta (com Oswald de Andrade) e o jornal Anhanguera (órgão informativo do movimento Bandeira, criado junto com Cassiano Ricardo e Cândido Mota Filho).




