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domingo, 2 de junho de 2019

Álvaro Armando: Procópio Ferreira

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P. F.

Apareceu metido a “fogueteiro”,
Na peça Juriti, se não me engano.
E conquistou depressa o Rio inteiro
Com o nariz e o talento de um Cirano.

Nervoso, inquietador, talvez tirano,
Para os seus cães é dócil companheiro
E adora parecer, mal sobe o pano,
Que “ele” é o melhor conjunto brasileiro.

Lares  monta e organiza sem trabalho,
Soprando-os como cartas de baralho
Para armar novos sonhos, outra vez.

Peças  às mil já tem lançado aqui.
Mas toda gente diz que foi Bibi
A melhor produção que ele já fez.

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Helena Ferraz, em evento na ABI
(na foto, a única mulher)
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Na Berlinda — Versos de Álvaro Armando, Caricaturas de Théo e Apresentação-prefácio de Gondin da Fonseca, 1947, Editora Civilização Brasileira S. A., Rio de Janeiro — RJ; Álvaro Armando, pseudônimo de Helena Ferraz de Abreu (1906 1979), natural do Rio de Janeiro, foi escritora e jornalista; nascida Helena Marília Bastos Tigre (filha do poeta Bastos Tigre, a quem só veio a conhecer quando mocinha, proibida que fora por seus ‘dela’ familiares), já aos oito anos escrevia crônicas e poesias para o jornal manuscrito O Potoka; depois, criou o Correio Universal (suplemento semanal que circulava em dezenas de jornais espalhados pelo país), colaborou nos jornais Correio da Manhã (foi responsável pela coluna 'Pingos e Respingos'), O Jornal, dos Diários Associados, (escreveu a coluna ‘Janela Indiscreta’), O Globo (colunas diárias em ‘Humorglobinas’ e ‘Na Boca do Globo’), dirigiu A Cigarra Feminina (suplemento de A Cigarra), além de ter trabalhado em revistas de grande circulação nacional, como Careta e Manchete; Helena Ferraz também exerceu atividades em publicidade e em programas radiofônicos e televisivos (Rádio MEC, Rádio Globo e TV Tupi); satirizou figuras públicas da época; foi eleita a primeira mulher diretora na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e, até o fim da vida, dirigiu a Biblioteca Bastos Tigre; teria sido o uso do pseudônimo masculino, Álvaro Armando, que a pusera tão à vontade no exercício da poesia satírica, o que tornara possível uma extensa carreira em jornais de grande circulação e destaque no Brasil da época; bibliografia: Na Berlinda — Versos de Álvaro Armando (ilustrações de Théo, 1947).