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(Para o jornalista Eurico Pinheiro)
Viver, sofrer e sonhar,
Carpindo dores secretas,
Passam a vida a cantar
Como as cigarras — os poetas.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Enquanto a lira suspira,
O seu coração se inclina.
Sua alma nobre se inspira
Em fonte mais cristalina.
E como boêmio a viver,
De Glórias, Sonhos, Visões...
Nosso sempiterno sofrer
Neste mundo de ilusões,
É o supremo sonhador,
O ser mais indiferente
Com prazer recebe a Dor
Que o martiriza inclemente.
Cantando, vai delirando,
Na febre interna de amores,
De vida, talvez, lembrando
Passado cheio de flores.
Torna-se sábio, aventura
E novos sonhos conquista...
Que lhe importa a desventura
Se tem uma alma de artista?
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Lourenço de Araújo — Poeta e Boêmio (Notas sobre o Café Paris, o Cenáculo Fluminense de História e Letras e a revista Noite e Dia), Organização, Apresentação e Traços Biobibliográficos de Emílio Maciel Eigenheer, 2010, In-Fólio, Rio de Janeiro — RJ; Lourenço de Araújo (1896 — 1967), fluminense de Niterói, formado em Farmácia pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, havendo indicações de que também tenha estudado Filosofia, foi jornalista, indianista, farmacêutico militar, poeta e boêmio freqüentador da Roda Literária do Café Paris de Niterói; como jornalista, colaborou com assiduidade em inúmeros periódicos, nos quais publicava seus versos, crônicas e assinava colunas literárias e sociais: em Niterói foram os jornais A Cidade, Diário da Manhã, A Tribuna, Diário Fluminense, O Farol, etc e as revistas Icaraí, Illustração Fluminense, Tesoura e Goma, Royal Revista e Noite e Dia, no Rio, os jornais O Combate, Correio da Manhã, Gazeta de Bangu, O Garafunho, e as revistas A Dona de Casa, A Malandrinha, Revista da Semana, Revista Souza Cruz entre outras, além de publicações em jornais de outras praças fluminenses, paraenses, mineiras e também gaúcha; bibliografia: Funeral do Sonho (versos, 1928), Suave Loucura (versos, 1929), No Hospital (versos, 1931), Tapera da Minha Taba — versos de Frei Lourenço da Renúncia (1948), Aleluia (versos, 1949), Eu vi... o Brasil Brasileiro (ensaio de brasilidade, 1956), Trovas (1967) e outros.
(Para o jornalista Eurico Pinheiro)
Viver, sofrer e sonhar,
Carpindo dores secretas,
Passam a vida a cantar
Como as cigarras — os poetas.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Enquanto a lira suspira,
O seu coração se inclina.
Sua alma nobre se inspira
Em fonte mais cristalina.
E como boêmio a viver,
De Glórias, Sonhos, Visões...
Nosso sempiterno sofrer
Neste mundo de ilusões,
É o supremo sonhador,
O ser mais indiferente
Com prazer recebe a Dor
Que o martiriza inclemente.
Cantando, vai delirando,
Na febre interna de amores,
De vida, talvez, lembrando
Passado cheio de flores.
Torna-se sábio, aventura
E novos sonhos conquista...
Que lhe importa a desventura
Se tem uma alma de artista?
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Lourenço de Araújo — Poeta e Boêmio (Notas sobre o Café Paris, o Cenáculo Fluminense de História e Letras e a revista Noite e Dia), Organização, Apresentação e Traços Biobibliográficos de Emílio Maciel Eigenheer, 2010, In-Fólio, Rio de Janeiro — RJ; Lourenço de Araújo (1896 — 1967), fluminense de Niterói, formado em Farmácia pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, havendo indicações de que também tenha estudado Filosofia, foi jornalista, indianista, farmacêutico militar, poeta e boêmio freqüentador da Roda Literária do Café Paris de Niterói; como jornalista, colaborou com assiduidade em inúmeros periódicos, nos quais publicava seus versos, crônicas e assinava colunas literárias e sociais: em Niterói foram os jornais A Cidade, Diário da Manhã, A Tribuna, Diário Fluminense, O Farol, etc e as revistas Icaraí, Illustração Fluminense, Tesoura e Goma, Royal Revista e Noite e Dia, no Rio, os jornais O Combate, Correio da Manhã, Gazeta de Bangu, O Garafunho, e as revistas A Dona de Casa, A Malandrinha, Revista da Semana, Revista Souza Cruz entre outras, além de publicações em jornais de outras praças fluminenses, paraenses, mineiras e também gaúcha; bibliografia: Funeral do Sonho (versos, 1928), Suave Loucura (versos, 1929), No Hospital (versos, 1931), Tapera da Minha Taba — versos de Frei Lourenço da Renúncia (1948), Aleluia (versos, 1949), Eu vi... o Brasil Brasileiro (ensaio de brasilidade, 1956), Trovas (1967) e outros.