____________________
Sá dona, 2 eu sou marruêro!...
Nacendo, cumo tinguí,
fui ruim, cumo piranha,
mais pió que sucuri.
Pixúna daquelas banda,
véve a gente a campiá!...
Deus fez o hôme, sá dona,
prá vivê sêmpe a lutá.
Meu pai foi bixo timíve
e eu fui timíve tômbém!
O pinto já sai do ovo
cum a pinta que o galo tem.
Se meu pai foi marruêro,
havéra de eu tá na tóca,
a rapá no caitetú
a massa da mandioca?!
Bebedô de manduréba,
pissuindo carne e caroço,
eu nunca vi cabra macho
que me fizesse sobrôço!
Nunca drumí uma noite
imbaxo de tejupá!...
Nací prá vivê nas gróta,
prá vivê nos môcôsá...
prá drumi longe dos rancho,
purriba duns gravatá...
vendo a lua pulas fôia
d’um férmôso iriribá!
Nos gaio da umarizêra,
o cantá do sanhassú;
na boca triste da noite,
o gimido da inhabú...
as tuada da cabôca,
lavando n’água do rio,
e os canto, prú via dela,
nos samba... nos disafio...
nada disso, não, sá dona,
me dava sastisfação,
cumo o mugido bravio
dos valente barbatão!
Nada fazia, sá dona,
o coração me pulá,
cumo uví pulas varjóta,
os berro dos marruá!
Na paz de Deus eu vivia
nos brêdo dos matagá,
tocando a minha viola
só prá meu gado iscutá.
Lá, prás banda onde eu vivia 3
já se falava do amô:
todas as boca dizia
que era farso e matadô!
Mas porém, foi trazantonte,
no samba do Zé Benito,
que eu apanhei uma chifrada
que me deu esse Mardito!
Nas marvadage do Amô
não hai cabra que não cáia,
quando o diabo tira a roupa,
tira o chifre e tira o rabo
prá se vistí cuma sáia!
Se adisfoiando n’um samba,
cantando uma alouvação,
eu vi a frô dos cabôrge
das morena do sertão!
Trazia dento dos óio
instrépe e mé, cumo a abêia!
Oiôu-me cumo uma onça!...
E, ao despois, cumo uma ovêia!
Aqueles óio, sá dona, 4
eu confesso a vasmincê,
ruía a gente prú dento
que nem dois caxinguelê!
Sem mardade, um bêjo dado
naquela boca orvaiada,
havéra de tê, sá dona,
o chêro das madrugada!
A fala dela, sá dona,
era o gemê do regato,
que vae bêjando as fôiáje,
que cái da bôca dos mato!
As duas rôla morena,
prú baxo do cabeção,
chêrava 5 cumo a água fresca,
das lagôa do sertão!...
Pruquê os dois peito alembrava
dois maduro cajá-manga,
e a bôca, toda vremeia,
paricia uma pitanga.
Chêrava as mão da cabôca,
cumo os verde maturí!...
Era taliquá, sá dona,
dois ninho de jurití!
Os pezinho da cabôca 6,
quando dansava o baião,
paricia dois pombinho,
a mariscá pulo chão!
Ai, sá dona!... 7 A sáia dela,
cô das pena da irerê,
tinha os ôrôma 8 dos mato,
quando vai anoitecê!!
Aquêles braço, sá dona 9,
(Deus não me castigue, não!!)
tinha o calô das fuguêra 10
das noite de São João!...
Sá dona!... Os cabelo dela
tinha o calô naturá
da pomba virge dos mato,
quando cumeça a aninhá!...
Apois, os cabelo dela
tão prêto prô chão caía,
que toda a frô que butava
nos cabelo, a frô murchava,
pensando que anoiticia!!
O suô que ela suava
no samba, chêrava tanto,
que inté a gente sintia 11
um chêro de dia santo!
As anca, as cadêra dela,
surrupiando no côco,
toda a se tamborilá,
a móde que parecia
o xaquaiá de uma onda,
que vem jupiando, redonda,
na praia se derramá!
Japiaçóca dos brejo,
no arrastado do rojão,
cantava cum tanta magua,
cum tanto amô e paxão,
que ispaiava, no terrêro,
um chêro de coração! 12
O coração das viola
aparava, de mansinho,
se os dois fióte de rola, 13
pulava fóra do ninho!...
Entonce, aquêles dois óio,
sereno, cumo o luá,
vinha prá riba da gente,
taliquá dois marruá.
Intrava dento da gente,
cumo duas zelação!...
Mas porém, a gente via,
no fundo daqueles óio,
a hora da Ave-Maria,
gemendo nas corda fria
das viola do sertão!!!
Prú móde daqueles óio,
dois marvado mucuim,
um violêro, afulêmado,
partiu prá riba de mim!
Temperei minha viola,
intrei logo a puntiá,
e ambos os dois nos peguêmo, 14
n’um disafio, ao luá!
Prémêtí a Santo Antônio,
se eu saísse vencedô, 15
de infeitá o seu fiínho
cum um ramaiête de frô!
Só despois que nestas corda
fiz pinto cessá xerêm,
vi que o bichão se chamava:
— Manué Juaquim do Muquêm.
Manué Juaquim era um cabra
naturá de Piancó!...
Quando gimia no pinho,
chorava, cumo um jaó!
Eu, sá dona, arrespundia
nestas corda de quandú,
e os acalanto se abria,
cumo as frô do imbirucú.
Foi despois do disafio,
quando eu saí vencedô,
que os canto e os gemê dos pinho
n’uma porquêra 16 acabô.
Inquanto nós dois cantava,
sem ninguém tê dado fé,
tinha fugido a cabôca
cum o Pedro Cachitoré!!! 17
Tinha fugido, sá dona,
aquela frô dos meus ai,
cumo uma istrela que foge,
sem se sabê prá onde vai!!
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
O canto alegre dos galo 17-a
nos sertão 18 amiudava!...
Nos taquará das lagôa
as saracura cantava!...
Cantando, 19 passava um bando
das verde maracanã!...
Férmosa, cumo a cabôca,
vinha rompendo a minhã!
O vento manso da serra
vinha acordando os caminho!...
Vinha das mata chêrosa
um chêro de passarinho!...
Lá, no fundo 20 d’uma gróta,
adonde um córgo gimía,
gargaiava as siriêma
cum o fresco nacê do dia.
Uma araponga, atrépada
n’um braço de mato, im frô,
gritava, cumo si fôsse
os grito da minha dô!!
E a sabiá, lá nos gaio
da larangêra, 21 serena,
cantava, 22 cumo si fosse
uma viola de pena!
Um passarinho inxirido,
mardosamente iscundido
nas fôia de um tamburi,
sastifeito, mangofando,
de mim se ria, gritando
lá de longe: “bem te vi”!
Chegando na incruziada,
despois do dia rompê,
sipurtei o meu segredo
n’um véio tronco de ipê.
Dênde essa hora, inté hoje,
eu conto as hora, a pená!...
Eu vórto a sê marruêro!...
Vou vivê cum os marruá!
Eu tinha o corpo fechado
prá tudo o que é marvadez!
Só de surucucutinga
eu fui murdido trez vez!... 23
Dos marruá mais bravio,
que nos grotão derribei,
munta pontada, sá dona, 24
munta chifrada 25 eu levei.
Prá riba de mim, Deus pode
mandá o que êle quizé!
O mundo é grande, sá dona,
Grande é o amô!... Grande é a fé!...
Grande é o pudê de Maria,
ispôsa de São José!...
O Diabo, também, sá dona, 26
foi grande!... Cumo inda é!!!
Mas porém, nada é mais grande,
mais grande que Deus inté,
que uma cornada dos chifre 27
dos óio d’uma muié!
(Meu Sertão, 1918, Rio de Janeiro, Livraria Castilho,
Sá dona, 2 eu sou marruêro!...
Nacendo, cumo tinguí,
fui ruim, cumo piranha,
mais pió que sucuri.
Pixúna daquelas banda,
véve a gente a campiá!...
Deus fez o hôme, sá dona,
prá vivê sêmpe a lutá.
Meu pai foi bixo timíve
e eu fui timíve tômbém!
O pinto já sai do ovo
cum a pinta que o galo tem.
Se meu pai foi marruêro,
havéra de eu tá na tóca,
a rapá no caitetú
a massa da mandioca?!
Bebedô de manduréba,
pissuindo carne e caroço,
eu nunca vi cabra macho
que me fizesse sobrôço!
Nunca drumí uma noite
imbaxo de tejupá!...
Nací prá vivê nas gróta,
prá vivê nos môcôsá...
prá drumi longe dos rancho,
purriba duns gravatá...
vendo a lua pulas fôia
d’um férmôso iriribá!
Nos gaio da umarizêra,
o cantá do sanhassú;
na boca triste da noite,
o gimido da inhabú...
as tuada da cabôca,
lavando n’água do rio,
e os canto, prú via dela,
nos samba... nos disafio...
nada disso, não, sá dona,
me dava sastisfação,
cumo o mugido bravio
dos valente barbatão!
Nada fazia, sá dona,
o coração me pulá,
cumo uví pulas varjóta,
os berro dos marruá!
Na paz de Deus eu vivia
nos brêdo dos matagá,
tocando a minha viola
só prá meu gado iscutá.
Lá, prás banda onde eu vivia 3
já se falava do amô:
todas as boca dizia
que era farso e matadô!
Mas porém, foi trazantonte,
no samba do Zé Benito,
que eu apanhei uma chifrada
que me deu esse Mardito!
Nas marvadage do Amô
não hai cabra que não cáia,
quando o diabo tira a roupa,
tira o chifre e tira o rabo
prá se vistí cuma sáia!
Se adisfoiando n’um samba,
cantando uma alouvação,
eu vi a frô dos cabôrge
das morena do sertão!
Trazia dento dos óio
instrépe e mé, cumo a abêia!
Oiôu-me cumo uma onça!...
E, ao despois, cumo uma ovêia!
Aqueles óio, sá dona, 4
eu confesso a vasmincê,
ruía a gente prú dento
que nem dois caxinguelê!
Sem mardade, um bêjo dado
naquela boca orvaiada,
havéra de tê, sá dona,
o chêro das madrugada!
A fala dela, sá dona,
era o gemê do regato,
que vae bêjando as fôiáje,
que cái da bôca dos mato!
As duas rôla morena,
prú baxo do cabeção,
chêrava 5 cumo a água fresca,
das lagôa do sertão!...
Pruquê os dois peito alembrava
dois maduro cajá-manga,
e a bôca, toda vremeia,
paricia uma pitanga.
Chêrava as mão da cabôca,
cumo os verde maturí!...
Era taliquá, sá dona,
dois ninho de jurití!
Os pezinho da cabôca 6,
quando dansava o baião,
paricia dois pombinho,
a mariscá pulo chão!
Ai, sá dona!... 7 A sáia dela,
cô das pena da irerê,
tinha os ôrôma 8 dos mato,
quando vai anoitecê!!
Aquêles braço, sá dona 9,
(Deus não me castigue, não!!)
tinha o calô das fuguêra 10
das noite de São João!...
Sá dona!... Os cabelo dela
tinha o calô naturá
da pomba virge dos mato,
quando cumeça a aninhá!...
Apois, os cabelo dela
tão prêto prô chão caía,
que toda a frô que butava
nos cabelo, a frô murchava,
pensando que anoiticia!!
O suô que ela suava
no samba, chêrava tanto,
que inté a gente sintia 11
um chêro de dia santo!
As anca, as cadêra dela,
surrupiando no côco,
toda a se tamborilá,
a móde que parecia
o xaquaiá de uma onda,
que vem jupiando, redonda,
na praia se derramá!
Japiaçóca dos brejo,
no arrastado do rojão,
cantava cum tanta magua,
cum tanto amô e paxão,
que ispaiava, no terrêro,
um chêro de coração! 12
O coração das viola
aparava, de mansinho,
se os dois fióte de rola, 13
pulava fóra do ninho!...
Entonce, aquêles dois óio,
sereno, cumo o luá,
vinha prá riba da gente,
taliquá dois marruá.
Intrava dento da gente,
cumo duas zelação!...
Mas porém, a gente via,
no fundo daqueles óio,
a hora da Ave-Maria,
gemendo nas corda fria
das viola do sertão!!!
Prú móde daqueles óio,
dois marvado mucuim,
um violêro, afulêmado,
partiu prá riba de mim!
Temperei minha viola,
intrei logo a puntiá,
e ambos os dois nos peguêmo, 14
n’um disafio, ao luá!
Prémêtí a Santo Antônio,
se eu saísse vencedô, 15
de infeitá o seu fiínho
cum um ramaiête de frô!
Só despois que nestas corda
fiz pinto cessá xerêm,
vi que o bichão se chamava:
— Manué Juaquim do Muquêm.
Manué Juaquim era um cabra
naturá de Piancó!...
Quando gimia no pinho,
chorava, cumo um jaó!
Eu, sá dona, arrespundia
nestas corda de quandú,
e os acalanto se abria,
cumo as frô do imbirucú.
Foi despois do disafio,
quando eu saí vencedô,
que os canto e os gemê dos pinho
n’uma porquêra 16 acabô.
Inquanto nós dois cantava,
sem ninguém tê dado fé,
tinha fugido a cabôca
cum o Pedro Cachitoré!!! 17
Tinha fugido, sá dona,
aquela frô dos meus ai,
cumo uma istrela que foge,
sem se sabê prá onde vai!!
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
O canto alegre dos galo 17-a
nos sertão 18 amiudava!...
Nos taquará das lagôa
as saracura cantava!...
Cantando, 19 passava um bando
das verde maracanã!...
Férmosa, cumo a cabôca,
vinha rompendo a minhã!
O vento manso da serra
vinha acordando os caminho!...
Vinha das mata chêrosa
um chêro de passarinho!...
Lá, no fundo 20 d’uma gróta,
adonde um córgo gimía,
gargaiava as siriêma
cum o fresco nacê do dia.
Uma araponga, atrépada
n’um braço de mato, im frô,
gritava, cumo si fôsse
os grito da minha dô!!
E a sabiá, lá nos gaio
da larangêra, 21 serena,
cantava, 22 cumo si fosse
uma viola de pena!
Um passarinho inxirido,
mardosamente iscundido
nas fôia de um tamburi,
sastifeito, mangofando,
de mim se ria, gritando
lá de longe: “bem te vi”!
Chegando na incruziada,
despois do dia rompê,
sipurtei o meu segredo
n’um véio tronco de ipê.
Dênde essa hora, inté hoje,
eu conto as hora, a pená!...
Eu vórto a sê marruêro!...
Vou vivê cum os marruá!
Eu tinha o corpo fechado
prá tudo o que é marvadez!
Só de surucucutinga
eu fui murdido trez vez!... 23
Dos marruá mais bravio,
que nos grotão derribei,
munta pontada, sá dona, 24
munta chifrada 25 eu levei.
Prá riba de mim, Deus pode
mandá o que êle quizé!
O mundo é grande, sá dona,
Grande é o amô!... Grande é a fé!...
Grande é o pudê de Maria,
ispôsa de São José!...
O Diabo, também, sá dona, 26
foi grande!... Cumo inda é!!!
Mas porém, nada é mais grande,
mais grande que Deus inté,
que uma cornada dos chifre 27
dos óio d’uma muié!
(Meu Sertão, 1918, Rio de Janeiro, Livraria Castilho,
A. J.
de Castilho — editor, pág. 75 a 85.)

Notas de Péricles Eugênio da
Silva Ramos:
1 Domador de touros, pastor de gado.
2 Em transcrições posteriores (p. ex., Meu
Sertão, 15ª edição, Rio, 1954, págs. 79 e segs. o vocativo — Sá dona, foi substituído
por “marruêro”.
3 Na transcrição citada, pág. 81, está: “naci”,
ao invés de “vivia”.
4 “xingoso”, ao invés de “sá dona”, na edição
citada, pág. 82.
5 Está “trimia”, ao invés de “chêrava”; e
antes do verso seguinte, foi intercalado este “quando o vento bêja as agua”, na
edição referida, pág. 83.
6 Na edição citada, pág. 83: “curumba”, ao
invés de “cabôca”.
7 Na transcrição mencionada, pág. 83, está: “Eu
me alembro”, substituindo “Ai, sá dona!”
8 “tinha sôdade”, na transcrição citada, pág.
83, ao invés de “tinha os orôma”.
9 Na pág. 84 da edição mencionada, está “Aqueles
braço de fogo”.
10 Na edição referida,
pág. 84, está “quêmava cumo as fuguêra”.
11 Entre esse verso e o
que se lhe segue, foi acrescentado, na edição citada, pág. 84, um outro: “um
chêro de igreja nova”.
12 Na edição citada,
pág. 85: “os ôrôma do coração”.
13 Na pág. 85 da edição
referida foi intercalado, entre esse verso e o seguinte, um outro: “quando ela
tava sambando”.
14 Na edição citada,
pág. 86, está: “se”, ao invés de “nos”.
15 Na transcrição da
edição citada, pág. 86, está: “se eu vencesse o cantadô”.
16 Na edição citada,
pág. 87, está: “n’um turumbamba acabou”.
17 Entre essa quadra e
a seguinte, foi intercalada, na edição referida, pág. 87, uma outra: “Tinha
fugido a curumba/cum aquele bode ronhêro./um tocadô de pandêro/e runfadô de
zabumba!”
17-a Essa quadra é
precedida, na edição referida, pág. 88, da seguinte: “Na luz do Só, que
acordava,/lá, no coró do Nacente,/a móde que Deus, contente,/cum a natureza
sonhava!”
18 Na edição citada,
pág. 88, está: “nos capoerão”.
19 Na edição citada,
pág.88, está: “Alegre”, ao invés de “Cantando”.
20 Na transcrição
referida, pág. 88, está: “fundão”.
21 Na transcrição
mencionada, pág. 89, está “tabibúia”, ao invés de “larangêra”.
22 Na pág. 89, da
edição citada: “trinava”, ao invés de “cantava”.
23 Depois dessa
estrofe, na edição citada, pág. 90, há esse terceto: “tândo cum o corpo
fechado,/prás feitiçage do Amô,/pensei que eu tava curado!”
24 Na edição citada,
pág. 90, está: “munta chifrada penosa”.
25 Na edição
mencionada, pág. 90, está: “marrada”, ao invés de “chifrada”.
26 Está, na edição
citada, pág. 90: “O diabo, o Anjo mardito”.
27 Na edição referida,
pág. 90, está: “que uma chifrada, marruêro”.
____________________
Panorama da Poesia Brasileira, Volume V — Pré-Modernismo, por Fernando Góes, 1960, Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro — RJ; Catulo da Paixão Cearense (1863 — 1946), maranhense de São Luís, que interrompeu seus estudos para ser cantador, foi relojoeiro, poeta, músico, compositor, violonista, professor, teatrólogo e cantador; em 1912 compôs o seu primeiro poema, ‘O Marruêro’, um dos mais famosos de sua obra poética; transferindo-se para o Rio de Janeiro, já adolescente, durante anos dedicou-se à composição de modinhas que o celebrizaram e estão incorporadas na música popular brasileira, ‘Luar do Sertão’, ‘Cabôca de Caxangá’, ‘Talento e Formosura’; sua bibliografia: Meu Sertão (1918), Sertão em Flor (1919), Poemas Bravios, Aos Pescadores (1923), Mata Iluminada, O Evangelho das Aves, Fábulas e Alegorias, Alma do Sertão (1928), Um Caboclo Brasileiro, Poemas Escolhidos (1944), Um Boêmio no Céu, e outros títulos; ainda em vida, o poeta foi homenageado com um busto, erigido no Passeio Público, no Rio de Janeiro, cidade onde ele sempre viveu desde que viera do norte.
Panorama da Poesia Brasileira, Volume V — Pré-Modernismo, por Fernando Góes, 1960, Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro — RJ; Catulo da Paixão Cearense (1863 — 1946), maranhense de São Luís, que interrompeu seus estudos para ser cantador, foi relojoeiro, poeta, músico, compositor, violonista, professor, teatrólogo e cantador; em 1912 compôs o seu primeiro poema, ‘O Marruêro’, um dos mais famosos de sua obra poética; transferindo-se para o Rio de Janeiro, já adolescente, durante anos dedicou-se à composição de modinhas que o celebrizaram e estão incorporadas na música popular brasileira, ‘Luar do Sertão’, ‘Cabôca de Caxangá’, ‘Talento e Formosura’; sua bibliografia: Meu Sertão (1918), Sertão em Flor (1919), Poemas Bravios, Aos Pescadores (1923), Mata Iluminada, O Evangelho das Aves, Fábulas e Alegorias, Alma do Sertão (1928), Um Caboclo Brasileiro, Poemas Escolhidos (1944), Um Boêmio no Céu, e outros títulos; ainda em vida, o poeta foi homenageado com um busto, erigido no Passeio Público, no Rio de Janeiro, cidade onde ele sempre viveu desde que viera do norte.
