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[traduzido
por J. Carlos Lisboa]
Mamãe,
eu quero
ser de prata.
Filhinho,
terás
muito frio.
Mamãe,
eu quero
ser de água.
Filhinho,
terás
muito frio.
Mamãe,
borda-me
na tua almofada.
Isso,
sim:
agora
mesmo!
Canción tonta
Mamá,
yo quiero ser de plata.
Hijo,
tendrás mucho frío.
Mamá.
Yo quiero ser de agua.
Hijo,
tendrás mucho frío.
Mamá.
Bórdarme en tu almohada.
¡Eso sí!
¡Ahora mismo!
[Canciones 1921 — 1924 (1928)]
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Antologia de Poemas para a infância
(diversos autores), Organização de Henriqueta Lisboa e Ilustrações de Dawidson França,
3ª edição, 2009, Ediouro Publicações, Rio de Janeiro — RJ; Federico García Lorca
(1898 — 1936), espanhol nascido em Fuente Vaqueros, região da Andaluzia, foi dramaturgo
e poeta; escreveu e publicou Impressões e Paisagens (prosa, 1918), Livro de Poemas
(Libro de poemas, 1921), Ode a Salvador Dali (Oda a Salvador Dalí, 1926), Dona Rosita,
a solteira (teatro, 1927), Canciones — 1921 a 1924 (1928), Romancero Gitano — 1924
a 1927 (1928), Ode a Walt Whitman (1933), Bodas de Sangue (teatro, 1933), Yerma
(teatro, 1934), Sonetos do amor obscuro (Sonetos del Amor Oscuro, 1936), A Casa
de Bernarda Alba (teatro, 1936) e muitos outros títulos em verso e prosa ou dramaturgia;
Lorca, que teve parte de sua obra só publicada postumamente (Diván del Tamarit,
em 1940, e outros), foi uma das primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola; morreu
fuzilado pelas tropas nacionalistas do General Franco, que acabou por instalar a
ditadura franquista na Espanha.


