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[traduzido por Pedro de Almeida Moura]
Deixai que eruditos disputem e clamem,
Que austeros mestres doutrinem e falem;
A mais sábia gente de todas as eras
Sorri e confirma o que vos declaro:
Nunca esperar que insensatos se emendem;
Eleitos do espírito, ó, tende os dementes,
Como dementes que são, e nada mais!
Merlino, o mago, na gruta radiosa,
Que enlevado eu ouvia, quando moço, falar,
Idêntico preceito timbrava a ensinar:
Nunca esperar que insensatos se emendem;
Eleitos do espírito, ó, tende os dementes,
Como dementes que são, e nada mais!
Lá nas alturas abruptas da Índia,
Bem como nas criptas profundas do Egito,
O verbo sagrado ouvi proclamar:
Nunca esperar que insensatos se emendem;
Eleitos do espírito, ó, tende os dementes,
Como dementes que são, e nada mais!
Cophtisches
Lied
Lasset Gelehrte sich zanken
und streiten,
Streng und bedächtig die
Lehrer auch sein!
Alle die Weisesten aller der
Zeiten
Lächeln und winken und stimmen
mit ein:
Töricht, auf Beßrung der Toren
zu harren!
Kinder der Klugheit, o habet
die Narren
Eben zum Narren auch, wie
sich′s gehört!
Merlin der Alte, im
leuchtenden Grabe,
Wo ich als Jüngling gesprochen
ihn habe,
Hat mich mit ähnlicher Antwort
belehrt:
Töricht, auf Beßrung der Toren
zu harren!
Kinder der Klugheit, o habet
die Narren
Eben zum Narren auch, wie
sich′s gehört!
Und auf den Höhen der
indischen Lüfte
Und in den Tiefen ägyptischer
Grüfte
Hab′ ich das heilige Wort nur
gehört:
Töricht, auf Beßrung der Toren
zu harren!
Kinder der Klugheit, o habet
die Narren
Eben zum Narren auch, wie
sich′s gehört!
* Nota do Organizador Samuel Pfromm Netto: Canto copta (Cophtisches
Lied). Musicado por Wolf. Copta refere-se tanto ao idioma egípcio como àqueles
que mantiveram as características dos primitivos habitantes das terras
egípcias.
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Goethe: Poesias escolhidas
[múltiplos tradutores], Organização, Apresentação, Musicografia goetheana e
Notas sobre poesias incluídas de Samuel Pfromm Netto e Biografia — A Vida de
Goethe e Cronologia de Emil Schostal, 2005, 2ª edição, Editora Átomo e Edições
PNA, São Paulo — SP; Johann Wolfgang von Goethe (1749 — 1832), alemão de
Frankfurt am Main (no antigo Sacro Império Romano-Germânico), teve na infância
educação de múltiplas faces, formou-se em Direito, polímata, foi poeta,
romancista, dramaturgo, diretor teatral, teórico de arte, filósofo, diplomata e
funcionário do governo; Goethe realizou suas primeiras obras poéticas (canções
e odes) ainda jovem; obras: Die Laune des Verliebten (1768), Götz von
Berlinchingen (1771 e 1773), Prometheus (1774), Os Sofrimentos do Jovem Werther
(Die Leiden des jungen Werther, 1774), Clavigo (drama, 1774), Urfaust (Fausto
Zero, 1775), Egmont (1775), Ifigênia em Táurides (Iphigenie auf Tauris [prosa]
1779 e 1786 [versos]), Torquato Tasso (1789), Xenien (em conjunto com Friedrich
Schiller, 1796), O Aprendiz de Feiticeiro (1797), Hermann e Dorothea (1798),
Die natürliche Tochter (1801—1803), Fausto (parte I, 1806), Os anos de
aprendizado de Wilhelm Meister (1807), Teoria das Cores (Farbenlehre, 1810),
Aus meinem Leben Dichtung und Wahreit (De minha vida. Poesia e verdade,
autobiografia, 1811—1833), Viagem à Itália (relatos autobiográficos, 1813—1817),
West-östlicher Divan (Divã Ocidento-Oriental, 1819, e versão ampliada em 1827),
Fausto (parte II, publicação póstuma, 1832) e muitas outras publicações em
poesia, prosa e para dramaturgia; o poeta fez parte de dois movimentos
literários importantes na Alemanha, o romantismo e o expressionismo, e
influenciou a literatura em todo o mundo; Goethe teve muito de sua poesia
musicada por centenas de compositores, entre os quais Beethoven, Franz
Schubert, Anna Amalia, Hermann Behn, Hector Berlioz, Arrigo Boito, Johannes
Brahms, Luigi Dallapicola, Robert Franz, François Gounod, Franz Liszt, Johann
Carl Gottfried Lowe, Gustav Mahler, Mozart, Robert Schumann, Tchaikovsky,
Giuseppe Verdi, Richard Wagner...