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quinta-feira, 21 de maio de 2015

laboratório: soneto especulativo

[escalada]


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São Paulo, maio de 2015

Minha foto
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Genésio dos Santos Ferreira, nascido em 1952, paulista de Itapetininga, caipira e filho de ferroviário, quase ex-telegrafista da Estrada de Ferro Sorocabana, ativista da palavra e aprendiz de blogueiro, escreve desde os treze anos de idade; num dia foi bóia-fria, noutro foi ajudante de açougueiro, faturista de comércio de atacado e, ainda noutro, labutou em escritórios de contabilidade; veio pra São Paulo no início da década de setenta do século e milênio passados e hoje é um bicho urbano adaptado; até agorinha mesmo foi bancário, hoje aposentado; poeta e cronista não tão ativo, escreveu e publicou Número Um (poesias, 1978) CincoPoeminhas (cartaz poético, 1981); como militante sindical, escreveu crônicas para os jornais O Espelho — SPFolha Bancária e pilotou o devezenquandário Na Moita (1991  1997), editados sob a responsabilidade do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Genésio dos Santos: cerzidos, chuleados & bordados de um Tatu *

Prossiga, clicando no título acima.

Resultado de imagem para ferrovia, ferroviário, trem
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para Adriana Gragnani,
uma pirada no ponto
que chuleia e borda com arte.

meu pai era ferroviário
que fazia seus bordados
coseu com linhas de aço
bordou com torquês e trado

caseou junto aos trilhos
usando arco de pua
e de distância em distância
pregou muitos parafusos

com mãos grossas e calosas
chuleou tapetes de britas
moldou aceiros em volta
e contemplou obra feita

assim se deu com meu pai
com ele aprendi ofício
entre pedras e dormentes
me ensinou a coser

imitei seus chuleados
repeti os seus cerzidos
mas eu machucava os dedos
porque não tinha dedal

cadê barulho de trem?
vida provoca surpresas
segui pra cidade grande
e deixei de ser criança

moldes que meu pai usava
andam grudados em mim
deles eu não me desfaço
fazem parte do que sou

as colchas de meus retalhos
alinhavo com palavras
faço chuleados com métrica
rimando de vez em quando

esperanças vão fugindo
co’os ponteiros do relógio
mas o meu kit-costura
providencia um remendo
São Paulo  SP, 23.04.2015

Resultado de imagem para ferroviários

* Nota do aprendiz de blogueiro: Tatu era o trabalhador braçal ferroviário que debaixo de sol e chuva cuidava da manutenção da linha do trem; era o último segmento da base da pirâmide social da empresa ferroviária. 
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Genésio dos Santos Ferreira, nascido em 1952, paulista de Itapetininga, caipira e filho de ferroviário, quase ex-telegrafista da Estrada de Ferro Sorocabana, escreve desde os treze anos de idade; num dia foi bóia-fria, noutro foi ajudante de açougueiro, faturista de comércio de atacado e, ainda noutro, labutou em escritórios de contabilidade; veio pra São Paulo no início da década de setenta do século e milênio passados e hoje é um bicho urbano adaptado; até agorinha mesmo foi bancário, hoje aposentado; poeta e cronista não tão ativo, escreveu e publicou Número Um (poesias, 1978) e Cinco Poeminhas (cartaz poético, 1981); como militante sindical, escreveu crônicas para os jornais O Espelho — SP, Folha Bancária e pilotou o devezenquandário Na Moita (19911997), editados sob a responsabilidade do Sindicato dos Bancários de São Paulo; é aprendiz de blogueiro.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Genésio dos Santos: poemetílico

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caberá poesia num copo de vodca?
e se adicionarmos gelo e limão
e entabularmos um naco de prosa
com a companhia que estiver à mão?

e se a conversa ajustar-se aos versos,
 relações humanas, futebol, política... 
os quais vindo às pencas ou mesmo dispersos
jamais se acanharem e mostrarem-se à crítica?

haverá poesia, argumenta o poeta,
só quando a Loucura flertar com a Razão
e a coisa abstrata rimar co'a concreta

vodca com gelo e suco de limão
trazem regozijos a este ser asceta
que nega ser Sim e afirma ser Não

(março de 2015)

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Genésio dos Santos Ferreira, nascido em 1952, paulista de Itapetininga, caipira e filho de ferroviário, quase ex-telegrafista da Estrada de Ferro Sorocabana, escreve desde os treze anos de idade; num dia foi bóia-fria, noutro foi ajudante de açougueiro, faturista de comércio de atacado e, ainda noutro, labutou em escritórios de contabilidade; veio pra São Paulo no início da década de setenta do século e milênio passados e hoje é um bicho urbano adaptado; até agorinha mesmo foi bancário, hoje aposentado; poeta e cronista não tão ativo, escreveu e publicou Número Um (poesias, 1978) e Cinco Poeminhas (cartaz poético, 1981); como militante sindical, escreveu crônicas para os jornais O Espelho — SP, Folha Bancária e pilotou o devezenquandário Na Moita (1991 1997), editados sob a responsabilidade do Sindicato dos Bancários de São Paulo; é aprendiz de blogueiro.

domingo, 21 de dezembro de 2014

laboratório: perdidolharemconcrethorizonte


perdidolharemconcrethorizonte
odorescoresvãosdesvãosparedes
sacisduendesmanequinsestátuas
janelasfrestasparaumcéudistante

muroabstratodetijoloslógicos
ralosescombrosburacoderato
pedrascanteiroretorcidogalho
mofoeruínagerminandoonovo
 
presenteeternoqueconduzavícios
choroesorrisosacausaralarde
clínicoolhoperenizaoefêmero

alguémnoturnorespirandoasfotos
gritoesilênciotrespassandoavida
cidadeacolhadebraçosabertos!

fotosAdriana Gragnani  textoGenésio dos Santos
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Adriana Gragnani busca ângulos concretos e abstratos e fotografa; Genésio dos Santos, ativista da palavra, é aprendiz de blogueiro.

laboratório: sonetempero

 
cheiroverdeoutrascoresoutroscheiros
camomilafunchocravogergelim
cebolinhapimentãosalsalecrim
coloríficohortelãpápricalouro
segurelhalhoporótomilhozimbro
rosmaninhocardamomoaçafrão
finesherbesalfavacaipolimão
ervadocealcaparracurryendro
alcaráviamangeronanizmostarda
cogumelodillmastruzamendoim
raizfortecurcumapimentabranca
nozmoscadasalgengibrekümelcoentro
cerefóliobaunilhamanjericão
shoyuallspicecanelacominhorégano

fotosAdriana Gragnani  textoGenésio dos Santos
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Adriana Gragnani busca ângulos concretos e abstratos e fotografa; Genésio dos Santos, ativista da palavra, é aprendiz de blogueiro.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Laboratório: Oficina literária

                    

                                        Deram-se as mãos, dois a dois, por sugestão do palestrante oficineiro. Iniciava-se assim a  produção de um conto. A outra mão, a que carregava a caneta, passou a tecer rabiscos no bloco de anotações.

Minha foto
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Genésio dos Santos, poeta não tão ativo e aprendiz de blogueiro, cometeu este minitexto em exercício para a produção de minicontos durante oficina literária comandada pelo escritor João Carrascoza no espaço Itaú Cultural em Sampa neste novembro de 2014.

Laboratório: Visões

                                        

                                        Desde que ficara cego o escritor desandou a fazer sonetos. Disse que na sua condição a poesia metrificada lhe era simples de criar e fácil de memorizar.
                                        Eu que sou míope produzo meus rabiscos com os olhos rentes à tela do computador.

Minha foto
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Genésio dos Santos, poeta não tão ativo e aprendiz de blogueiro, perpetrou este minitexto em exercício para a produção de minicontos durante oficina literária comandada pelo escritor João Carrascoza no espaço Itaú Cultural em Sampa neste novembro de 2014; a proposta era resolver a atitude de amor, ódio e inveja do aluno participante em relação a um seu autor preferido, matando-o literariamente.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

laboratório: paralémdocinzento

nos campos da minha infância
lá onde eu buscava lenha
eu encontrava pitanga
e outras frutas do mato

foto: Adriana Gragnani — texto: Genésio dos Santos
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Adriana Gragnani busca ângulos concretos e abstratos e fotografa; Genésio dos Santos, ativista da palavra, é aprendiz de blogueiro.