
[traduzido de Giosuè Carducci)
Amo-te, oh! boi piedoso! Um
sentimento
De vigor e de paz tu me forneces,
Grave e solene, como um monumento,
Olhando os campos de doiradas
messes.
Preso á canga, não soltas um
lamento,
Mas ao homem na lida favoreces.
Ele fala e te punge, e tu com o
lento
Volver dos olhos mansos lhe
obedeces.
Nessa larga narina, úmida e
escura,
Bafeja o teu espírito, e ridente,
Como um hino, o mugido no ar se
perde.
E em teu olhar de límpida doçura,
Calmo, se espelha majestosamente,
Dos verdes campos o silêncio verde.

Dos verdes campos o silêncio verde.
Il Bove
T'amo, o pio bove; e mite un sentimento
Di vigore e di pace al cor m'infondi,
O che solenne come un monumento
Tu guardi i campi liberi e fecondi,
O che al giogo inchinandoti contento
L'agil opra de l'uom grave secondi:
Ei t'esorta e ti punge, e tu co'l lento
Giro de' pazienti occhi rispondi.
Da la larga narice umida e nera
Fuma il tuo spirto, e come un inno lieto
Il mugghio nel sereno aèr si perde;
E del grave occhio glauco entro l'austera
Dolcezza si rispecchia ampio e quïeto
Il divino del pian silenzio verde.
Giosuè Carducci
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Sonetos Brasileiros — Séculos XVII ao XX, Coletânea organizada por Laudelino Freire, 1929, F. Briguiet & Cia. Editores, Rio de Janeiro — RJ; Odilon Nestor de Barros Ribeiro (1875 — 1968), paraibano de Teixeira, bacharel em Direito pela Faculdade de Recife, atuou como professor de Direito Internacional, advogado, político, escritor, jornalista e poeta; publicou em revistas e jornais do Recife, tendo sido redator chefe do Jornal do Comércio, de Pernambuco; bibliografia: Juvenília (poesia, 1906), Atena, Roma e Jesus (ensaio, edição de 1943), O Barqueiro das Sombras (poesia, edição de 1945), Recordação da Holanda e de Outras Terras (edição de 1968), e outros títulos na área do Direito.
Sonetos Brasileiros — Séculos XVII ao XX, Coletânea organizada por Laudelino Freire, 1929, F. Briguiet & Cia. Editores, Rio de Janeiro — RJ; Odilon Nestor de Barros Ribeiro (1875 — 1968), paraibano de Teixeira, bacharel em Direito pela Faculdade de Recife, atuou como professor de Direito Internacional, advogado, político, escritor, jornalista e poeta; publicou em revistas e jornais do Recife, tendo sido redator chefe do Jornal do Comércio, de Pernambuco; bibliografia: Juvenília (poesia, 1906), Atena, Roma e Jesus (ensaio, edição de 1943), O Barqueiro das Sombras (poesia, edição de 1945), Recordação da Holanda e de Outras Terras (edição de 1968), e outros títulos na área do Direito.