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Foi essa a lira que espancou tristezas
E só feriu a corda da alegria,
Satirizando as terrenais belezas
E zombando do sonho e da utopia.
Fazia verso, às tontas, pelas mesas
Onde campeava a turba da boemia,
Deixando se levar nas correntezas
Para o estuário largo da ironia.
Onde estava acendia-se o rastilho
Da verve, e a gargalhada esfuziante
Vibrava entre um soneto e um trocadilho.
E atingindo da graça a perfeição,
Foi sempre forte, altiva e altissonante
A musa jovial da Luiz Leitão.

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Os Poetas Satíricos do Café
Paris — Clássicos Fluminenses Volume 9, Organização, Apresentação e Introdução
de Luiz Antonio Barros, 2014, Nitpress, Niterói — RJ; Benedito Angrense
Brasil dos Reis Vargas (1895 — 1975), fluminense de Angra dos Reis, foi poeta,
cronista, historiador, jornalista e funcionário público; participante da Roda
do Café Paris, de Niterói, o poeta também fez uso dos pseudônimos B. dos Reis,
Jupi e B. Vargas; bibliografia: Lugares comuns (poesia, 1923), Rezas e pragas (poesia,
1925), Migalhas (poesia, 1935), Sabiás da terra fluminense (poesia, 1945), Coletânea
de poesias (1948), A Cantiga de amigo (crítica, teoria ou história literária,
1957), História da Literatura Portuguesa (crítica, teoria ou história
literária, 1958) etc.
