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terça-feira, 16 de abril de 2019

p. da silva: só o humor corrói

Resultado de imagem para só dói quando eu rio *
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da série #contemporaníssima2019

  • seria a loucura apenas um jeito de recusar a razão vigente no nosso tempo? alienista da silva
  • não proliferariam vendedores de gato por lebre se não existissem potenciais compradores no mercado. abravanel da silva
  • quando o ruim fica bom, está pior do que nunca. fernando apparício brinkerhoff torelly
  • se eu me atrasar, comece a crise sem mim. gail sheehy
  • não confunda o meu silêncio com aprovação a qualquer idiotice, só não quero ser tagarela. introspectivo da silva
  • idiota mesmo é o sujeito que ouvindo uma história com duplo sentido não entende nenhum dos dois. millôr fernandes
  • hobbes fracassou ou é tão somente o início de tempos hobbesianos? rousseau da silva
  • burrice conheço certos sujeitos que se caírem de quatro não só não se levantam como nem têm a menor vontade. millôr
  • viver no mundo da lua não tem graça nenhuma. la boétie da silva
  • senzala pra todo mundo ou locupletemo-nos todos. estanislau da silva
  • só o humor corrói. p. da silva

* nota do aprendiz de blogueiro deste verso e conversa: ziraldo
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p. da silva, abravanel da silva, estanislau da silva, rousseau da silva, la boétie da silva, introspectivo da silva e alienista da silva são um só frasista e uma só pessoa; os outros são os outros.

sábado, 3 de novembro de 2018

genésio dos santos: poema de qualquer jeito

Clique no título acima e... boa viagem.

Resultado de imagem para wittgenstein linguagem
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era uma vez... bem lá no começo,
deixei uns versos na gaveta:

          disse o poeta que se foi,
          que todos os seus heróis
          morreram de overdose.

          os meus, não!

          muitos foram pro governo,
          já não sei se são heróis.

          eu, que nem governo a mim mesmo,

          me vi fazendo poemas
          para não enlouquecer.

meus heróis estão morrendo
um pouco a cada dia
e todas suas façanhas
já roçam o esquecimento
de turbas e multidões.

no jogo das gerações
cada qual tem seu estilo
e todos pagam um preço.

enquanto correm os dias
vou me fazendo sujeito
fincado com os pés no chão.

cultivo um lado obscuro,
não vou aqui comentar
nem sei se um dia comento.

hoje, o meu humor
está mais pra laurel & hardy
do que para charles chaplin.

quer saber de uma coisa,
fuck you soa melhor ao seu ouvido
do que a palavra foda-se?

são paulo  sp, 3 de novembro de 2018.

Minha foto
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genésio dos santos ferreira, paulista e itapetiningano, nascido em 1952, caipira e filho de ferroviário, quase ex-telegrafista da estrada de ferro sorocabana, escreve desde os treze anos de idade; num dia foi bóia-fria, noutro foi ajudante de açougueiro, faturista de comércio de atacado e, ainda noutro, labutou em escritórios de contabilidade; veio pra são paulo no início da década de setenta do século e milênio passados e hoje é um bicho urbano adaptado; até dia desses foi bancário, hoje aposentado; poeta e cronista não tão ativo, escreveu e publicou número um  (poesias, 1978) cinco poeminhas (cartaz poético, 1981); como militante sindical, escreveu crônicas para os jornais o espelho — spfolha bancária e pilotou o devezenquandário na moita (1991 —  1997), editados sob a responsabilidade do sindicato dos bancários de são paulo; é aprendiz de blogueiro.

domingo, 8 de abril de 2018

Genésio dos Santos: o que fazer agora?

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sem medo
o homem
constrói
a teia
que destrói
o homem
que constrói
a teia
que envolve
o homem
que destrói
a teia
que destrói
o homem
que se amedronta.

Cinco Poeminhas (junho/1981)

Minha foto
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Genésio dos Santos, nascido em 1952, paulista de Itapetininga, caipira e filho de ferroviário, bancário aposentado, é poeta e cronista; escreveu Número Um — poesias (1978) Cinco Poeminhas  (cartaz poético, 1981), além de crônicas e outros textos para jornais sindicais (Na Moita, O Espelho — SP e Folha Bancária) sob a responsabilidade do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

sábado, 11 de novembro de 2017

P. da Silva: sonho & burrice

Resultado de imagem para a classe média brasileira
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(Acatar se ... é um informativo ainda experimental que mata a cobra e mostra a cobra morta — nº quase zero, março e abril/2001 — edição interna — tiragem: 1 exemplar)



as classes média e média baixa * que vivem de salário levam a vida tentando ingressar no paraíso; às vezes conseguem, mas logo dali são expulsas; retornam então ao purgatório e já não são mais aceitas; desiludidas, tentam viver isoladas sem perceber que as estão  mandando é para o inferno.




* Nota deste aprendiz de blogueiro: Alguns estudiosos definem como classe média no meio assalariado só quem, ao ficar sem emprego por pelo menos dois anos, seguir mantendo seu nível de vida com gastos em educação, alimentação, habitação, saúde, lazer, segurança etc.
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P. da Silva e Genésio dos Santos são uma só pessoa; Genésio dos Santos é aprendiz de blogueiro.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Tony Auth: Malhações


Tradução:



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Tony Auth (William Anthony Auth Jr.), nascido nos Estados Unidos (Akron, Ohio), em 1942, é cartunista editorial e, por seus desenhos, ganhou vários prêmios na área de jornalismo.