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“Homem sem fé (dizeis), homem
perdido,
Abandonou-te a crença derradeira:”
Mas, como assim pensei a vida
inteira,
Nisto ao menos não fui desiludido.
Não é exato, porém, pois tenho
crido
Em muita coisa ignota e verdadeira
Quando a crença se imponha de
maneira
Que o seu objeto seja compreendido.
Creio em ti, meu amor,
profundamente;
Para sempre minh’alma está cativa,
Santa piedade, deusa onipotente!
Creio em que todo bem de ti deriva,
E nego que em seus deuses algum
crente
Tenha crença mais funda e fé mais
viva.
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Inspirados Sonetos de Autores Brasileiros e Portugueses, Seleção e Organização de Milton Xavier de Carvalho e Prefácio de Morvan Acayaba de Rezende, 1996, FUMARC — Fundação Mariana Resende Costa, Contagem — MG; Francisco Filinto de Almeida (1857 — 1945), português nascido no Porto e naturalizado brasileiro, frequentou o Colégio Primário, ainda em Portugal, sem no entanto concluir seus estudos; com a idade de 10 anos, veio para o Brasil e não cursou qualquer estabelecimento de ensino; destacando-se no jornalismo, nas letras e na dramaturgia, foi redator d’O Estado de São Paulo, colaborando, ainda, em A América, O Besouro, O Combate, Folha Nova, A Estação, A Semana, O Mequetrefe, todos do Rio de Janeiro, e no Diário de Santos e na Comédia, em São Paulo; escreveu e publicou Um idioma (entreato cômico, 1876), Os Mosquitos (monólogo em verso, 1887), Lírica (1887), O Defunto (comédia em 1 ato, 1894), O Beijo (comédia em 1 ato, em verso, 1907), Cantos e cantigas (poesia, 1915), Camoniana (sonetos, 1945), Colunas da noite (crônicas, 1945) etc.; em colaboração com Júlia Lopes de Almeida, escritora e esposa, escreveu o romance A Casa Verde (publicado em folhetins do Jornal do Commercio, de dezembro de1898 a março de 1899); foi
um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.
Inspirados Sonetos de Autores Brasileiros e Portugueses, Seleção e Organização de Milton Xavier de Carvalho e Prefácio de Morvan Acayaba de Rezende, 1996, FUMARC — Fundação Mariana Resende Costa, Contagem — MG; Francisco Filinto de Almeida (1857 — 1945), português nascido no Porto e naturalizado brasileiro, frequentou o Colégio Primário, ainda em Portugal, sem no entanto concluir seus estudos; com a idade de 10 anos, veio para o Brasil e não cursou qualquer estabelecimento de ensino; destacando-se no jornalismo, nas letras e na dramaturgia, foi redator d’O Estado de São Paulo, colaborando, ainda, em A América, O Besouro, O Combate, Folha Nova, A Estação, A Semana, O Mequetrefe, todos do Rio de Janeiro, e no Diário de Santos e na Comédia, em São Paulo; escreveu e publicou Um idioma (entreato cômico, 1876), Os Mosquitos (monólogo em verso, 1887), Lírica (1887), O Defunto (comédia em 1 ato, 1894), O Beijo (comédia em 1 ato, em verso, 1907), Cantos e cantigas (poesia, 1915), Camoniana (sonetos, 1945), Colunas da noite (crônicas, 1945) etc.; em colaboração com Júlia Lopes de Almeida, escritora e esposa, escreveu o romance A Casa Verde (publicado em folhetins do Jornal do Commercio, de dezembro de

