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Não chegarei talvez ao termo do
caminho
O desânimo atarda o meu trêmulo
passo,
Outros foram além; venceram pedra
e espinho;
E eu só fiquei atrás vencido de
cansaço.
Já não me guia o céu; quero
voltar, refaço
As jornadas, e em toda a parte é o
descaminho.
Assim a ave que errou longe, longe
no espaço,
Não sabe mais voltar à terra do
seu ninho.
Bate as asas, retorna, avança,
volta, aflita,
E aspira o ar buscando os perfumes
da terra,
E não sentindo mais, na amplidão
infinita,
Nada que a leve ao ninho, exausta,
desvairada,
Descai o vôo ao mar e sobre as
ondas erra
Das ondas ao vaivém, sem esperar
mais nada.

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Poetas Cariocas em 400
Anos — Frederico Trotta, 1966, Casa Editora Vecchi, Rio de
Janeiro — RJ; Mário Cochrane de Alencar (1872 — 1925), nascido no Rio de
Janeiro, formado em
Ciências e Letras no Colégio Pedro II (Rio) e em Direito (São Paulo, atual USP —
Largo São Francisco), foi advogado, poeta, jornalista, contista e romancista; colaborou na imprensa do Rio — Almanaque Brasileiro
Garnier, Brasilea, Correio do Povo, Gazeta de Notícias, O Imparcial, A Imprensa, Jornal do Commercio, O Mundo Literário, Renascença, Revista
Brasileira, Revista da ABL, Revista da Língua Portuguesa — e em periódicos
paulistas; escreveu e publicou Lágrimas (poesia, 1888), Versos (1902), Ode
cívica ao Brasil (poesia, 1903), Dicionário de Rimas (1906), Alguns escritos
(ensaio, 1910), O que tinha de ser (romance, 1912), Se eu fosse político
(1913), Catulo da Paixão Cearense: Sertão em flor (1919) e outros títulos, além
de textos esparsos por diversos jornais e revistas; pertenceu à Academia
Brasileira de Letras.
