Mostrando postagens com marcador Arruda Dantas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arruda Dantas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Zalina Rolim: Hora nostálgica


____________________
Alvorecera um dia luminoso,
De límpida e suave transparência;
Tranquilo como um sonho venturoso,
Alegre como o riso da inocência.

Do céu azul sereno e fulgurante,
Por sobre o verde cafezal extenso,
Caía o sol, de um brilho deslumbrante,
Dourando a plantação, cálido, intenso...

Um velho escravo, trêmulo e alquebrado,
A custo erguendo o baço olhar magoado,
Contempla ao longe a alcantilada serra;

E os lábios entre-abrindo, vagamente,
Murmura: Quem me dera, ó Deus clemente!
Tornar a ver o céu da minha terra.

O Coração — 1893

____________________
Zalina Rolim — Arruda Dantas [biografia e poemas], Apresentação [Prefácio], Organização de dados biográficos e Posfácio “Post Scriptum” de Arruda Dantas, 1983, Editora Pannartz, São Paulo — SP; Maria Zalina Rolim Xavier de Toledo (1869 1961), paulista de Botucatu, foi professora alfabetizadora, educadora, poeta e uma das precursoras na difusão de poesias para crianças no país; passou parte de sua infância em Itapetininga, terra de seus familiares, mas também morou em Itapeva [ex Faxina], Araraquara, São Roque, Sorocaba e Itu, todas cidades do interior paulista, sempre acompanhando o pai, então juiz de Direito e nomeado para estas localidades; em 1893, a educadora e poeta mudou-se para a capital, São Paulo, quando o pai veio a assumir cargo no Tribunal de Justiça estadual; Zalina Rolim só frequentou regularmente uma escola em Itapeva, aos sete anos de idade e por um breve período, e ali também aprendeu português, francês, italiano e inglês em aulas ministradas por João Kopke [educador e escritor, 1852 1926]; no mais, todo seu aprendizado cultural se deu em casa e sob a orientação direta do pai; na capital paulista, foi pioneira na formação educacional do primeiro Jardim da Infância de São Paulo, anexo à Escola Normal da Capital [depois, Escola Normal Caetano de Campos, hoje Edifício Caetano de Campos, da Secretaria de Educação de São Paulo, na Praça da República]; traduziu obras dos idiomas inglês e italiano, colaborou com a Revista do Jardim da Infância, além de ter participado com adaptações e produções originais de pedagogia, ficção e poesia; escreveu para a revista feminina A Mensageira (1897 1900) e para os jornais O Itapetininga, Correio Paulistano, A Província de São Paulo e A Cidade de Itu; suas obras: O Coração (poesias, 1893), Livro das Crianças (poesias, 1897) e Livro da Saudade (organizado em 1903 para publicação póstuma e se extraviou); a poeta e educadora, mesmo sem formação acadêmica oficial, exerceu funções pedagógicas como auxiliar de diretoria na criação deste primeiro Jardim de Infância paulistano; hoje há na cidade de São Paulo duas instituições com seu nome: Escola Estadual Dona Zalina Rolim [Rua Luís Carlos, 740 Vila Aricanduva] e... isto é, havia... pois em pesquisa googleana, o atrevidíssimo aprendiz de blogueiro deste Verso e Conversa descobriu, através de página da prefeitura de São Paulo, que o Espaço de Leitura Zalina Rolim [Rua Corredeira, 26 Vila Mariana] encontra-se permanentemente desativado [notícia de fevereiro de 2023].

terça-feira, 12 de setembro de 2023

Zalina Rolim: Primeira página


____________________
É o livro da saudade, vem comigo
Abrir-lhe as folhas, coração de luto,
Entra por ele como num jazigo
Onde branqueja o mármore impoluto.

Olha, a tristeza em tudo, pobre amigo,
Nem um verdor de planta ou flor ou fruto...
Os passarinhos fogem deste abrigo,
Ninguém penetra aqui de olhar enxuto.

Volta à página branca, docemente;
De joelhos, coração calado e crente
Como quem pisa num terreno santo.

No santuário onde encerro as minhas penas,
Entra em silêncio o desfiar apenas
O rosário tristíssimo do pranto.

(do "Livro da saudade")

____________________
Zalina Rolim — Arruda Dantas [biografia e poemas], Apresentação [Prefácio], Organização de dados biográficos e Posfácio “Post Scriptum” de Arruda Dantas, 1983, Editora Pannartz, São Paulo — SP; Maria Zalina Rolim Xavier de Toledo (1869 1961), paulista de Botucatu, foi professora alfabetizadora, educadora, poeta e uma das precursoras na difusão de poesias para crianças no país; passou parte de sua infância em Itapetininga, terra de seus familiares, mas também morou em Itapeva [ex Faxina], Araraquara, São Roque, Sorocaba e Itu, todas cidades do interior paulista, sempre acompanhando o pai, então juiz de Direito e nomeado para estas localidades; em 1893, a educadora e poeta mudou-se para a capital, São Paulo, quando o pai veio a assumir cargo no Tribunal de Justiça estadual; Zalina Rolim só frequentou regularmente uma escola em Itapeva, aos sete anos de idade e por um breve período, e ali também aprendeu português, francês, italiano e inglês em aulas ministradas por João Kopke [educador e escritor, 1852 1926]; no mais, todo seu aprendizado cultural se deu em casa e sob a orientação direta do pai; na capital paulista, foi pioneira na formação educacional do primeiro Jardim da Infância de São Paulo, anexo à Escola Normal da Capital [depois, Escola Normal Caetano de Campos, hoje Edifício Caetano de Campos, da Secretaria de Educação de São Paulo, na Praça da República]; traduziu obras dos idiomas inglês e italiano, colaborou com a Revista do Jardim da Infância, além de ter participado com adaptações e produções originais de pedagogia, ficção e poesia; escreveu para a revista feminina A Mensageira (1897 1900) e para os jornais O Itapetininga, Correio Paulistano, A Província de São Paulo e A Cidade de Itu; suas obras: O Coração (poesias, 1893), Livro das Crianças (poesias, 1897) e Livro da Saudade (organizado em 1903 para publicação póstuma e se extraviou); a poeta e educadora, mesmo sem formação acadêmica oficial, exerceu funções pedagógicas como auxiliar de diretoria na criação deste primeiro Jardim de Infância paulistano; hoje há na cidade de São Paulo duas instituições com seu nome: Escola Estadual Dona Zalina Rolim [Rua Luís Carlos, 740 Vila Aricanduva] e... isto é, havia... pois em pesquisa googleana, o atrevidíssimo aprendiz de blogueiro deste Verso e Conversa descobriu, através de página da prefeitura de São Paulo, que o Espaço de Leitura Zalina Rolim [Rua Corredeira, 26 Vila Mariana] encontra-se permanentemente desativado [notícia de fevereiro de 2023].

domingo, 30 de julho de 2023

Zalina Rolim: Tanto se alarga e toma corpo e avulta . . . [soneto]


____________________
Tanto se alarga e toma corpo e avulta
No seio meu esta afeição, que embora
Lute e me esforce já ninguém ignora
E eu já não posso mais trazê-la oculta;

Canta em meus olhos, meu sorriso enflora;
Oráculo ideal que olha e consulta
Minha alma — dia a dia, e alegre exulta
Se ele sorri-se ou chora se ele chora.

Por este afeto a minha vida inteira;
Nele acendeu-se a minha luz primeira,
Nele o meu céu, meus íntimos altares!

Ria-se embora o mundo impiedoso:
Pelos fulgores do terreno gozo
Eu não daria um só dos seus olhares...

____________________
Zalina Rolim — Arruda Dantas [biografia e poemas], Apresentação [Prefácio], Organização de dados biográficos e Posfácio “Post Scriptum” de Arruda Dantas, 1983, Editora Pannartz, São Paulo — SP; Maria Zalina Rolim Xavier de Toledo (1869 1961), paulista de Botucatu, foi professora alfabetizadora, educadora, poeta e uma das precursoras na difusão de poesias para crianças no país; passou parte de sua infância em Itapetininga, terra de seus familiares, mas também morou em Itapeva [ex Faxina], Araraquara, São Roque, Sorocaba e Itu, todas cidades do interior paulista, sempre acompanhando o pai, então juiz de Direito e nomeado para estas localidades; em 1893, a educadora e poeta mudou-se para a capital, São Paulo, quando o pai veio a assumir cargo no Tribunal de Justiça estadual; Zalina Rolim só frequentou regularmente uma escola em Itapeva, aos sete anos de idade e por um breve período, e ali também aprendeu português, francês, italiano e inglês em aulas ministradas por João Kopke [educador e escritor, 1852 1926]; no mais, todo seu aprendizado cultural se deu em casa e sob a orientação direta do pai; na capital paulista, foi pioneira na formação educacional do primeiro Jardim da Infância de São Paulo, anexo à Escola Normal da Capital [depois, Escola Normal Caetano de Campos, hoje Edifício Caetano de Campos, da Secretaria de Educação de São Paulo, na Praça da República]; traduziu obras dos idiomas inglês e italiano, colaborou com a Revista do Jardim da Infância, além de ter participado com adaptações e produções originais de pedagogia, ficção e poesia; escreveu para a revista feminina A Mensageira (1897 1900) e para os jornais O Itapetininga, Correio Paulistano, A Província de São Paulo e A Cidade de Itu; suas obras: O Coração (1893), Livro das Crianças (poesias, 1897) e Livro da Saudade (organizado em 1903 para publicação póstuma e se extraviou); a poeta e educadora, mesmo sem formação acadêmica oficial, exerceu funções pedagógicas como auxiliar de diretoria na criação deste primeiro Jardim de Infância paulistano; hoje há na cidade de São Paulo duas instituições com seu nome: Escola Estadual Dona Zalina Rolim [Rua Luís Carlos, 740 Vila Aricanduva] e... isto é, havia... pois em pesquisa googleana, o atrevidíssimo aprendiz de blogueiro deste Verso e Conversa descobriu, através de página da prefeitura de São Paulo, que o Espaço de Leitura Zalina Rolim [Rua Corredeira, 26 Vila Mariana] encontra-se permanentemente desativado [notícia de fevereiro de 2023].

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Zalina Rolim: Reminiscências


____________________
Amei a vez primeira... Inda me agita
Quando relembro estes remotos dias,
Dessas ingênuas, puras alegrias,
Uma saudade intérmina, infinita...

Sombras de morte, lívidas e frias,
Velaram-me essa luz meiga e bendita;
E minha alma sorveu mísera aflita!
O amaríssimo fel das agonias.

Outros amores tive; outros luares
Vieram doirar-me o peito onde os pesares
Hoje se aninham de um pungir secreto,

Mas como um círio bento, a alma sorriso
Em sonhos inda a me alentar diviso
Dessa que teve o meu primeiro afeto.

O Coração — 1893

____________________
Zalina Rolim — Arruda Dantas [biografia e poemas], Apresentação [Prefácio], Organização de dados biográficos e Posfácio “Post Scriptum” de Arruda Dantas, 1983, Editora Pannartz, São Paulo — SP; Maria Zalina Rolim Xavier de Toledo (1869 1961), paulista de Botucatu, foi professora alfabetizadora, educadora, poeta e uma das precursoras na difusão de poesias para crianças no país; passou parte de sua infância em Itapetininga, terra de seus familiares, mas também morou em Itapeva [ex Faxina], Araraquara, São Roque, Sorocaba e Itu, todas cidades do interior paulista, sempre acompanhando o pai, então juiz de Direito e nomeado para estas localidades; em 1893, a educadora e poeta mudou-se para a capital, São Paulo, quando o pai veio a assumir cargo no Tribunal de Justiça estadual; Zalina Rolim só frequentou regularmente uma escola em Itapeva, aos sete anos de idade e por um breve período, e ali também aprendeu português, francês, italiano e inglês em aulas ministradas por João Kopke [educador e escritor, 1852 1926]; no mais, todo seu aprendizado cultural se deu em casa e sob a orientação direta do pai; na capital paulista, foi pioneira na formação educacional do primeiro Jardim da Infância de São Paulo, anexo à Escola Normal da Capital [depois, Escola Normal Caetano de Campos, hoje Edifício Caetano de Campos, da Secretaria de Educação de São Paulo, na Praça da República]; traduziu obras dos idiomas inglês e italiano, colaborou com a Revista do Jardim da Infância, além de ter participado com adaptações e produções originais de pedagogia, ficção e poesia; escreveu para a revista feminina A Mensageira (1897 1900) e para os jornais O Itapetininga, Correio Paulistano, A Província de São Paulo e A Cidade de Itu; suas obras: O Coração (poesias, 1893), Livro das Crianças (poesias, 1897) e Livro da Saudade (organizado em 1903 para publicação póstuma e se extraviou); a poeta e educadora, mesmo sem formação acadêmica oficial, exerceu funções pedagógicas como auxiliar de diretoria na criação desse primeiro Jardim de Infância paulistano; há hoje na cidade de São Paulo duas instituições com seu nome: Escola Estadual Dona Zalina Rolim [Rua Luís Carlos, 740 Vila Aricanduva] e... isto é, havia... pois em pesquisa googleana, o atrevidíssimo aprendiz de blogueiro deste Verso e Conversa descobriu, através de página da prefeitura de São Paulo, que o Espaço de Leitura Zalina Rolim [Rua Corredeira, 26 Vila Mariana] encontra-se permanentemente desativado [notícia de fevereiro de 2023].

quinta-feira, 22 de junho de 2023

Zalina Rolim: Rústica


____________________
É o fim da tarde. No vapor dourado
Que ourela e franja as nuvens do ocidente,
Todo se envolve o laranjal. Pesado
Chia um carro de bois, morosamente.

Súbito, range a rústica porteira
N’um som ríspido, escâncara, se abrindo;
Voam no espaço nuvens de poeira
E o gado investe p’ra o curral, mugindo...

Crianças brincam lépidas, saltando,
Numa alegria trêfega e radiosa;
E num concerto misterioso e brando
Soa da noite a voz misteriosa...

Frêmito de asas trêmulo e macio
Pelo arvoredo, vagos sons, rumores
De entre-chocadas folhas... e erradio,
Por toda a parte, o hálito das flores.

Em ranchos desce a gente da lavoura,
De enxada ao ombro, contornando a serra;
E, lânguida, no céu, formosa e loura,
Vênus o olhar pacífico descerra.

O Coração — 1893

____________________
Zalina Rolim — Arruda Dantas [biografia e poemas], Apresentação [Prefácio], Organização de dados biográficos e Posfácio “Post Scriptum” de Arruda Dantas, 1983, Editora Pannartz, São Paulo — SP; Maria Zalina Rolim Xavier de Toledo (1869 1961), paulista de Botucatu, foi professora alfabetizadora, educadora, poeta e uma das precursoras na difusão de poesias para crianças no país; passou parte de sua infância em Itapetininga, terra de seus familiares, mas também morou em Itapeva [ex Faxina], Araraquara, São Roque, Sorocaba e Itu, todas cidades do interior paulista, sempre acompanhando o pai, então juiz de Direito e nomeado para estas localidades; em 1893, a educadora e poeta mudou-se para a capital, São Paulo, quando o pai veio a assumir cargo no Tribunal de Justiça estadual; Zalina Rolim só frequentou regularmente uma escola em Itapeva, aos sete anos de idade e por um breve período, e ali também aprendeu português, francês, italiano e inglês em aulas ministradas por João Kopke [educador e escritor, 1852 1926]; no mais, todo seu aprendizado cultural se deu em casa e sob a orientação direta do pai; na capital paulista, foi pioneira na formação educacional do primeiro Jardim da Infância de São Paulo, anexo à Escola Normal da Capital [depois, Escola Normal Caetano de Campos, hoje Edifício Caetano de Campos, da Secretaria de Educação de São Paulo, na Praça da República]; traduziu obras dos idiomas inglês e italiano, colaborou com a Revista do Jardim da Infância, além de ter participado com adaptações e produções originais de pedagogia, ficção e poesia; escreveu para a revista feminina A Mensageira (1897 1900) e para os jornais O Itapetininga, Correio Paulistano, A Província de São Paulo e A Cidade de Itu; suas obras: O Coração (poesias, 1893), Livro das Crianças (poesias, 1897) e Livro da Saudade (organizado em 1903 para publicação póstuma e se extraviou); a poeta e educadora, mesmo sem formação acadêmica oficial, exerceu funções pedagógicas como auxiliar de diretoria na criação deste primeiro Jardim de Infância paulistano; hoje há na cidade de São Paulo duas instituições com seu nome: Escola Estadual Dona Zalina Rolim [Rua Luís Carlos, 740 Vila Aricanduva] e... isto é, havia... pois em pesquisa googleana, o atrevidíssimo aprendiz de blogueiro deste Verso e Conversa descobriu, através de página da prefeitura de São Paulo, que o Espaço de Leitura Zalina Rolim [Rua Corredeira, 26 Vila Mariana] encontra-se permanentemente desativado [notícia de fevereiro de 2023].

segunda-feira, 12 de junho de 2023

Zalina Rolim: Na roça


____________________
Vejo-a de frente, é uma casinha rústica,
Nua de ornatos, plena de alegria:
De um lado a porta, e a janelinha única
Aberta ao claro resplendor do dia.

Por ela espia o meu olhar errático...
Perlustra a sala e invade e descortina
Num pequenino quarto a alvura angélica
De um leito de criança pequenina.

Espia mais: um terreirinho plácido,
Roupas lavadas ao calor expostas,
E ao longe o mato escuro, o vale, os píncaros
E as escarpadas, flóridas encostas...

E após, cansado de vagar, nostálgico,
Corre em procura de outros plainos, voa...
Mas invejoso guarda o sonho místico
Dessa existência sossegada e boa.

O Coração — 1893

____________________
Zalina Rolim — Arruda Dantas [biografia e poemas], Apresentação [Prefácio], Organização de dados biográficos e Posfácio “Post Scriptum” de Arruda Dantas, 1983, Editora Pannartz, São Paulo — SP; Maria Zalina Rolim Xavier de Toledo (1869 1961), paulista de Botucatu, foi professora alfabetizadora, educadora, poeta e uma das precursoras na difusão de poesias para crianças no país; passou parte de sua infância em Itapetininga, terra de seus familiares, mas também morou em Itapeva [ex Faxina], Araraquara, São Roque, Sorocaba e Itu, todas cidades do interior paulista, sempre acompanhando o pai, então juiz de Direito e nomeado para estas localidades; em 1893, a educadora e poeta mudou-se para a capital, São Paulo, quando o pai veio a assumir cargo no Tribunal de Justiça estadual; Zalina Rolim só frequentou regularmente uma escola em Itapeva, aos sete anos de idade e por um breve período, e ali também aprendeu português, francês, italiano e inglês em aulas ministradas por João Kopke [educador e escritor, 1852 1926]; no mais, todo seu aprendizado cultural se deu em casa e sob a orientação direta do pai; na capital paulista, foi pioneira na formação educacional do primeiro Jardim da Infância de São Paulo, anexo à Escola Normal da Capital [depois, Escola Normal Caetano de Campos, hoje Edifício Caetano de Campos, da Secretaria de Educação de São Paulo, na Praça da República]; traduziu obras dos idiomas inglês e italiano, colaborou com a Revista do Jardim da Infância, além de ter participado com adaptações e produções originais de pedagogia, ficção e poesia; escreveu para a revista feminina A Mensageira (1897 1900) e para os jornais O Itapetininga, Correio Paulistano, A Província de São Paulo e A Cidade de Itu; suas obras: O Coração (poesias, 1893), Livro das Crianças (poesias, 1897) e Livro da Saudade (organizado em 1903 para publicação póstuma e se extraviou); a poeta e educadora, mesmo sem formação acadêmica oficial, exerceu funções pedagógicas como auxiliar de diretoria na criação deste primeiro Jardim de Infância paulistano; hoje há na cidade de São Paulo duas instituições com seu nome: Escola Estadual Dona Zalina Rolim [Rua Luís Carlos, 740 Vila Aricanduva] e... isto é, havia... pois em pesquisa googleana, o atrevidíssimo aprendiz de blogueiro deste Verso e Conversa descobriu, através de página da prefeitura de São Paulo, que o Espaço de Leitura Zalina Rolim [Rua Corredeira, 26 Vila Mariana] encontra-se permanentemente desativado [notícia de fevereiro de 2023].