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Não sei como expressar o sentimento
De gratidão imensa que me invade…
Parece até um dos sonhos que eu invento,
Essas provas de afeto e de amizade,
Que de Vocês recebo. É um monumento
A sua indiscutível lealdade:
Na jornada que há tanto tempo enfrento,
Não pode haver maior felicidade.
Que essa de ter amigos como os tenho,
E que, de conservar, tanto me empenho,
Feliz, agradecida, emocionada.
Não sei como dizer… Mas, essas provas
De bem-querer são esperanças novas,
Semeando roseirais em minha estrada.
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232 Poetas Paulistas — Antologia, por
Pedro de Alcântara Worms, 1968, Editora Conquista, Rio de Janeiro — RJ; Colombina,
ou Yde (Adelaide) Schloenbach Blumenschein (1882 — 1963), paulista e paulistana,
fez parte de seus estudos na Alemanha; cronista e poetisa, publicou seus primeiros
poemas por volta de 1900, n’A Tribuna, de Santos — SP; colaborou com revistas e
jornais de sua época, como O Malho, Fon-Fon, Careta, Jornal das Moças, muitas vezes
utilizando pseudônimos Colombina ou Paula Brasil; criou a Casa do Poeta Lampião
de Gás e O Fanal, periódico da Casa, por ela editado e do qual foi diretora; escreveu
e publicou Vislumbres (poesias, 1908), Versos em La menor (1930), Lampião de Gás
(1937), Uma cigarra cantou para você (1946), Distância: poemas de amor e de renúncia
(1948), Trovas (1955), Cantigas ao Luar (1960), Rapsódia Rubra: Poemas à Carne (1961)
e outros títulos; a poetisa, poliglota, falava alemão, francês, inglês, espanhol
e italiano, além da língua pátria.
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