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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Edison Cazallas: Enquanto houver amanhã

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Viverei até meu fim
Uma vida alegre e sã
Cuidarei de ti pra mim
Enquanto houver amanhã


Cantarei o Carinhoso
Ficarei muito orgulhoso
Olhar-te-ei como irmã
Enquanto houver amanhã

Beijarei a tua testa
Teu nariz e a maçã
Darei festa atrás de festa
Enquanto houver amanhã

Festa sacra ou pagã
Ou missa de carnaval
Ou reza de Iansã
Com brisa ou vendaval
Enquanto houver amanhã
O teu corpo escultural
Cobrirei com meu lençol
Enquanto houver amanhã
Faça chuva ou faça sol

E quando de mim partires
Vez ou outra pensa em mim
Põe
uma vela num pires

Para o Senhor do Bonfim
Não penses mais no amanhã
Viva o hoje e o agora
Ama, reza, ri e chora
Enquanto houver amanhã... 
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Edison Cazallas relata-nos, via feicebuque, que sua vida melhorou muito após capotar o carraboliu esse meio de transporte e percebeu "ser bem mais divertido conversar com as pessoas do lado, no trem, do que parar no farol ou cuidar de uma lata reluzente"; deixou de ser um "'propriotário' engarrafado na escravidão e submetido à Sua Majestade, o Automóvel"; reflete, sobre si mesmo: — "De todos os meus desconhecidos, sou um dos maiores."; nascido em 1944, paulistano, formado em Psicologia pela Faculdade São Marcos (São Paulo  SP), é poeta; também estudou na Escola Politécnica  USP e foi bancário do Banco do Brasil, hoje aposentado.