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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

José Paulo Paes: Álibi [e outros textos]

A Poesia esta Morta Mas Juro Que Nao Fui Eu
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ÁLIBI

se os poetas não cantassem
o que teriam os filósofos a explicar?




SIC

apresaéiminigadaprefeição



POÉTICA

conciso?     com   siso
prolixo?       pro     lixo



LAMENTO DO CARREGADOR

piano
piano
e si va lontano!

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A Poesia Está Morta Mas Juro Que Não Fui Eu — José Paulo Paes, Coleção Claro Enigma, Orelha do Livro de Rodrigo Naves, 1988, Livraria Duas Cidades, São Paulo — SP; José Paulo Paes (1926 — 1998),  paulista de Taquaritinga, foi poeta, tradutor, ensaísta, crítico literário, jornalista e editor; formado em Química Industrial, durante anos trabalhou em laboratório farmacêutico (Curitiba —  PR), sem jamais ter deixado a literatura, gosto adquirido através de seu avô que era livreiro; na cidade paranaense colaborou com a revista Joaquim (1946  1948), dirigida por Dalton Trevisan; transferindo-se para São Paulo, passou a colaborar com os jornais Folha de São PauloO Estado de São PauloO TempoJornal de Notícias e Revista Brasiliense; escreveu e publicou: O Aluno (1947), Cúmplices (1951), Novas Cartas Chilenas (1954), Mistério em Casa (1961), Anatomias (1967), Resíduo (1973), Calendário Perplexo (1983),  É isso Ali (1984), Gregos & Baianos (ensaio, 1985), Um por Todos  (poesia reunida, 1988), A Poesia Está Morta Mas Juro Que Não Fui Eu (1988), Prosas Seguidas de Odes Mínimas (1992), A Meu Esmo  (1995), De Ontem Para Hoje (1996), Um passarinho me contou (1997),  Melhores poemas (1998), Uma Letra Puxa a Outra (1998), Ri Melhor Quem Ri Primeiro (1999), O Lugar do Outro (1999), Socráticas (livro inédito, edição póstuma, 2001) e tantos outros títulos em parceria com poetas e escritores, no gênero poesia infantil e infanto-juvenil; como editor, verteu para o português autores gregos, dinamarqueses, italianos, norte-americanos e ingleses, tais como Charles Dickens, Joseph Conrad, Pietro Aretino, Konstantínos Kaváfis, Laurence Sterne, W. H. Auden, William Carlos Williams, J. K. Huysmans, Paul Éluard, Hölderlin, Paladas de Alexandria, Edward Lear, Rilke, Seféris, Lewis Carroll, Níkos Kazantzákis, Ovídio etc.; foi laureado com diversos prêmios literários, nas categorias poesia, literatura infanto-juvenil e tradução.

domingo, 8 de novembro de 2015

José Paulo Paes: A um colega de ofício [e outros textos]

A Poesia esta Morta Mas Juro Que Nao Fui Eu
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A UM COLEGA DE OFÍCIO

você não gosta do que eu escrevo
eu até gosto do que você escreve

talvez eu não seja tão exigente quanto você



DA MEDIOCRIDADE

chega-te aos maus
que os fará melhores

chega-te aos bons
que os fará piores



PISA: A TORRE

em vão te inclinas pedagogicamente
o mundo jamais compreenderá a obliquidade dos bêbados
    ou o mergulho dos suicidas




ODE AO TURISMO

do juízo final
só eles serão poupados
porque mesmo nesse dia
estavam apenas de passagem

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A Poesia Está Morta Mas Juro Que Não Fui Eu — José Paulo Paes, Coleção Claro Enigma, Orelha do Livro de Rodrigo Naves, 1988, Livraria Duas Cidades, São Paulo — SP; José Paulo Paes (1926 — 1998),  paulista de Taquaritinga, foi poeta, tradutor, ensaísta, crítico literário, jornalista e editor; formado em Química Industrial, durante anos trabalhou em laboratório farmacêutico (Curitiba —  PR), sem jamais ter deixado a literatura, gosto adquirido através de seu avô que era livreiro; na cidade paranaense colaborou com a revista Joaquim (1946  1948), dirigida por Dalton Trevisan; transferindo-se para São Paulo, passou a colaborar com os jornais Folha de São PauloO Estado de São PauloO TempoJornal de Notícias e Revista Brasiliense; escreveu e publicou: O Aluno (1947), Cúmplices (1951), Novas Cartas Chilenas (1954), Mistério em Casa (1961), Anatomias (1967), Resíduo (1973), Calendário Perplexo (1983),  É isso Ali (1984), Gregos & Baianos (ensaio, 1985), Um por Todos  (poesia reunida, 1988), A Poesia Está Morta Mas Juro Que Não Fui Eu (1988), Prosas Seguidas de Odes Mínimas (1992), A Meu Esmo  (1995), De Ontem Para Hoje (1996), Um passarinho me contou (1997),  Melhores poemas (1998), Uma Letra Puxa a Outra (1998), Ri Melhor Quem Ri Primeiro (1999), O Lugar do Outro (1999), Socráticas (livro inédito, edição póstuma, 2001) e tantos outros títulos em parceria com poetas e escritores, no gênero poesia infantil e infanto-juvenil; como editor, verteu para o português autores gregos, dinamarqueses, italianos, norte-americanos e ingleses, tais como Charles Dickens, Joseph Conrad, Pietro Aretino, Konstantínos Kaváfis, Laurence Sterne, W. H. Auden, William Carlos Williams, J. K. Huysmans, Paul Éluard, Hölderlin, Paladas de Alexandria, Edward Lear, Rilke, Seféris, Lewis Carroll, Níkos Kazantzákis, Ovídio etc.; foi laureado com diversos prêmios literários, nas categorias poesia, literatura infanto-juvenil e tradução.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

José Paulo Paes: duas elegias bibliográficas

A Poesia esta Morta Mas Juro Que Nao Fui Eu
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A Oswald de Andrade

agora
por dá cá aquela palha
muitos invocam o teu nome
em vão

sem nenhum amor
e
o que é pior:
sem nenhum humor

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A Jean Paul Sartre

morto
sem filho nem
árvore

livros só

enfim
a existência
feita essência:


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A Poesia Está Morta Mas Juro Que Não Fui Eu — José Paulo Paes, Coleção Claro Enigma, Orelha do Livro de Rodrigo Naves, 1988, Livraria Duas Cidades, São Paulo — SP; José Paulo Paes (1926 1998), paulista de Taquaritinga, foi poeta, tradutor, ensaísta, crítico literário, jornalista e editor; formado em Química Industrial, durante anos trabalhou em laboratório farmacêutico (Curitiba PR), sem jamais ter deixado a literatura, gosto adquirido através de seu avô que era livreiro; na cidade paranaense colaborou com a revista Joaquim (1946 1948), dirigida por Dalton Trevisan; transferindo-se para São Paulo, passou a colaborar com os jornais Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Tempo, Jornal de Notícias e Revista Brasiliense; escreveu e publicou: O Aluno (1947), Cúmplices (1951), Novas Cartas Chilenas (1954), Mistério em Casa (1961), Anatomias (1967), Resíduo (1973), Calendário Perplexo (1983), É isso Ali (1984), Gregos & Baianos (ensaio, 1985), Um por Todos (poesia reunida, 1988), A Poesia Está Morta Mas Juro Que Não Fui Eu (1988), Prosas Seguidas de Odes Mínimas (1992), A Meu Esmo (1995), De Ontem Para Hoje (1996), Um passarinho me contou (1997), Melhores poemas (1998), Uma Letra Puxa a Outra (1998), Ri Melhor Quem Ri Primeiro (1999), O Lugar do Outro (1999), Socráticas (livro inédito, edição póstuma, 2001) e tantos outros títulos em parceria com poetas e escritores, no gênero poesia infantil e infanto-juvenil; como editor, verteu para o português autores gregos, dinamarqueses, italianos, norte-americanos e ingleses, tais como Charles Dickens, Joseph Conrad, Pietro Aretino, Konstantínos Kaváfis, Laurence Sterne, W. H. Auden, William Carlos Williams, J. K. Huysmans, Paul Éluard, Hölderlin, Paladas de Alexandria, Edward Lear, Rilke, Seféris, Lewis Carroll, Níkos Kazantzákis, Ovídio etc.; foi laureado com diversos prêmios literários, nas categorias poesia, literatura infanto-juvenil e tradução.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

José Paulo Paes: acima de qualquer suspeita

A Poesia esta Morta Mas Juro Que Nao Fui Eu
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a poesia está morta

mas juro que não fui eu 

eu até que tentei fazer o melhor que podia para salvá-la

imitei diligentemente augusto dos anjos paulo torres carlos drummond de
    andrade manuel bandeira murilo mendes vladimir maiakóvski joão
    cabral de melo neto paul éluard oswald de andrade guillaume apollinaire
    sosígenes costa bertolt brecht augusto de campos

não adiantou nada

em desespero de causa cheguei a imitar um certo (ou incerto) josé paulo
    paes poeta de ribeirãozinho estrada de ferro araraquarense

porém ribeirãozinho mudou de nome a estrada de ferro araraquarense foi
    extinta e josé paulo paes parece nunca ter existido

nem eu

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A Poesia Está Morta Mas Juro Que Não Fui Eu — José Paulo Paes, Coleção Claro Enigma, Orelha do Livro de Rodrigo Naves,  1988, Livraria Duas Cidades, São Paulo  SP; José Paulo Paes (1926 1998), paulista de Taquaritinga, foi poeta, tradutor, ensaísta, crítico literário, jornalista e editor; formado em Química Industrial, durante anos trabalhou em laboratório farmacêutico (Curitiba PR), sem jamais ter deixado a literatura, gosto adquirido através de seu avô que era livreiro; na cidade paranaense colaborou com a revista Joaquim (1946 1948), dirigida por Dalton Trevisan; transferindo-se para São Paulo, passou a colaborar com os jornais Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Tempo, Jornal de Notícias e Revista Brasiliense; escreveu e publicou: O Aluno (1947), Cúmplices (1951), Novas Cartas Chilenas (1954), Mistério em Casa (1961), Anatomias (1967), Resíduo (1973), Calendário Perplexo (1983), É isso Ali (1984), Gregos & Baianos (ensaio, 1985), Um por Todos (poesia reunida, 1988), A Poesia Está Morta Mas Juro Que Não Fui Eu (1988), Prosas Seguidas de Odes Mínimas (1992), A Meu Esmo (1995), De Ontem Para Hoje (1996), Um passarinho me contou (1997), Melhores poemas (1998), Uma Letra Puxa a Outra (1998), Ri Melhor Quem Ri Primeiro (1999), O Lugar do Outro (1999), Socráticas (livro inédito, edição póstuma, 2001) e tantos outros títulos em parceria com poetas e escritores, no gênero poesia infantil e infanto-juvenil; como editor, verteu para o português autores gregos, dinamarqueses, italianos, norte-americanos e ingleses, tais como Charles Dickens, Joseph Conrad, Pietro Aretino, Konstantínos Kaváfis, Laurence Sterne, W. H. Auden, William Carlos Williams, J. K. Huysmans, Paul Éluard, Hölderlin, Paladas de Alexandria, Edward Lear, Rilke, Seféris, Lewis Carroll, Níkos Kazantzákis, Ovídio etc.; foi laureado com diversos prêmios literários, nas categorias poesia, literatura infanto-juvenil e tradução.