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Quem eram? Pouco importa. Uma idéia os guiava
De onde vinham? Porque se sorriam da fome?!
Teto — todos os
céus; leito — a savana
brava;
Fortuna, uma sotaina; a miséria por nome.
No gozo de
sofrer cada qual se separava,
Porque a alma se faz luz se o corpo se consome;
Corpo, argila infeliz das ambições escrava...
Que o cilício te expurgue e a tortura te dome.
O pensamento em Deus, ninguém os demovia,
Nem os reis, nem a plebe, os alfanjes, as feras.
E só tinham às mãos uma cruz como guia.
E, para eles, a glória excelsa e verdadeira,
Eram, heróis da fé, grandes almas sinceras,
Os três fulcros da cruz e as chamas da fogueira.
[Poemas — 1944]
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Antologia de Poetas
Fluminenses (vários autores) — Rubens Falcão, Carta-Prefácio de Agripino
Grieco, 1968, Gráfica Record Editora, Rio de Janeiro — RJ; Luciano Gualberto de
Oliveira (1883 — 1959), fluminense de Petrópolis, formado pela Faculdade de Medicina
do Rio de Janeiro, foi médico, professor e reitor universitário, poeta e frequentador
da Roda Literária do Café Paris de Niterói; com apenas dezesseis anos iniciou sua
carreira jornalístico-literária com a publicação de um seu poema n’O Reverbero,
logo depois, também publicou n’A Revista e n’A Nova Geração, todos periódicos de
Petrópolis, e também n’O Bandolim, n’A Constelação, n’O Rabecão; daí vieram publicações
n’A Estação e no Tagarela, ambos do Rio de Janeiro, n’O Pharol, de Juiz de Fora
— MG e em outros jornais e revistas; suas obras: Poemas (1944), Torre de Babel (1948),
Gôndola Azul (poemas, previsto e não publicado, pelo menos com este nome), além
de ter participado em coletâneas poéticas; também consta de seus traços biobibliográficos
ter escrito as ficções Cidade Moderna e O Homem que perdeu a Fé; Luciano Gualberto,
entre outros cargos administrativos, foi reitor da USP — Universidade de São Paulo
(1950—1951), vereador, deputado estadual, vice prefeito e prefeito interino da capital
paulista.





