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Quando o sol da ventura empalidece
E a gente sofre, e chora, e se amargura,
Sentindo a alma ferida que estremece
A debater-se numa noite escura.
Diz o homem, sempre ansioso de ventura:
“ — É uma
nuvem que passa!” E a dor esquece
E o sol de novo espera e a luz procura
E ela chega e depois desaparece.
E esta é a vida imperfeita. E viva o mundo,
Mergulhado ao sonho mais profundo,
Sempre a espera da nuvem que o ameaça...
E sempre atrás de um bem que não existe,
A repetir à alma cansada e triste:
— É uma nuvem ligeira!... A nuvem passa!
* Nota do blogue Verso e
Conversa: O atrevidíssimo aprendiz de blogueiro desta página expõe que, em Luiz
Edmundo — Série Essecial
41, Academia Brasileira de Letras, a organizadora/autora Maria Inez Turazzi
escreve que Luiz Edmundo é o pseudônimo de Luiz de Mello Pereira da Costa; este
aprendiz ainda acrescenta que o nome ‘Edmundo’ vem de seu pai, Edmundo Pereira
da Costa; o poeta publicou suas obras com o nome/pseudônimo, e assim ficou
conhecido na literatura e na vida: Luiz Edmundo.
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Inspirados Sonetos de Autores
Brasileiros e Portugueses, Organização e Seleção de Milton Xavier de Carvalho e
Prefácio de Morvan Acayaba de Rezende, 1996, FUMARC — Fundação Mariana Resende
Costa, Contagem — MG; Luiz ‘Edmundo’ de Mello Pereira da Costa (1878 — 1961), fluminense e carioca,
foi jornalista, historiador, memorialista, teatrólogo, cronista e poeta; dos
oito aos quinze anos, estudou como interno no Colégio Abílio, famoso instituto
de ensino para meninos, a convite do Barão de Macaúbas, diretor e dono daquela
instituição; como jornalista, colaborou n’A Imprensa, no Correio da Manhã, e
também dirigiu a Revista Contemporânea, associando-se à vanguarda do Simbolismo
brasileiro; a partir de 1907, Luiz Edmundo divide o seu tempo entre o
jornalismo, a pesquisa histórica e a atividade comercial, como corretor de
navios e despachante alfandegário da marinha mercante francesa; suas obras:
Nimbos (1900), Turíbulos (1900), Poesias (1907), Rosa dos Ventos (1919), Um
Apelo à Razão (peça traduzida, Un Appel à la Raison, [de Georges Enaut], 1926),
A Marquesa de Santos (peça teatral, 1924), De algumas fábulas de Trilussa
(1927), Dom João VI (peça teatral, 1928), O Rio de Janeiro do meu tempo — 3 volumes (memórias, 1938), Farias
Brito (1941), Recordações do Rio antigo (1950), ...; pertenceu à ABL — Academia Brasileira de Letras.