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[traduzido por Amélia de Rezende
Martins]
Eu te amo, é o amor que me prende;
Eu te amo, amor dominador;
Eu te amo, é do céu meu destino;
Eu te amo, é o feitiço do amor.
Amo a ti, como a rosa ao arbusto;
Amo a ti, como o sol à sua luz;
Amo a ti, porque é o ar que
respiro;
Amo a ti, a ti meu ser me conduz.
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| Friedrich Rückert |
Liebesfrühling,
IV/39
Ich liebe dich, weil ich dich
lieben muss
Ich liebe dich, weil ich nicht anders kann
Ich liebe dich nach einem Himmelsschluss
Ich liebe dich durch einen Zauberbann.
Dich liebe ich, wie die
Rose ihren Strauch
Dich liebe ich, wie die Sonne ihren Schein
Dich liebe ich, weil du bist mein Lebenshauch
Dich liebe ich, weil dich lieben ist mein Sein.
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O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologia
de Poetas da Língua Alemã, (diversos autores e tradutores), Apresentação e Seleção
de Geir Campos, edição bilíngue, Clássicos de Bolso, 1985, Ediouro, Rio de Janeiro
— RJ; Friedrich Rückert (1788 — 1866), nascido em Schweinfurt — Alemanha, de pseudônimo
Freimund Reimar, estudou Direito, Filologia e Estética, foi poeta, escritor e, autodidata
em línguas orientais, apresentou a seus leitores alemães as literaturas árabe, persa,
indiana e chinesa, através de traduções e imitações literárias; foi professor de
Filologia Oriental em escolas alemãs; escreveu Geharnischte Sonette (Sonetos Exigentes,
1914), Die Weisheit des Brahmanen (A Sabedoria do Brâmane, seis volumes, 1836 —
1839), Liebesfrühling (Primavera de Amor, 1844) entre outros títulos; suas poesias
foram musicadas por Schubert, Mahler, Robert e Clara Schumann, Strauss, Bartók e
outros; recebeu premiações por sua obra.


