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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Friedrich Rückert: Primavera do amor, IV/39

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[traduzido por Amélia de Rezende Martins]

Eu te amo, é o amor que me prende;
Eu te amo, amor dominador;
Eu te amo, é do céu meu destino;
Eu te amo, é o feitiço do amor.

Amo a ti, como a rosa ao arbusto;
Amo a ti, como o sol à sua luz;
Amo a ti, porque é o ar que respiro;
Amo a ti, a ti meu ser me conduz.

File:Friedrich Rückert..jpg - Wikimedia Commons
Friedrich Rückert

Liebesfrühling, IV/39

Ich liebe dich, weil ich dich lieben muss
Ich liebe dich, weil ich nicht anders kann
Ich liebe dich nach einem Himmelsschluss
Ich liebe dich durch einen Zauberbann.

Dich liebe ich, wie die Rose ihren Strauch
Dich liebe ich, wie die Sonne ihren Schein
Dich liebe ich, weil du bist mein Lebenshauch
Dich liebe ich, weil dich lieben ist mein Sein.
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O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologia de Poetas da Língua Alemã, (diversos autores e tradutores), Apresentação e Seleção de Geir Campos, edição bilíngue, Clássicos de Bolso, 1985, Ediouro, Rio de Janeiro — RJ; Friedrich Rückert (1788 1866), nascido em Schweinfurt Alemanha, de pseudônimo Freimund Reimar, estudou Direito, Filologia e Estética, foi poeta, escritor e, autodidata em línguas orientais, apresentou a seus leitores alemães as literaturas árabe, persa, indiana e chinesa, através de traduções e imitações literárias; foi professor de Filologia Oriental em escolas alemãs; escreveu Geharnischte Sonette (Sonetos Exigentes, 1914), Die Weisheit des Brahmanen (A Sabedoria do Brâmane, seis volumes, 1836 1839), Liebesfrühling (Primavera de Amor, 1844) entre outros títulos; suas poesias foram musicadas por Schubert, Mahler, Robert e Clara Schumann, Strauss, Bartók e outros; recebeu premiações por sua obra.

domingo, 21 de junho de 2020

Ludwig Uhland: O bom camarada

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[traduzido por Amélia de Rezende Martins]

Eu tinha um camarada,
Amigo meu, sem par...
E o rufo dos tambores
A abafar nossas dores,
Fazendo nos marchar.

Os projéteis que explodem,
P’ra qual de nós serão?
Eis que um estilhaço o mata,
E o golpe me arrebata
O próprio coração!

Num gesto de agonia
Ainda me estende a mão;
Mas o dever me chama:
“A Pátria me reclama,
Adeus, querido irmão!”

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Ludwig Uhland

Der gute Kamerad

Ich hatt einen Kameraden,
Einen bessern findst du nit.
Die Trommel schlug zum Streite,
Er ging an meiner Seite
In gleichem Schritt und Tritt.

Eine Kugel kam geflogen;
Gilt's mir oder gilt es dir?
Ihn hat es weggerissen,
Er liegt mir vor den Füssen,
Als wär's ein Stück von mir.

Will mir die Hand noch reichen,
Derweil ich eben lad:
“Kann dir die Hand nicht geben;
Bleib du im ew'gen Leben
Mein guter Kamerad!”
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O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologia de Poetas da Língua Alemã, (diversos autores e tradutores), Apresentação e Seleção de Geir Campos, edição bilíngue, Clássicos de Bolso, 1985, Ediouro, Rio de Janeiro — RJ;  Johann Ludwig Uhland (1787 1862), alemão de Tübingen, à época ducado de Württemberg, estudou jurisprudência e formou-se em direito na universidade local, estudioso da literatura medieval, em especial da poesia alemã e francesa antigas, foi poeta, filólogo, historiador literário, advogado e político; bibliografia: Vaterländische Gedichte (coleção de poemas, 1815, com outras edições que incluíam novos poemas), Ernst, Herzog von Schwaben e Ludwig der Baier (obras dramáticas, 1818 e 1819, respectivamente)...; consta da biografia do poeta que suas baladas se tornaram amplamente populares e que algumas delas se transformaram em hinos.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Johann Wolfgang von Goethe: Recomendação

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[traduzido por Amélia de Rezende Martins]

Ai, que deve o homem esperar?
É melhor ficar inerte?
É melhor viver sem leme?
A algum amor se aferrar?
Deve em tenda residir?
Ou uma casa edificar?
Deve se fiar em rocha,
Tão sujeita a vacilar?
A cada um o seu tanto...
Cada qual rume com fé,
Pense onde se fixar
E não caia estando em pé.

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Johann von Goethe

Beherzigung

Ach, was soll der Mensch verlangen?
Ist es besser, ruhig bleiben?
Klammernd fest sich anzuhangen?
Ist es besser, sich zu treiben?
Soll er sich ein Häuschen bauen?
Soll er unter Zelten leben?
Soll er auf die Felsen trauen?
Selbst die festen Felsen beben.
Eines schickt sich nicht für alle.
Sehe jeder, wie er's treibe,
Sehe jeder, wo er bleibe,
Und wer steht, dass er nicht falle!
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O Livro de Ouro da Poesia Alemã — Antologias de Poetas da Língua Alemã, (diversos autores e tradutores), Apresentação e Seleção de Geir Campos, edição bilíngue, Clássicos de Bolso, 1985, Ediouro, Rio de Janeiro — RJ; Johann Wolfgang von Goethe (1749 1832), alemão de Frankfurt am Main (no antigo Sacro Império Romano-Germânico), teve na infância educação de múltiplas faces, formou-se em Direito, foi poeta, romancista, dramaturgo, diretor teatral, teórico de arte, filósofo, diplomata e funcionário do governo; Goethe realizou suas primeiras obras poéticas (canções e odes) ainda jovem; bibliografia: Die Laune des Verliebten (1768), Götz von Berlinchingen (1771 e 1773), Prometheus (1774), Os Sofrimentos do Jovem Werther (1774), Clavigo (1774), Urfaust (Fausto Zero, 1775), Egmont (1775), Ifigênia em Táurides (1779), Torquato Tasso (1780), Xenien (em conjunto com Friedrich Schiller, 1796), O Aprendiz de Feiticeiro (1797), Hermann e Dorothea (1798), Die natürliche Tochter (18011803), Fausto (parte I, 1806), Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister (1807), Teoria das Cores (1810), Aus meinem Leben. Dichtung und Wahreit (De minha vida. Poesia e verdade, autobiografia, 18111833), Viagem à Itália (relatos autobiográficos, 18131817), West-östlicher Divan (1819, e versão ampliada em 1827), Fausto (parte II, publicação póstuma, 1832) e muitas outras publicações em poesia, prosa e para dramaturgia; o poeta fez parte de dois movimentos literários importantes na Alemanha, o romantismo e o expressionismo, e influenciou a literatura em todo o mundo.