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quarta-feira, 22 de julho de 2015

João Antônio: Camponesa

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Quando o sol acorda os ninhos,
Ela vai, ridente e grata,
Colhendo por entre espinhos,
As ternas flores da mata.

Os cândidos passarinhos,
Em matinal serenata,
Vão ouvir pelos caminhos
Os cantos que ela desata.

E colhe as flores mais belas,
Brancas, rosas, amarelas,
Que sobre a estrada se deitam...

E vendo-as, não sei, senhores,
Se são flores que a enfeitam,
Ou se ela que enfeita as flores!...
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Os Mais Belos Sonetos Brasileiros — Seleção e Notas de Edgard Rezende, da Academia Fluminense de Letras — Prefácio de Oliveira e Silva, 2ª  edição, 1947, Casa Editora Vecchi Ltda., Rio de Janeiro — RJ; João Antônio Neto, natural de Couto de Magalhães TO (Ex-Goiás), nasceu em 1920, formou-se advogado, foi professor universitário em áreas do Direito e das Letras e é desembargador aposentado e poeta; ocupa a cadeira 25 da Academia Mato-Grossense de Letras; escreveu e publicou Vozes do Coração (poesia, 1941), Três gerações (1949), Poliedro (1970), Remanso (1982), Silhuetas (1988) e outros títulos na área do Direito.