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1.
talvez um ronronar, gata no cio
um se enroscar em fios já tecidos
um desnudar de todos os vestidos
um galopar sem freios nem navios
talvez um se esgueirar em mar de espumas
quem sabe se esquivar dar um perdido
quedar-se quieto sem nenhum gemido
na noite noite que ora se avoluma
coser retalhos de tempos jazidos
partir pra Utopos que anda sempre à espera
longe de primaveras e de outonos
quem sabe penetrar no sem-sentido
talvez um sim, um não, talvez talvez
palavras vãs! talvez eterno sono
sp, 12 a 17.04.2025
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genésio dos santos ferreira, nascido em 1952, paulista de
itapetininga, caipira e filho de ferroviário, quase ex-telegrafista da estrada de
ferro sorocabana, foi alfabetizado pela cartilha do tatu — de saturnina de almeida fagundes e escreve desde os treze anos de idade; num dia foi bóia-fria, noutro foi
ajudante de açougueiro, faturista de comércio de atacado e, ainda noutro, labutou
em escritórios de contabilidade; até quase agorinha mesmo foi bancário, hoje está
aposentado; poeta e cronista, escreveu e publicou número um (poesias, 1978) e cinco
poeminhas (cartaz poético, 1981); como militante sindical, escreveu crônicas para
o jornal o espelho — sp, folha bancária, participou do jornal brinque (do coletivo
cultural do seeb-sp, 1983 — 1985) e pilotou o devezenquandário na moita (1991 —
1997), editados sob a responsabilidade do sindicato dos bancários de são paulo;
é aprendiz de blogueiro e assim se mantém, a despeito dos algoritmos zuquerbergueanos
e que tais ...