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Surge das
bandas rubras do Levante,
Envolto
em gaze de ouro e rosa — o Dia.
Vibra no
espaço a nota dominante
D’uma orquestral
e terna sinfonia!
A luz do
sol, no azul, forte e vibrante
Vem
colorindo a esconsa serrania
Que,
muito ao longe, em vulto de gigante,
O céu e o
mar, soberba desafia!
E as
brumas vão precipites fugindo...
Vão — como pombas tímidas, medrosas —
Das
encostas no báratro caindo.
Há pelo
ar uns frêmitos de festa...
Florescem
lírios, desabrocham rosas,
E a vida
em tudo, a rir, se manifesta!
(Meteoros
— 1906, 2ª edição, 1911)
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Café Paris: Os Precursores, por Maria
José da Silva Fernandes e Emílio Maciel Eigenheer, com a colaboração de Felipe Castilho
Newman de Queiroz e Raphael Giovanini Barros Santana, 2014, Editora Novas Ideias,
Niterói — RJ; Isidro Nunes Ferreira (1879 — 1955), nascido em Resende — RJ, caixeiro comercial, militar,
jornalista, cronista e poeta, foi um dos pioneiros frequentadores
do Café Paris, reduto de intelectuais em Niterói no início do século XX; colaborou
na revista A Cruzada, de Niterói, nos jornais Imprensa e Gazeta de Notícias, do
Rio de Janeiro, na revista literária Nova Cruz, de São Paulo, no jornal O Pharol,
de Juiz de Fora — MG, entre outros periódicos da
época, e tendo exercido cargos de direção em alguns deles; obras: Ninfas
(1902), Meteoros (1906 e 1911, 2ª edição), Torre Azul (1923 e 1953, 2ª edição),
Horas de Leitura (coletânea de ensaios, crônicas e poemas, 1928), Última Colheita
(1933 e 1953, 2ª edição).





