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Arraial d’Angola de Paracatu,
Arraial de Mossâmedes de Goiás,
Arraial de Santo Antônio do Bambé,
vos ofereço quibebê, quiabo,
quitanda, quitute, quingombô.
Tirai-me essa murrinha, esse gogo,
esse urufá,
que eu quero viver molecando,
farreando, tocando meus ganzás!
Arroio dos Quilombolas de Palmares,
Arroio do Desemboque do Quizongo,
Arroio do Exu do Bodocô,
vos ofereço maconha de pito,
quitunde, quibembe, quingombô.
Assim, sim!
Arraial d’Angola de Paracatu,
Arraial do Campo de Goiás,
Arraial do Exu do Aussá,
vos ofereço quisama, quinanga,
quilengue, quingombô.
Tomai acaçá, abará, aberém, abaú!
Assim, sim!
Tirai-me essa murrinha, esse gogo,
esse urufá!
Vos ofereço quitunde, quitumba,
quelembe, quingombô.

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Poemas
Negros (edição ampliada): Jorge de Lima, Apresentação de Fábio de Souza
Andrade, 2016, Alfaguara, Rio de Janeiro — RJ; Jorge Matheos de Lima (1893 —
1953), alagoano de União dos Palmares, formado em medicina, foi político,
médico, poeta, romancista, biógrafo, ensaísta, tradutor, professor de
literatura e pintor; escreveu e publicou XIV Alexandrinos (1914), O Mundo do
Menino Impossível (poesia, 1925), Poemas (1927), Novos Poemas (1929), O
acendedor de lampiões (poesia, 1932), Calunga (romance, 1935), Tempo e
eternidade (poesia, 1935), A túnica inconsútil (poesia, 1938), A mulher obscura
(romance, 1939), Anunciação e encontro de Mira-Celi (poesia, 1943), Poemas
Negros (1947), Livro de Sonetos (1949), Guerra dentro do beco (romance, 1950),
Invenção de Orfeu (poesia, 1952) e outros títulos em verso e prosa.






