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[traduzido por José Casado]
Quando esse esbelto corpo teu
Entre meus braços aprisiono,
E às expressões deste amor meu,
Arrebatado, me abandono,
Das mãos prementes, sem um som,
O talhe airoso, sem detença,
Livras e me respondes com
Sorriso de funda descrença.
Lembrando com aplicação
Das mutações minha a história,
Pões-te a escutar-me, merencória,
Sem simpatia ou atenção.
Maldigo as proezas astuciosas
De minha juventude atroz
E as entrevistas amorosas
Nos jardins, nas noites sem voz.
Maldigo do oaristo os cicios,
Dos versos os encantos magos,
Das virgens simples os afagos,
O pranto e os queixumes tardios.
(1830)
Когда в объятия мои
Твой стройный стан я заключаю,
И речи нежные любви
Тебе с восторгом расточаю,
Безмолвна, от стесненных рук
Освобождая стан свой гибкой,
Ты отвечаешь, милый друг,
Мне недоверчивой улыбкой;
Прилежно в памяти храня
Измен печальные преданья,
Ты без участья и вниманья
Уныло слушаешь меня…
Кляну коварные старанья
Преступной юности моей
И встреч условных ожиданья
В садах, в безмолвии ночей.
Кляну речей любовный шопот,
Стихов таинственный напев,
И ласки легковерных дев,
И слезы их, и поздний ропот.
(1830)
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Poesia de Todos os Tempos: Púchkin
— Poesias
escolhidas, edição bilíngue, Seleção, Tradução do russo, Prefácio, Traços biobliográficos,
Notas e Apêndice (Olavo Bilac, tradutor de Púchkin) de José Casado, 1992, Editora
Nova Fronteira, Rio de Janeiro — RJ; Aleksandr Serguéievitch Púchkin (1799 — 1837),
russo de Moscou, foi poeta, romancista e dramaturgo; de família nobre, educado desde
o berço por preceptores vindos de Paris — França e devido ter tido acesso à biblioteca paterna,
quase toda de literatura francesa, aprendeu o francês antes mesmo de conhecer a
língua dos pais; à época, os integrantes da nobreza russa conversavam com seus pares
quase sempre em francês: o idioma russo era reservado para a comunicação com os
servos; o poeta e escritor veio a aprender o russo com uma avó e com uma serva da
família; em 1811, ingressou no Tsarskoye Selo Lyceum, recém-inaugurado e, a partir
daí, começou a escrever e divulgar seus poemas; obras: em poesia, Ruslan
e Lyudmila (1817—1820),
Prisioneiro do Cáucaso (1820—1821), Ladrões de irmãos (1821—1822),
Ciganos (1824), Conde Nulin (primeira edição, 1825), Poltava (1828—1829),
Uegene Oneguin (novela em verso, 1823—1832) etc, em dramaturgia, Boris Godunov (1825), O Cavaleiro
Malvado, Mozart e Salieri, Convidado de pedra (todos de 1830) ..., em prosa, O conto
do falecido Ivan Petrovich Belkin (1830), Dubrovsky (1833), A Rainha de Espadas,
História de Pugachev (ambos em 1834), Noites egípcias (1835), Filha do Capitão (1836)
etc. além de contos de fadas e outros textos em verso e prosa e para dramaturgia;
o poeta, desafiado por um contendor e desafeto a duelar, aceitou o desafio e, no
dia 8 de fevereiro de 1837, foi ferido, vindo a morrer dois dias após; Púchkin nos
deixou muitas obras inacabadas; é considerado por seus contemporâneos como o maior
dos poetas russos.














