Mostrando postagens com marcador Silvio Romero. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Silvio Romero. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de agosto de 2018

Silvio Romero: A Viola

____________________
Quanto eu te amava, oh! rústico instrumento
Tu que as mágoas, as dores alivias
Da sertaneja, em mansas melodias,...
Inda hoje me vens ao pensamento!...

Puro e bom despertava o sentimento,
A alma dourando, como doura os dias
O sol  nosso conviva... e tu vertias
Teus gemidos sutis todos ao vento...

Companheira querida das matutas,
Confidente fiel de seus desejos,
De seus sonhos de amor, serenas lutas,

Como és boa da roça nos festejos,
Quando as morenas lânguidas, astutas,...
Amam pela prima o som dos beijos!...

Resultado de imagem para silvio romero
____________________
Sonetos Brasileiros — Séculos XVII ao XX, Coletânea organizada por Laudelino Freire, 1929, F. Briguiet & Cia. Editores, Rio de Janeiro — RJ; Silvio Vasconcelos da Silveira Ramos Romero (1851 1914), sergipano de Lagarto, com bacharelado pela Faculdade de Direito do Recife, foi advogado, jornalista, crítico literário, ensaísta, poeta, historiador, filósofo, sociólogo, cientista político, escritor, professor e político; colaborou como crítico literário em vários periódicos pernambucanos e cariocas; no Rio de Janeiro, lecionou Filosofia no Colégio Pedro II e fez parte do corpo docente da Faculdade Livre de Direito e da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais; suas obras: Cantos do fim do século (poesias, 1878), A filosofia no Brasil (1878), Interpretação filosófica dos fatos históricos (1880), A literatura brasileira e a crítica moderna. Ensaio de generalização (1880), Introdução à História da literatura brasileira (1882), Últimos Harpejos (poesias, 1883), Estudos de Literatura Contemporânea (1885), Contos populares do Brasil (1885), Estudos sobre a poesia popular do Brasil (1888), A filosofia e o ensino secundário (1889), Machado de Assis (1897), Martins Pena (1901), Parnaso sergipano (2 volumes, 1904), Evolução da literatura brasileira (1905), Zeverissimações ineptas da crítica (1909), e tantos outros títulos relacionados à crítica e estudos literários, cultura popular, história, filosofia, política e sociologia; Silvio Romero foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.