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sábado, 4 de junho de 2011

Genésio dos Santos: Mocidade e Velhice — I (10.06.1966)

Caminhe com outros poemas da adolescência do autor, clicando no título acima.

Nascemos na vida, na vida estamos
E na mocidade a velhice tememos.
Quanta coisa tola, pra onde avançamos
Senão à velhice que jamais queremos?

Diz-se, na velhice não se possui sonhos...
Só a esp'rança de morrer... na verdade temos...
Enquanto que hoje com traços risonhos
Construir belos sonhos é o que pretendemos.

Nós, a mocidade, jamais compreendemos
A razão de ser e de estar onde estamos,
De chegar à velhice que então não vemos.

Com o passar dos tempos é lá que chegamos.
Adeus, sonhos nossos! E que nos deixem ao menos
Uma recordação. Agora, morramos...

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Genésio dos Santos (1952), poeta e cronista, escreve desde a pré-adolescência e realizou seus primeiros escritos aos treze anos de idade; este poema-dissertativo, com valor de registro, elaborado em 10.06.1966 quando o autor residia em Iperó  SP e freqüentava a 3ª série no Ginásio Estadual Alferes Mário Pedro Vercellino, em Boituva  SP, é parte integrante de uma série de 6 (seis) poemas que o então poeta-adolescente, em tarefa escolar, cometeu abordando o tema "Mocidade e Velhice" e que foram produzidos para a aula de Português na qual os alunos tiveram de discorrer sobre o assunto nos formatos de dissertação, monólogo, carta, diálogo, narração e descrição.

domingo, 29 de maio de 2011

Genésio dos Santos: Flores do inverno (30.08.1969)

Era inverno, nevava naquele dia
Nem transeuntes naquela alvacenta estrada
Só a neve cobria tudo, mais nada
Aquela alva paisagem interrompia.

E no algor da alta madrugada
Só vi que a luz do luar luzia
Sobre as alvas flores que ora pendiam
Das árvores àquela estrada aladas.

Mas que árvores! Tão nuas as que então eu via
E que flores! Tão alvas no esplendor do inverno
Flocos de algodão que a neve escondia.

Não divisei as flores. Só um alvor eterno
Eu vi. Porém não vi a neve que caia.
E aqueles flocos? Seriam flores do inverno?

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Genésio dos Santos (1952), poeta e cronista, escreve desde a pré-adolescência e realizou seus primeiros escritos aos treze anos de idade; elaborou este poema, com valor de registro, em 30.08.1969 quando residia em Iperó  SP e atravessava caminhos enregelados por geada da braba.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Genésio dos Santos: Lua (01.06.1969)

Quantas noites eu passei contigo lua
Como um sonâmbulo a te contemplar
Do portão de casa ou mesmo da rua
Quantas noites frias a te observar!

Não entendo a vida, venerável lua,
Por que essa distância a nos separar
Se sonho em beijar essa face tua
E viver somente para te adorar.

Vives n'amplidão tão longe de mim
Que só me consola contemplar-te assim
Embebido pela luz que em ti se acentua.

E no azul do céu em noites tão frias,
Do portão de casa ou da rua eu via
Venerável e bela a face da lua.

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Genésio dos Santos (1952), poeta e cronista, escreve desde a pré-adolescência e realizou seus primeiros escritos aos treze anos de idade; elaborou este poema, com valor de registro, em 01.06.1969 quando residia em Iperó  SP e atravessava caminhos enluarados.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Genésio dos Santos: Teu canto (20.06.1969)

Quão belo foi ouvir teu canto, avezinha,
esse concerto sublime benfazejo à gente,
quando à tardinha, já no sol poente,
a solidão beijar minh'alma vinha.

Ah, solidão... e tristeza minha,

inspiração de um homem descrente...
Faze calar o coração da gente
com o teu canto, bela avezinha!

Quisera eu voar, cantar alegremente,

esquecer este inferno que me fez doente
de um renegado amor, a ruína minha.

Quisera eu fugir desta rude gente
e ouvir o teu cantar eternamente,
oh delicada e bela avezinha!


Minha foto
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Genésio dos Santos (1952), poeta e cronista, escreve desde a pré-adolescência e realizou seus primeiros escritos aos treze anos de idade; elaborou este poema, com valor de registro, em 20.06.1969 quando residia em Iperó SP e atravessava caminhos nos quais passarinhos cantavam.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Genésio dos Santos: Teu canto

Quão belo foi oví teu canto, avezinha,
esse concerto subrime benfazejo à gente,
quano a tardinha, já no sór poente,
a solidão bejá minha arma vinha.

Ah, solidão e tristezas minha,
inspiração de um ómi discrente...
Faze calá o coração da gente
co'o teu canto, bela avezinha!

Quisera eu vuá, cantá alegremente,

pa isquecê este inferno que me feiz duente
de um renegado amor, a ruína minha.

Quisera eu fugí desta rude gente
e oví o teu cantá eternamente,
oh delicada e bela avezinha!

Minha foto
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Genésio dos Santos (1952), poeta e cronista, escreve desde a pré-adolescência e realizou seus primeiros escritos aos treze anos de idade; elaborou este poema, com valor de registro, em 20.06.1969 quando residia em Iperó  SP; esta "versão caipirês" do poema o autor a realizou em 2009 para expressar a sua origem de homem da roça.