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Eu, apesar de ser do sexo feio,
por obséquio recebo a Mensageira,
revista literária, que me veio
causar uma surpresa verdadeira.
As produções lindíssimas, que leio,
abonam muita e muita Brasileira,
às quais dedico um simples
galanteio,
falando-lhes assim desta maneira:
Obedecendo à Igreja, Santa Madre,
celibatário e macambúzio padre
alegrias domésticas não logra.
Porém eu (a consciência m’o exigia)
fiz a defesa e fiz a apologia
da injuriada e respeitável sogra.*
Barbacena, 9 de Dezembro de 1897.
Padre Corrêa de Almeida
* Nota da edição: Veja-se a página
120 das Produções da caducidade [1896].
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A Mensageira
— Revista Literária dedicada à mulher brasileira, Diretora: Presciliana Duarte de
Almeida (1897 a 1900), Edição fac-similar, Volume I, Apresentação de Bete Mendes
e comentários de Zuleika Alambert, 1987, Imprensa Oficial do Estado S/A — IMESP,
São Paulo — SP; José Joaquim Correia de Almeida (1820 — 1905), mineiro de
Barbacena, foi professor de latim e poeta satírico; presbítero secular (padre),
ordenado em 1844, Correia de Almeida logo teve as ordens sacerdotais cassadas por
uma vez ter revelado, em poemas, coisas de sabor cômico que uma beata lhe confidenciou
no segredo do confessionário; suas obras: Satyras, epigramas e outras poesias (1ª
edição em 1854), A república dos tolos — dois volumes (1881 e 1887), Sonetos e sonetinhos
(1884), Sonetos e sonetinhos — 2º volume (1887), Sensaborias métricas — 2 volumes
(1890 e 1892), Decrepitudes metromaníacas (1894), Produções da caducidade (1896),
Puerilidades de um macróbio (1898), entre outros.




