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Tenho n’alma um segredo e um mistério na vida:
— Um afeto eternal num momento nascido;
Calarei este amor, que a esperança é perdida
E quem me faz sofrer não me tem entendido...
Ah! passando por ela, então, despercebido
desta linda visão, todavia querida!
Eu findarei no mundo, assim, a minha vida,
Nada ousando pedir e nada tendo ouvido.
Se bem que seja terna e de carinho cheia,
Sempre a vejo ao meu lado, indiferente e alheia
Ao sussurro do amor que aos seus pés descerá.
Piedosamente fiel a um dever tão santo,
Ela dirá ao ler os versos que eu descanto:
— “Quem é esta mulher?” — mas não compreenderá...
[Colhido num artigo de Lincoln de
Souza, em Gazeta de
Notícias, do
Rio de Janeiro, edição de... (?)].
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O Soneto de Arvers — Mello Nóbrega, 1957, 2ª edição, Livraria São José, Rio de Janeiro — RJ; sobre a autora Luísa
de Oliveira, nada foi encontrado em pesquisa.