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domingo, 8 de maio de 2016

Armando Gonçalves: O Ser Poeta

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O ser poeta é cantar, verso por verso,
Esse poema de amor e de ventura!...
É sorrir quando um mal, forte, disperso...
Algo traduz de pérfida amargura!

O ser poeta é viver, num sonho imerso,
Cantarolando, alegre, a vida impura...
É sofrer quando o Mundo for perverso,
Nessa perversidade que perdura!

Tudo o que o vate canta é sublimado:
Desperta, alegre, uma alma entristecida!
Revive, triste, um sonho idolatrado!

O ser poeta é chorar, sorrindo a sorte...
O ser poeta é morrer, cantando a vidaI
O ser poeta é viver, cantando a morte!

Brazilian lawyer and journalist. Nascido em São Gonçalo, Rio de Janeiro, a 2 de maio de 1886. Diplomado pela Escola Normal da cidade de Niterói, no mesmo Estado, sendo mais tarde secretário da referida escola. Formado em Direito. Poeta e jornalista. Bibliog. - Lyra Azul; Mármores partidos.
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Sonetos Brasileiros — Séculos XVII ao XX, Coletânea organizada por Laudelino Freire, 1929, F. Briguiet & Cia. Editores, Rio de Janeiro — RJ; Armando Rodrigues Gonçalves (1888? 1962), fluminense de São Gonçalo, diplomado pela Escola Normal de Niterói, onde chegou a trabalhar como secretário, formado em Direito, exerceu os ofícios de professor, advogado, jornalista e também foi poeta; produziu intensamente, tanto em prosa como em verso, e deu contribuição assídua à imprensa carioca e fluminense; bibliografia: Lyra Azul e Mármores Partidos; postumamente, publicou-se, Páginas Preferidas, uma seleção de seus poemas, como "edição definitiva" de seus escritos poéticos em diversas fases de sua vida literária.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Armando Gonçalves: A Aranha

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Há milênios, na teia, a mesma aranha
Vem prendendo, feliz, seres iguais,
E, cada vez que os míseros apanha,
Sente um prazer estúpido e voraz...

Nas flores dos jardins, no galho, estranha
Parece ao que se passa para os mais,
Ora vai, ora vem, com jeito e manha,
Trançando as malhas tênues e fatais.

Na vida e em toda parte a aranha eu vejo,
essa "aranha-mulher" que, num gracejo,
Num sorriso, num gesto, em pleno olhar

Nos seduz, nos convence e nos domina,
Para, depois, belíssima "assassina",
O nosso coração despedaçar...


Brazilian lawyer and journalist. Nascido em São Gonçalo, Rio de Janeiro, a 2 de maio de 1886. Diplomado pela Escola Normal da cidade de Niterói, no mesmo Estado, sendo mais tarde secretário da referida escola. Formado em Direito. Poeta e jornalista. Bibliog. - Lyra Azul; Mármores partidos.
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Antologia de Poetas Fluminenses — Rubens Falcão, Carta-Prefácio de Agripino Grieco, 1968, Gráfica Record Editora, Rio de Janeiro — RJ; Armando Rodrigues Gonçalves (1888? 1962), fluminense de São Gonçalo, exerceu os ofícios de professor, advogado, jornalista e também foi poeta; produziu intensamente, tanto em prosa como em verso, e deu contribuição assídua à imprensa carioca e fluminense; postumamente, publicou-se, Páginas Preferidas, uma seleção de seus poemas, como "edição definitiva" de seus escritos poéticos em diversas fases de sua vida literária.