Caminhe com outros poemas da adolescência do autor, clicando no título acima.
Nascemos na vida, na vida estamos
E na mocidade a velhice tememos.
Quanta coisa tola, pra onde avançamos
Senão à velhice que jamais queremos?
Diz-se, na velhice não se possui sonhos...
Só a esp'rança de morrer... na verdade temos...
Enquanto que hoje com traços risonhos
Construir belos sonhos é o que pretendemos.
Nós, a mocidade, jamais compreendemos
A razão de ser e de estar onde estamos,
De chegar à velhice que então não vemos.
Com o passar dos tempos é lá que chegamos.
Adeus, sonhos nossos! E que nos deixem ao menos
Uma recordação. Agora, morramos...
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Genésio dos Santos (1952), poeta e cronista, escreve desde a pré-adolescência e realizou seus primeiros escritos aos treze anos de idade; este poema-dissertativo, com valor de registro, elaborado em 10.06.1966 quando o autor residia em Iperó — SP e freqüentava a 3ª série no Ginásio Estadual Alferes Mário Pedro Vercellino, em Boituva — SP, é parte integrante de uma série de 6 (seis) poemas que o então poeta-adolescente, em tarefa escolar, cometeu abordando o tema "Mocidade e Velhice" e que foram produzidos para a aula de Português na qual os alunos tiveram de discorrer sobre o assunto nos formatos de dissertação, monólogo, carta, diálogo, narração e descrição.