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quinta-feira, 10 de abril de 2025

Sierguéi Iessiênin: Naves-Éguas [trechos]


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[traduzido por Augusto de Campos]

De Naves-Éguas

I —

Quando o lobo ulula para a lua
É porque as nuvens destroçaram o céu.
Ventres rasgados de éguas,
Negras velas de corvos ao léu.

O azul não cravará as garras
Do escarro-esgoto dos ciclones.
Desfolha-se ao nitrido das borrascas
O jardim auriconífero dos crânios.

Ouvis os sons que golpeiam o escuro?
São os ancinhos da aurora pelos prados.
Com remos de braços decapitados
Remais para a terra do futuro.

Navegai para os altos horizontes!
Lançai gritos de corvos do arco-íris!
Logo a árvore branca deixará cair
Uma folha amarela a minha fronte.

5 —

Quero cantar, cantar, cantar, cantar!
Eu não ofenderei cabra nem lebre.
Se há algo na vida que nos faz chorar,
Algo também nos faz ficar alegres.

A maçã da alegria todos portam,
Mas o assobio do ladrão nos ronda.
E o outono, sábio jardineiro, um dia corta
Uma folha amarela – a minha fronte.

Há uma só senda no jardim da aurora.
Vento de outubro corrói a floresta.
Para conhecer tudo e não ter glória
Veio ao mundo o poeta.

Veio para beijar as vacas
E ouvir no coração o triturar da aveia.
Cava, foice de versos, cava!
Vai, sol-arbusto, e flor-semeia!

[Setembro de] 1919

Sierguéi Iessiênin

КОБЫЛЬИ КОРАБЛИ

1

Если волк на звезду завыл,
Значит, небо тучами изглодано.
Рваные животы кобыл,
Черные паруса воронов.

Не просунет когтей лазурь
Из пургового кашля-смрада;
Облетает под ржанье бурь
Черепов златохвойный сад.

Слышите ль? Слышите звонкий стук?
Это грабли зари по пущам.
Веслами отрубленных рук
Вы гребетесь в страну грядущего.

Плывите, плывите в высь!
Лейте с радуги крик вороний!
Скоро белое дерево сронит
Головы моей желтый лист.

5

Буду петь, буду петь, буду петь!
Не обижу ни козы, ни зайца.
Если можно о чем скорбеть,
Значит, можно чему улыбаться.

Все мы яблоко радости носим,
И разбойный нам близок свист.
Срежет мудрый садовник-осень
Головы моей желтый лист.

В сад зари лишь одна стезя,
Сгложет рощи октябрьский ветр.
Все познать, ничего не взять
Пришел в этот мир поэт.

Он пришел целовать коров,
Слушать сердцем овсяный хруст.
Глубже, глубже, серпы стихов!
Сыпь черемухой, солнце-куст!

Сентябрь 1919
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Poesia Russa Moderna [várias autorias] — Traduções e Notas de Augusto e Haroldo de Campos e de Boris Schnaiderman, com revisão e colaboração mútuas dos tradutores, e Prefácios da 1ª e 2ª edições de Boris Schnaiderman, Coleção Signos Volume 33, 2ª reimpressão da 6ª edição, 2012, Editora Perspectiva, São Paulo — SP; Sergei Alexandrovich Yesenin ou Sierguéi Iessiênin (1895 1925), russo de Konstantinovo, região de Ryazan Oblast, à época Império Russo, estudou em escola rural, frequentou seminário e foi poeta; aos dezessete anos mudou-se para Moscou, de 1912 a 1915 estudou na Universidade do Povo da Cidade de Moscou em homenagem a A. L. Shanyavsky, trabalhou como tipógrafo e revisor; começou a escrever poemas, participou de grupos literários e publicou seu primeiro livro, Ritual para os Mortos (Radunitsa Радуница, 1916); apoiou a Revolução de Outubro por acreditar que proporcionaria uma vida melhor ao campesinato, o que se refletiu em outro volume de poemas, Otherland; logo desiludiu-se e passou a criticar o governo bolchevique o que reflete em seu poema O outubro vermelho me enganou; em 1922 casa-se pela terceira vez, agora com a dançarina Isadora Duncan e a acompanha em turnê pela Europa; alcoolista, bebendo frequentemente e com o comportamento mudado, recebe muita crítica negativa na imprensa internacional; em 1923 retorna para sua terra natal e publica Tavern Moscou, Confessions of a Hooligan, Deolate and Pale Moonlight e The Black Man; sua saúde mental entra em declínio, é hospitalizado e, após alta em 27 de dezembro de 1925, corta os pulsos, escreve um poema de despedida com o próprio sangue (До свиданья, друг мой, до свиданья Até logo, Até logo, Companheiro”) e depois comete suicídio por enforcamento; embora tenha sido um dos poetas mais populares da Rússia, teve grande parte de seus textos proibida durante o governo de Joseph Stálin; somente em 1966 foram republicadas na Rússia suas obras completas; nos meios literários, o poeta é considerado o maior expoente do chamado Imagismo Russo, viveu com a mesma geração a que também pertenceu Vladimir Maiakóvski, um seu grande admirador; o suicídio de Iessiênin causou grande impacto na opinião pública da época: Maiakóvski escreveu “A Sierguéi Iessiênin (Сергей Есенин) um poema crítico em resposta ao suicídio e ao poema do suicida, escrito com sangue; suas obras: Radunitsa (1916); Livro Rural das Horas (1918), Inoniya (1918); Confessions of a Hooligan (1921); Pugachyov (1922).

domingo, 2 de março de 2025

Sierguéi Iessiênin: Pobre escrevinhador, . . .


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[traduzido por Augusto de Campos]

Pobre escrevinhador, é tua
A sina de cantar a lua?
Há muito o meu olhar definho
No amor, nas cartas e no vinho.

Ah, a lua entra pelas grades
A luz tão forte corta os olhos
Eu joguei na dama de espadas
E só me veio o ás de ouros*.

1925

Sierguéi Iessiênin

Сочинитель бедный, это ты ли
Сочиняешь песни о луне?
Уж давно глаза мои остыли
На любви, на картах и вине.

Ах, луна влезает через раму,
Свет такой, хоть выколи глаза...
Ставил я на пиковую даму,
А сыграл бубнового туза.

[4/5] октября 1925

* Nota do tradutor Augusto de Campos: Marca na roupa dos forcados.
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Poesia Russa Moderna [várias autorias] — Traduções e Notas de Augusto e Haroldo de Campos e de Boris Schnaiderman, com revisão e colaboração mútuas dos tradutores, e Prefácios da 1ª e 2ª edições de Boris Schnaiderman, Coleção Signos Volume 33, 2ª reimpressão da 6ª edição, 2012, Editora Perspectiva, São Paulo — SP; Sergei Alexandrovich Yesenin ou Sierguéi Iessiênin (1895 1925), russo de Konstantinovo, região de Ryazan Oblast, à época Império Russo, estudou em escola rural, frequentou seminário, e foi poeta; aos dezessete anos mudou-se para Moscou, de 1912 a 1915 estudou na Universidade do Povo da Cidade de Moscou em homenagem a A. L. Shanyavsky, trabalhou como tipógrafo e revisor; começou a escrever poemas, participou de grupos literários e publicou seu primeiro livro, Ritual para os Mortos (Radunitsa — Радуница, 1916); apoiou a Revolução de Outubro por acreditar que proporcionaria uma vida melhor ao campesinato, o que se refletiu em outro volume de poemas, Otherland; logo desiludiu-se e passou a criticar o governo bolchevique o que reflete em seu poema O outubro vermelho me enganou; em 1922 casa-se pela terceira vez, agora com a dançarina Isadora Duncan e a acompanha em turnê pela Europa; alcoolista, bebendo frequentemente e com o comportamento mudado, recebe muita crítica negativa na imprensa internacional; em 1923 retorna para sua terra natal e publica Tavern Moscou, Confessions of a Hooligan, Deolate and Pale Moonlight e The Black Man; sua saúde mental entra em declínio, é hospitalizado e, após alta em 27 de dezembro de 1925, corta os pulsos, escreve um poema de despedida com o próprio sangue (До свиданья, друг мой, до свиданья Até logo, Até logo, Companheiro”) e depois comete suicídio por enforcamento; embora tenha sido um dos poetas mais populares da Rússia, teve grande parte de seus textos proibida durante o governo de Joseph Stálin; somente em 1966 foram republicadas na Rússia suas obras completas; nos meios literários, o poeta é considerado o maior expoente do chamado Imagismo Russo, viveu com a mesma geração a que também pertenceu Vladimir Maiakóvski, um seu grande admirador; o suicídio de Iessiênin causou grande impacto na opinião pública da época: Maiakóvski escreveu “A Sierguéi Iessiênin (Сергей Есенин) um poema crítico em resposta ao suicídio e ao poema do suicida, escrito com sangue; suas obras: Radunitsa (1916); Livro Rural das Horas (1918), Inoniya (1918); Confessions of a Hooligan (1921); Pugachyov (1922).

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Maiakóvski: A Sierguéi Iessiênin

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[traduzido por Augusto de Campos]

Você partiu,
como se diz,
para o outro mundo.
Vácuo...
Você sobe,
entremeado às estrelas.
Nem álcool,
nem moedas.
Sóbrio.
Vôo sem fundo.
Não, lessiênin,
não posso
fazer troça,
Na boca
uma lasca amarga
não a mofa.
Olho
sangue nas mãos frouxas,
você sacode
o invólucro
dos ossos.
Pare,
basta!
Você perdeu o senso?
Deixar
que a cal
mortal
lhe cubra o rosto?
Você,
com todo esse talento
para o impossível,
hábil
como poucos.
Por quê?
Para quê?
Perplexidade.
É o vinho!
a crítica esbraveja.
Tese:
refratário à sociedade.
Corolário:
muito vinho e cerveja.
Sim,
se você trocasse
a boêmia
pela classe,
A classe agiria em você,
e lhe daria um norte.
E a classe
por acaso
mata a sede com xarope?
Ela sabe beber
nada tem de abstêmia.
Sim,
se você tivesse
um patrono no "Posto"1 
ganharia
um conteúdo
bem diverso:
todo dia
uma quota
de cem versos,
longos
e lerdos,
como Dorônin2.
Remédio?
Para mim,
despautério:
mais cedo ainda
você estaria nessa corda.
Melhor
morrer de vodca
que de tédio!
Não revelam
as razões
desse impulso
nem o nó,
nem a navalha aberta.
Talvez,
se houvesse tinta
no "Inglaterra"3;
você
não cortaria
os pulsos.
Os plagiários felizes
pedem: bis!
Já todo
um pelotão
em auto-execução.
Para que
aumentar
o rol de suicidas?
Antes
         aumentar
a produção de tinta!
Agora
para sempre
tua boca
está cerrada.
Difícil
e inútil
excogitar enigmas.
O povo,
o inventa-línguas,
perdeu
o canoro
contramestre de noitadas.
E levam
versos velhos
ao velório,
sucata
de extintas exéquias.
Rimas gastas
empalam
os despojos,
é assim
que se honra
um poeta?
Não
te ergueram ainda um monumento
onde
o som do bronze
ou o grave granito?
E já vão
empilhando
no jazigo
dedicatórias e ex-votos:
excremento.
Teu nome
escorrido no muco,
teus versos,
Sóbinov4 os babuja,
voz quérula
sob bétulas murchas
"Nem palavra, amigo,
nem so-o-luço".
Ah,
que eu saberia dar um fim
a esse
Leonid Loengrim!5
Saltaria
escândalo estridente:
Chega
de tremores de voz!
Assobios
nos ouvidos
dessa gente,
ao diabo
com suas mães e avós!
Para que toda
essa corja explodisse
inflando
os escuros
redingotes,
e Kógan6
atropelado
fugisse,
espetando
os transeuntes
nos bigodes.
Por enquanto
há escória
de sobra.
O tempo é escasso
mãos à obra,
Primeiro
é preciso
transformar a vida,
para cantá-la
em seguida.
Os tempos estão duros
para o artista:
Mas,
dizei-me,
anêmicos e anões,
os grandes,
onde,
em que ocasião,
escolheram
uma estrada
batida?
General
da força humana
Verbo
marche!
Que o tempo
cuspa balas
para trás,
e o vento
no passado
só desfaça
um maço de cabelos.
Para o júbilo
o planeta
está imaturo.
É preciso
arrancar alegria
ao futuro.
Nesta vida
morrer não é difícil.
O difícil
é a vida e seu ofício.

1926

Maiakóvski

СЕРГЕЮ ЕСЕНИНУ

Вы ушли,
как говорится,
в мир иной.
Пустота...
Летите, в звёзды врезываясь.
Ни тебе аванса,
ни пивной.
Трезвость.
Нет, Есенин,
это
не насмешка.
В горле
горе комом
не смешок.
Вижу
взрезанной рукой помешкав,
собственных
костей
качаете мешок.
Прекратите!
Бросьте!
Вы в своем уме ли?
Дать, чтоб щёки
заливал
смертельный мел?!
Вы ж
такое
загибать умели,
что другой
на свете
не умел.
Почему?
Зачем?
Недоуменье смяло.
Критики бормочут:
Этому вина
то...
да сё...
а главное,
что смычки мало,
в результате
много пива и вина.
Дескать, заменить бы вам
богему
классом,
класс влиял на вас,
и было б не до драк.
Ну, а класс-то
жажду
заливает квасом?
Класс он тоже
выпить не дурак.
Дескать,
к вам приставить бы
кого из напостов
стали б
содержанием
премного одарённей.
Вы бы
в день
писали
строк по сто,
утомительно
и длинно,
как Доронин.
А по-моему,
Осуществись
такая бредь,
на себя бы
раньше наложили руки.
Лучше уж
от водки умереть,
чем от скуки!
Не откроют
нам
причин потери
ни петля,
ни ножик перочинный.
Может,
Окажись
чернила в "Англетере",
вены
резать
не было б причины.
Подражатели обрадовались:
бис!
Над собою
чуть не взвод
расправу учинил.
Почему же
увеличивать
число самоубийств?
Лучше
увеличь
изготовление чернил!
Навсегда
теперь
язык
в зубах затворится.
Тяжело
и неуместно
разводить мистерии.
У народа,
у языкотворца,
умер
звонкий
забулдыга подмастерье.
И несут
стихов заупокойный лом,
с прошлых
с похорон
не переделавши почти.
В холм
тупые рифмы
загонять колом
разве так
поэта
надо бы почтить?
Вам
и памятник еще не слит,
где он,
бронзы звон
или гранита грань?
а к решеткам памяти
уже понанесли
посвящений
и воспоминаний дрянь.
Ваше имя
в платочки рассоплено,
ваше слово
слюнявит Собинов,
и выводит
под берёзкой дохлой
"Ни слова,
о дру-уг мой,
ни вздо-о-о-о-ха".
Эх,
поговорить бы иначе
с этим самым
с Леонидом Лоэнгринычем!
Встать бы здесь
гремящим скандалистом:
Не позволю
мямлить стих
и мять!
Оглушить бы
их
трехпалым свистом
в бабушку
и в бога душу мать!
Чтобы разнеслась
бездарнейшая погань,
раздувая
темь
пиджачных парусов,
чтобы
врассыпную
разбежался Коган,
встреченных
увеча
пиками усов.
Дрянь
пока что
мало поредела.
Дела много
только поспевать.
Надо
Жизнь
сначала переделать,
переделав
можно воспевать.
Это время
трудновато для пера,
но скажите
вы,
калеки и калекши,
где,
когда,
какой великий выбирал
путь,
чтобы протоптанней
и легше?
Слово
Полководец
человечьей силы.
Марш!
Чтоб время
сзади
ядрами рвалось.
К старым дням
чтоб ветром
относило
только
путаницу волос.
Для веселия
планета наша
мало оборудована.
Надо
вырвать
радость
у грядущих дней.
В этой жизни
Помереть
не трудно.
Сделать жизнь
значительно трудней.

[1926]

Notas do tradutor Augusto de Campos:
1. Alusão à revista Na Postu (De Sentinela), órgão da RAPP (Associação Russa dos Escritores Proletários), cujos colaboradores se mostravam muito zelosos em atacar os escritores que lhes pareciam transgredir a moral proletária;
2. Referência ao poeta soviético I. I. Dorônin (n. em 1900);
3. Hotel em que Iessiênin se suicidou;
4. O famoso cantor L. V. Sóbinov (1872—1934) foi um dos participantes da homenagem à memória de Iessiênin, que teve lugar no Teatro de Arte de Moscou, em 18 de janeiro de 1926, quando interpretou uma canção de Tchaikóvski;
5. O papel de Loengrim, da ópera deste nome, de Wagner, constituiu um dos grandes êxitos da carreira artística de Leonid Sóbinov;
6. O crítico P. S. Kógan (1872—1932), representante da crítica mais dogmática, com quem Maiakóvski manteve freqüentes polêmicas.
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Poemas: Maiakóvski — Apresentação/Estudo de Boris Schnaiderman, Tradução e Notas de Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Boris Schnaiderman e Apêndice [textos de Augusto e Haroldo de Campos e Boris Schnaiderman], Coleção Signo, 1989, Editora Perspectiva, São Paulo — SP; Vladímir Vladimirovitch Maiakóvski (1893 1930), nascido em Baghdati, Geórgia (Império Russo), considerado um dos expoentes da poesia do século XX, foi poeta, dramaturgo e teórico; aos 15 anos de idade filiou-se ao partido bolchevique e teve presença ativa no movimento revolucionário russo de 1917; em Moscou, ingressou na Escola de Belas Artes e fez parte do grupo artístico fundador do então chamado cubo-futurismo russo; ao serem expulsos da Escola, ele e outros alunos do grupo, viajaram pela Rússia objetivando difundir suas concepções artísticas; durante a Guerra Civil, o poeta dedicou-se a criar desenhos e legendas para cartazes de propaganda e, no início do novo Estado, exaltou campanhas sanitárias, fez publicidade de produtos diversos, etc.; participou ativamente de conferências, recitais e debates; colaborou com os jornais Izvestia, Pravda, O Trabalho, com seus textos sendo divulgados diariamente em jornais e revistas; em 1923, fundou a revista LEF (de Liévi Front, Frente de Esquerda), na qual agrupava escritores e artistas com a intenção de aliar a forma revolucionária a um conteúdo de renovação social;  por razões estéticas e na defesa de suas concepções artístico-literárias, polemizou com outros grupos de intelectuais e também com a burocracia do governo que se iniciava; obras: livros de poesia, de viagens e memórias, A Flauta Vertebrada (1915), A Nuvem de Calças (1916), O Homem (1917), Guerra e Paz (1918), 150 Milhões (1920), Amo (1922), A propósito disto (1923), Lênin (1925), Muito Bem! (1927), À Plena Voz (1930), longos poemas líricos e épicos, cada qual formando, por si só, um livro; para o teatro, publica Eu (1913), O Mistério Bufo (1921), O Percevejo (1928), O Banho (1929), e tantos outros textos, para circo, argumentos para cinema e mais de mil páginas de poesia para crianças; suicidou-se em 14 de abril de 1930.